{"id":4462,"date":"2015-06-24T13:24:44","date_gmt":"2015-06-24T17:24:44","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=4462"},"modified":"2015-06-24T13:24:44","modified_gmt":"2015-06-24T17:24:44","slug":"embrapa-desenvolve-algodao-de-fibra-longa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=4462","title":{"rendered":"Embrapa desenvolve algod\u00e3o de fibra longa"},"content":{"rendered":"<div id=\"ctl00_cphConteudo_UcNoticiasDetalhe1_ucNoticia1_corpoNoticia\" class=\"corpo\">\n<div style=\"text-align: justify;\">Uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) obteve fibras longas de algod\u00e3o, que o Brasil n\u00e3o produz e precisa importar para atender um nicho de mercado. Se novas pesquisas com as variedades desenvolvidas comprovarem a produtividade destas plantas, o Pa\u00eds poder\u00e1 cultivar em territ\u00f3rio nacional fibras que hoje compra de outros pa\u00edses e que, inclusive, j\u00e1 chegou a importar do Egito.<\/p>\n<p>A pesquisa com variedades de algod\u00e3o de fibra longa, que alcan\u00e7am entre 31,3 mil\u00edmetros e 34,8 mil\u00edmetros, come\u00e7ou em 2011. Segundo informa\u00e7\u00f5es da Embrapa, foram utilizadas duas variedades cultivadas: uma que tem produtividade elevada e outra devido ao comprimento longo da fibra. A partir do cruzamento entre elas, foram selecionadas as plantas que apresentavam maior comprimento de fibra.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador da Embrapa Algod\u00e3o, Luiz Paulo de Carvalho, este estudo \u00e9 parte de um projeto de melhoramento gen\u00e9tico do algod\u00e3o, que recebe investimento anual de aproximadamente R$ 200 mil. Para esta pesquisa, foram utilizadas plantas da esp\u00e9cie Gossypium hirsutum, que s\u00e3o mais resistentes do que as plantas da esp\u00e9cie Gossypium barbadense. Estas d\u00e3o origem \u00e0s variedades Giza, do algod\u00e3o de fibra eg\u00edpcia, e Pima, do algod\u00e3o de fibra longa procedente dos Estados Unidos e do Peru.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o da variedade G.hirsutum reduziu, tamb\u00e9m, o ciclo da planta. O Brasil j\u00e1 produziu algod\u00e3o de fibra longa por meio da variedade Gossypium hirsutum L.r. marie galante. Essa variedade tinha um ciclo de cinco anos, que permitia que a propaga\u00e7\u00e3o de uma praga conhecida como bicudo-do-algodoeiro. A nova variedade tem ciclo anual, o que permite ao produto ter um controle maior sobre a praga.<\/p>\n<p>\u201cNos Estados Unidos eles conseguiram obter fibras longas por meio da sele\u00e7\u00e3o de variedades e fiz isso aqui no Brasil. Consegui obter plantas com at\u00e9 34,3 mil\u00edmetros de comprimento. Procurei fazer isso com uma esp\u00e9cie que n\u00e3o fosse a Giza ou Pima, que s\u00e3o mais suscet\u00edveis \u00e0s doen\u00e7as\u201d, afirmou Carvalho \u00e0 ANBA.<\/p>\n<p>O laborat\u00f3rio da Embrapa Algod\u00e3o fica em Campina Grande, na Para\u00edba, e as pesquisas e plantios foram realizados no Nordeste e no Centro-Oeste do Brasil. \u201cTemos de aperfei\u00e7oar, avaliar a produtividade e tamb\u00e9m os comprimentos das fibras. Depois, \u00e9 preciso realizar as pesquisas de Unidade de Controle Biol\u00f3gico (BCU, na sigla em ingl\u00eas). Nesta etapa, a variedade precisa ser plantada e analisada por dois anos em tr\u00eas locais. Deveremos fazer o controle biol\u00f3gico a partir do ano que vem no Cear\u00e1, Rio Grande do Norte e tamb\u00e9m em Goi\u00e1s\u201d, disse Carvalho.<\/p>\n<p>As pesquisas dever\u00e3o continuar por cerca de tr\u00eas anos at\u00e9 que a nova variedade esteja pronta para o cultivo em larga escala. \u201cA produ\u00e7\u00e3o poder\u00e1 atender ao consumo interno. Se isso ocorrer o Brasil n\u00e3o precisar\u00e1 mais importar. Exportar o produto, por\u00e9m, depende de custos e estrat\u00e9gias. Egito, Peru e Estados Unidos s\u00e3o exportadores e t\u00eam um custo menor do que o Brasil teria\u201d, afirmou o pesquisador. Apesar de as fibras longas e extralonga serem valorizadas na fabrica\u00e7\u00e3o de tecidos de luxo, sua participa\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o mundial corresponde a 3% do total. O Brasil teria condi\u00e7\u00f5es de replicar nas suas lavouras esta produ\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"data cor\" style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.anba.com.br\/noticia\/21868153\/agronegocio\/embrapa-desenvolve-algodao-de-fibra-longa\/\" target=\"_blank\">ANBA &#8211; Ag\u00eancia de Not\u00edcias Brasil &#8211; \u00c1rabe<\/a><\/strong><\/div>\n<div class=\"data cor\" style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.anba.com.br\/noticia\/21868153\/agronegocio\/embrapa-desenvolve-algodao-de-fibra-longa\/\" target=\"_blank\">Autor: Marcos Carrieri<\/a><\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) obteve fibras longas de algod\u00e3o, que o Brasil n\u00e3o produz e precisa importar para atender um nicho de mercado. 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