{"id":43036,"date":"2017-01-04T17:04:44","date_gmt":"2017-01-04T20:04:44","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=43036"},"modified":"2017-01-04T17:06:07","modified_gmt":"2017-01-04T20:06:07","slug":"se-al-e-ba-seria-essa-a-nova-fronteira-agricola-para-a-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=43036","title":{"rendered":"SE, AL e BA; seria essa a nova fronteira agr\u00edcola para a soja?"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em>Estudo da Embrapa identifica uma nova \u00e1rea com potencial para a produ\u00e7\u00e3o da oleaginosa, que tem potencial\u00a0de produtividade de 80 sacas por hectare. Entenda as vantagens e dificuldades a serem enfrentadas pelos desbravadores<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Uma nova fronteira agr\u00edcola nada mais \u00e9 do que uma \u00e1rea pouco explorada para determinada cultura, mas com aptid\u00e3o para produzi-la. Este \u00e9 o caso da microrregi\u00e3o conhecida como Sealba, que engloba parte de Alagoas, Sergipe e Bahia. A partir de estudos da Embrapa Tabuleiros Costeiros esta regi\u00e3o foi identificada com um significativo potencial para a produ\u00e7\u00e3o da principal commodity brasileira, a soja. Nos quatro anos do levantamento, a produtividade potencial da regi\u00e3o chegou a 80 sacas por hectare.<\/p>\n<p>Foram quatro anos de pesquisa na regi\u00e3o para tentar entender se a regi\u00e3o tinha ou n\u00e3o potencial para a produ\u00e7\u00e3o da soja. Os aspectos principais para isso era o volume de chuvas, e as propriedades do solo. Ap\u00f3s o estudo, notou-se que da segunda quinzena de abril at\u00e9 setembro, o volume de precipita\u00e7\u00f5es superava a casa dos 450 mil\u00edmetros acumulados, suficientes para atender a cultura. \u201cAvaliamos 30 anos de dados clim\u00e1ticos, para saber como o clima variava na regi\u00e3o. Notamos que h\u00e1 grande potencial, pois os volumes de chuvas s\u00e3o muito bons, neste per\u00edodo\u201d, diz S\u00e9rgio de Oliveira Proc\u00f3pio, um dos pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros, respons\u00e1vel pelo estudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m do clima, o solo e os relevos de terreno tamb\u00e9m foram analisados. Em sua grande maioria o solo encontrado \u00e9 argiloso, ideal para semeadura da oleaginosa. Diante desta informa\u00e7\u00e3o foi decidido, por exemplo, qual era o limite desta nova fronteira, por isso definiu-se alguns munic\u00edpios entre os tr\u00eas estados, conforme figura abaixo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11331 alignnone\" src=\"http:\/\/www.projetosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/sealba-canal-rural-4-300x245.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"http:\/\/www.projetosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/sealba-canal-rural-4-300x245.jpg 300w, http:\/\/www.projetosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/sealba-canal-rural-4-768x628.jpg 768w, http:\/\/www.projetosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/sealba-canal-rural-4-1024x838.jpg 1024w\" alt=\"Apresenta\u00e7\u00e3o do PowerPoint\" width=\"640\" height=\"524\" \/><\/p>\n<p>Nas quatro safras de estudo tanto os ensaios de pesquisa, como as unidades demonstrativas e, nestes dois \u00faltimos anos, algumas \u00e1reas de produtores que j\u00e1 iniciaram a produ\u00e7\u00e3o de soja, as produtividades foram elevadas. \u201cNos anos de melhor clima, com bons volumes de chuvas as produtividades foram muito boas, acima de 80 sacas por hectare\u201d, reiterou Proc\u00f3pio.<\/p>\n<h3><strong>\u00c9poca de plantio e colheita diferenciada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais regi\u00f5es produtoras de soja<\/strong><\/h3>\n<p>A regi\u00e3o do SEALBA apresenta seu principal per\u00edodo chuvoso no outono-inverno, enquanto as demais regi\u00f5es produtoras de soja do Brasil t\u00eam seu per\u00edodo chuvoso na primavera-ver\u00e3o. Isso resulta em benef\u00edcios fundamentais, como:<br \/>\n<strong>1 \u2013<\/strong> colheita em \u00e9poca diferenciada do restante do Brasil (possibilidade de obten\u00e7\u00e3o de melhores pre\u00e7os);<br \/>\n<strong>2 \u2013<\/strong> possibilidade de aquisi\u00e7\u00e3o de sementes de melhor qualidade fisiol\u00f3gica (sementes colhidas na regi\u00e3o Centro-Sul e Matopiba em mar\u00e7o e abril, quando o plantio no Sealba \u00e9 de abril a junho);<br \/>\n<strong>3 \u2013<\/strong> oportunidade de terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas agr\u00edcolas provenientes do Centro-Sul e Matopiba (desencontro das opera\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas entre essas regi\u00f5es e o Sealba);<br \/>\n<strong>4 \u2013<\/strong> desenvolvimento da soja em temperaturas mais favor\u00e1veis (como o cultivo \u00e9 realizado no outono\/inverno, a temperaturas, principalmente a noturna, s\u00e3o mais favor\u00e1veis \u00e0s necessidades da planta);<br \/>\n<strong>5 \u2013<\/strong> oportunidade do Sealba se tornar uma regi\u00e3o produtora de sementes de soja de alta qualidade, voltada ao abastecimento de regi\u00f5es como o Norte do Mato Grosso, o Par\u00e1 e o Matopiba (as sementes s\u00e3o colhidas entre agosto e outubro, se encaixando perfeitamente nas necessidades dessas regi\u00f5es, onde o plantio de soja ocorre entre outubro e o in\u00edcio de dezembro);<br \/>\n<strong>6 \u2013<\/strong> maior teor de prote\u00edna nos gr\u00e3os de soja (estudos iniciais apontam teores de prote\u00edna chegando a 41% nos gr\u00e3os da soja produzida no agreste sergipano \u2013 isto resulta em uma maior qualidade do farelo produzido a partir da soja<\/p>\n<div id=\"ngg-slideshow-11350-17245981640\" class=\"ngg-galleryoverview ngg-slideshow\" data-placeholder=\"http:\/\/www.projetosojabrasil.com.br\/wp-content\/plugins\/nextgen-gallery\/products\/photocrati_nextgen\/modules\/nextgen_basic_gallery\/static\/slideshow\/placeholder.gif\">\n<div id=\"ngg-image-1\" class=\"ngg-gallery-slideshow-image\"><\/div>\n<\/div>\n<h3><strong>Vantagens<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Proximidade com terminais portu\u00e1rios<\/strong><br \/>\nA localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica desse recorte territorial, pr\u00f3xima a terminais portu\u00e1rios nos tr\u00eas estados, garante uma redu\u00e7\u00e3o no custo de frete para a entrega da soja voltada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Proximidade com produtores de prote\u00edna<\/strong><br \/>\nA regi\u00e3o fica pr\u00f3xima a importantes polos de produ\u00e7\u00e3o leiteira do Nordeste, e de regi\u00f5es av\u00edcolas, que geram uma grande demanda por farelo de soja, fonte de prote\u00edna para a alimenta\u00e7\u00e3o animal. O incremento da produ\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o na regi\u00e3o ajudaria a suprir essa demanda com redu\u00e7\u00e3o significativa de custos.<\/p>\n<p><strong>Proximidade das usinas produtoras de biodiesel<\/strong><br \/>\nA soja \u00e9 a principal fonte oleaginosa para a produ\u00e7\u00e3o nacional de biodiesel, e a regi\u00e3o tem potencial para fornecer o gr\u00e3o para unidades de processamento de todo o Nordeste, principalmente a usina localizada no munic\u00edpio de Candeias-BA.<\/p>\n<p><strong>Experi\u00eancia dos produtores sergipanos com milho<\/strong><br \/>\nExperientes produtores de milho do Agreste Sergipano, uma das regi\u00f5es de mais alta produtividade do pa\u00eds, possuem alto potencial para o aprendizado e a assimila\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas culturais utilizadas na produ\u00e7\u00e3o de soja.<\/p>\n<p><strong>Oportunidade para a diversifica\u00e7\u00e3o de cultivos<\/strong><br \/>\nA soja pode ser introduzida e consolidada na regi\u00e3o como uma grande alternativa para a diversifica\u00e7\u00e3o de culturas, rota\u00e7\u00e3o de culturas (como o milho) aumentando a sustentabilidade ambiental, maior conserva\u00e7\u00e3o de solo, recursos naturais e biodiversidade.<\/p>\n<h3><strong>Desafios<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c9 importante frisar que para o estabelecimento da cultura da soja na regi\u00e3o alguns desafios foram identificados. Entre eles:<\/p>\n<p><strong>1 \u2013<\/strong> a exist\u00eancia de poucas unidades de armazenamento e secagem de gr\u00e3os (Umidade do gr\u00e3o para comercializa\u00e7\u00e3o \u00e9 de no m\u00e1ximo 14%);<br \/>\n<strong>2 \u2013<\/strong> poucas cooperativas de produtores rurais;<br \/>\n<strong>3 \u2013<\/strong> limita\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas agr\u00edcolas para o chamado \u201cNordeste \u00damido\u201d, onde est\u00e1 localizada a maior parte do SEALBA (a grande maioria das pol\u00edticas agr\u00edcolas do Nordeste est\u00e1 voltada para a regi\u00e3o semi\u00e1rida, com foco na conviv\u00eancia com a seca);<br \/>\n<strong>4 \u2013<\/strong> capacita\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia t\u00e9cnica agropecu\u00e1ria;<br \/>\n<strong>5 \u2013<\/strong> revendas agropecu\u00e1rias locais com falta de estoque e tradi\u00e7\u00e3o com insumos direcionados \u00e0 cultura da soja;<br \/>\n<strong>6 \u2013<\/strong> inexist\u00eancia de inoculantes com validade compat\u00edvel com a \u00e9poca de plantio de soja no SEALBA;<br \/>\n<strong>7 \u2013<\/strong> predom\u00ednio do preparo convencional do solo nas \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os (conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua no solo);<br \/>\n<strong>8 \u2013<\/strong> presen\u00e7a de camada adensada de solo (coeso) nos argissolos dos Tabuleiros Costeiros (risco de encharcamento, nocivo ao desenvolvimento da planta);<br \/>\n<strong>9 \u2013<\/strong> residual de herbicidas no solo em \u00e1reas de reforma de cana-de-a\u00e7\u00facar, podendo causar preju\u00edzos para a soja cultivada em sucess\u00e3o;<br \/>\n<strong>10 \u2013<\/strong> e variabilidade pluviom\u00e9trica entre os anos.<\/p>\n<p>Atualmente a regi\u00e3o conta com 15 produtores de soja, sendo que de Alagoas eles migraram da cana-de-a\u00e7\u00facar, e da Bahia e Sergipe do milho. \u201cOs produtores de milho est\u00e3o come\u00e7ando a aprender como esta diversifica\u00e7\u00e3o ajuda no aumento da rentabilidade e redu\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia de uma s\u00f3 cultura, minimizando os riscos\u201d, conta Proc\u00f3pio.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, a produ\u00e7\u00e3o de soja destas regi\u00f5es devem aumentar pelo menos 50%. \u201cO que temos visto s\u00e3o produtores de outras regi\u00f5es, como Matopiba, interessados em fazer uma segunda safra, porque terminam a safra em mar\u00e7o e poderiam ir para a regi\u00e3o, em maio, e fazer uma segunda safra, ou produzir sementes para as \u00e1reas principais do Matopiba\u201d, finaliza Proc\u00f3pio.<\/p>\n<p>Soja Brasil- <strong>Daniel Popov, de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da Embrapa identifica uma nova \u00e1rea com potencial para a produ\u00e7\u00e3o da oleaginosa, que tem potencial\u00a0de produtividade de 80 sacas por hectare. 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