{"id":43014,"date":"2017-01-04T14:42:24","date_gmt":"2017-01-04T17:42:24","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=43014"},"modified":"2017-01-04T14:42:24","modified_gmt":"2017-01-04T17:42:24","slug":"uva-e-maca-fazem-cidade-de-go-em-area-de-soja-criar-empregos-em-ano-de-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=43014","title":{"rendered":"Uva e ma\u00e7\u00e3 fazem cidade de GO em \u00e1rea de soja criar empregos em ano de crise"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_43015\" aria-describedby=\"caption-attachment-43015\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/ocorreionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Goiabera-CristalinaGO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-43015 size-medium\" src=\"https:\/\/ocorreionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Goiabera-CristalinaGO-300x159.jpg\" width=\"300\" height=\"159\" srcset=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Goiabera-CristalinaGO-300x159.jpg 300w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Goiabera-CristalinaGO-768x406.jpg 768w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Goiabera-CristalinaGO.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-43015\" class=\"wp-caption-text\">Mario Jarnoval trocou servi\u00e7o de frentista por emprego em fazenda de Cristalina (GO) onde cuida de ma\u00e7\u00e3s, uvas e goiabas<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mario Jarnoval Vieira, 56, est\u00e1 de emprego novo. Desde o come\u00e7o de novembro, ele passa os dias entre fileiras de macieiras, videiras e pessegueiros. O trabalho, quase todo manual ou com o aux\u00edlio de pequenas ferramentas, consiste em, por exemplo, podar galhos e embrulhar as frutas no p\u00e9 para proteg\u00ea-las dos insetos e dos p\u00e1ssaros.<\/p>\n<p>Pelo servi\u00e7o na Fazenda Realeza, ele recebe um sal\u00e1rio de cerca de R$ 1.500, menos do que a m\u00e9dia nacional que \u00e9 de R$ 2.012 para os homens. Mesmo assim se diz satisfeito. &#8220;Aqui trabalho no ar puro, num lugar bonito, cuidando das plantas&#8221;, diz Mario Jarnoval. &#8220;\u00c9 muito melhor do que o cheiro da gasolina&#8221;, comenta, referindo-se ao seu emprego anterior, de frentista em posto de gasolina.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o da cena, com planta\u00e7\u00f5es de ma\u00e7\u00e3 e uva, pode trazer \u00e0 lembran\u00e7a a paisagem de uma regi\u00e3o temperada. Mas o agricultor est\u00e1 em Cristalina (GO), a 130 quil\u00f4metros de Bras\u00edlia, no cora\u00e7\u00e3o do cerrado brasileiro -uma \u00e1rea mais conhecida pelas planta\u00e7\u00f5es extensivas de gr\u00e3os como soja e milho e onde a temperatura ultrapassa com facilidade os 30 graus Celsius.<\/p>\n<h3>Maior geradora de empregos em GO<\/h3>\n<p>E s\u00e3o justamente culturas \u00e0 primeira vista ex\u00f3ticas para o Centro-Oeste e atividades como as executadas por Mario Jarnoval que ajudaram Cristalina a se tornar um dos munic\u00edpios que mais criaram empregos em 2016, na contram\u00e3o do que ocorre no mercado de trabalho nacional.<\/p>\n<p>De janeiro a novembro, o mercado de trabalho de Cristalina teve um saldo positivo de 3.079 novas vagas, de acordo com n\u00fameros do Cadastro Geral do Emprego do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio \u00e9 o l\u00edder de emprego em Goi\u00e1s e quinto no ranking nacional.<\/p>\n<p>&#8220;O segredo desse n\u00famero est\u00e1 no aumento da produ\u00e7\u00e3o de culturas que complementam a produ\u00e7\u00e3o de soja e milho e que empregam muito mais pessoas para a mesma \u00e1rea plantada&#8221;, afirma Al\u00e9ssio Mar\u00f3stica, presidente do sindicato rural do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Entre essas culturas complementares j\u00e1 tradicionais de Cristalina que tiveram avan\u00e7o em 2016 est\u00e3o o feij\u00e3o, tomate, cebola, batata, cenoura e o alho -produtos que experimentaram alta de pre\u00e7os recentemente. A fruticultura \u00e9 mais recente, mas \u00e9 a atividade que mais emprega.<\/p>\n<h3>Soja emprega pouco; frutas contratam mais por hectare<\/h3>\n<figure id=\"attachment_43016\" aria-describedby=\"caption-attachment-43016\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/ocorreionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Parreral-CristalinaGO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-43016 size-medium\" src=\"https:\/\/ocorreionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Parreral-CristalinaGO-300x159.jpg\" width=\"300\" height=\"159\" srcset=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Parreral-CristalinaGO-300x159.jpg 300w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Parreral-CristalinaGO-768x407.jpg 768w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Parreral-CristalinaGO.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-43016\" class=\"wp-caption-text\">Mulheres trabalham em planta\u00e7\u00e3o de uva na Fazenda Realeza em Cristalina (GO). Fruticultura gera dois empregos por hectare, 200 vezes mais do que a soja, tradicional cultivo da regi\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A diversidade explica o fato de Cristalina estar criando mais empregos do que outras cidades onde o agroneg\u00f3cio tamb\u00e9m \u00e9 forte. &#8220;Na soja, voc\u00ea precisa de cem hectares plantados para criar um emprego. Na batata e cenoura, com 10 hectares j\u00e1 se gera um emprego. Com cebola e alho, apenas tr\u00eas hectares s\u00e3o suficientes. E com a fruticultura, voc\u00ea cria dois empregos por hectare&#8221;.<\/p>\n<p>Mas por que essas culturas precisam mais de m\u00e3o de obra e o avan\u00e7o delas ajuda na cria\u00e7\u00e3o de empregos?<\/p>\n<p>&#8220;Porque s\u00e3o culturas muito mais artesanais do que as planta\u00e7\u00f5es de gr\u00e3os, as commodities&#8221;, responde Edson Carlos da Silva, propriet\u00e1rio da Fazenda Realeza, e um dos pioneiros da fruticultura na regi\u00e3o. &#8220;N\u00e3o se prestam tanto \u00e0 mecaniza\u00e7\u00e3o, voc\u00ea precisa de gente cuidando delas o tempo todo e \u00e9 um cuidado manual&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9ssio Mar\u00f3stica d\u00e1 mais uma explica\u00e7\u00e3o. &#8220;Os gr\u00e3os s\u00e3o coletados pelas colheitadeiras e v\u00e3o direto para a ind\u00fastria. Eles podem ser grandes, pequenos, bonitos ou feios. J\u00e1 as frutas, a batata, o tomate, s\u00e3o vendidos para o consumidor final na feira ou no supermercado e precisam ser bonitos. Eles t\u00eam de ser selecionados e limpos na hora da colheita, ainda na fazenda. E quem faz isso \u00e9 gente&#8221;.<\/p>\n<h3>Altitude e irriga\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Cristalina consegue essa diversidade por duas raz\u00f5es. Uma natural. A cidade est\u00e1 a cerca de 1.200 metros acima do n\u00edvel do mar, o que faz com que haja uma varia\u00e7\u00e3o grande na temperatura que pode em um mesmo dia chegar a 32 graus durante o dia e a 15 graus \u00e0 noite, mas sem ocorr\u00eancia de geadas.<\/p>\n<p>A outra explica\u00e7\u00e3o \u00e9 artificial: a irriga\u00e7\u00e3o. Cristalina tem a terceira maior \u00e1rea irrigada do Brasil com 56 mil hectares, segundo o \u00faltimo levantamento da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA) e da Embrapa, de 2014. Os dois primeiros s\u00e3o munic\u00edpios pr\u00f3ximos, ambos em MG: Una\u00ed (61 mil hectares) e Paracatu (58 mil hectares).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>UOL-\u00a0 Asdr\u00fabal Figueir\u00f3<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mario Jarnoval Vieira, 56, est\u00e1 de emprego novo. Desde o come\u00e7o de novembro, ele passa os dias entre fileiras de macieiras, videiras e pessegueiros. O trabalho, quase todo manual ou com o aux\u00edlio de pequenas ferramentas, consiste em, por exemplo, podar galhos e embrulhar as frutas no p\u00e9 para proteg\u00ea-las dos insetos e dos p\u00e1ssaros. 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