{"id":47156,"date":"2017-02-23T08:00:30","date_gmt":"2017-02-23T12:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=47156"},"modified":"2017-02-23T08:00:30","modified_gmt":"2017-02-23T12:00:30","slug":"mato-grosso-do-sul-vacina-9947-do-seu-rebanho-contra-aftosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=47156","title":{"rendered":"Mato Grosso do Sul vacina 99,47% do seu rebanho contra aftosa"},"content":{"rendered":"<p>Em novembro de 2016, na segunda etapa de vacina\u00e7\u00e3o contra a febre aftosa em Mato Grosso do Sul, foram vacinados 9.341.401 bovinos e bubalinos, o que corresponde a 99,47% do rebanho envolvido nessa etapa (9.390.820 milh\u00f5es). Desde 2006, Mato Grosso do Sul n\u00e3o registra focos do v\u00edrus da febre aftosa, e desde 2008 o Estado, que possui 20.379.329 cabe\u00e7as de gado bovino, mant\u00e9m o status de livre da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Na segunda etapa foi obrigat\u00f3ria a vacina\u00e7\u00e3o de bovinos e bubalinos at\u00e9 24 meses nas regi\u00f5es do planalto e fronteira. A alta ades\u00e3o dos produtores \u00e9 resultado de intenso trabalho de divulga\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria e fiscaliza\u00e7\u00e3o, a\u00e7\u00f5es conjuntas que fazem parte do escopo de trabalho da ag\u00eancia de defesa. Al\u00e9m do incondicional apoio dos produtores rurais e institui\u00e7\u00f5es envolvidas, que confiam na iniciativa para manter seus rebanhos livres da febre aftosa.<\/p>\n<p>\u201cDesde o in\u00edcio dessa gest\u00e3o, \u00e9 nosso compromisso um trabalho em conjunto com as entidades parceiras, e isso \u00e9 fundamental para o agroneg\u00f3cio em geral. V\u00e1rios pa\u00edses nos olham como potenciais exportadores de carne bovina e por isso realizamos nosso trabalho para que possamos manter nosso status de livre de febre aftosa e conquistar esses mercados consumidores\u201d, destacou Luciano Chiochetta, diretor presidente da Iagro.<\/p>\n<p>Mato Grosso do Sul, a cada ano, tem melhorado seu n\u00famero, atingindo \u00edndices acima dos 99%. Resultado do trabalho de campo, nesta campanha, os servidores chegaram a visitar mais de 2 mil propriedades rurais chamadas de grupo de risco, como \u00e1reas ind\u00edgenas e assentamentos, para realizar a modalidade de vacina\u00e7\u00e3o acompanhada, assistida e ou fiscalizada. Os resultados alcan\u00e7ados s\u00e3o estudados e discutidos ao t\u00e9rmino de cada etapa pelo grupo de trabalho. \u201cNos munic\u00edpios onde os \u00edndices ficam abaixo de 99% , iniciativas s\u00e3o projetadas para que esse n\u00famero melhore, para chegarmos ao ponto de garantir 100% de cobertura no Estado\u201d informa o diretor.<\/p>\n<p><strong>Mercado mundial<\/strong><\/p>\n<p>Em janeiro de 2017, o governo federal deu in\u00edcio a rodadas de discuss\u00f5es em todo o Brasil a fim de finalizar a revis\u00e3o do plano de retirada da vacina\u00e7\u00e3o contra a febre aftosa. Segundo Guilherme Marques, diretor do Departamento de Sa\u00fade Animal do Minist\u00e9rio da Agricultura e presidente da Comiss\u00e3o Regional da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Animal (OIE) para as Am\u00e9ricas, a etapa de revis\u00e3o t\u00e9cnica foi conclu\u00edda ap\u00f3s um ano de trabalho.<\/p>\n<p>\u201cMercados importantes ainda t\u00eam restri\u00e7\u00f5es a pa\u00edses que vacinam, pois entendem que se a imuniza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita \u00e9 porque existem focos da doen\u00e7a\u201d, refor\u00e7a Francisco Turra, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA).<\/p>\n<p>\u201cA decis\u00e3o de continuar ou descontinuar com a vacina\u00e7\u00e3o contra a aftosa \u00e9 uma decis\u00e3o que tem que ser avaliada sobre diferentes par\u00e2metros. O Panaftosa estabeleceu um grupo de trabalho e teremos guias que se colocaram \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o no Estado e tamb\u00e9m nos pa\u00edses, para dar suporte a esta decis\u00e3o. \u00c9, na verdade, uma decis\u00e3o pol\u00edtica, mas que tem que ter um fundamento t\u00e9cnico-cient\u00edfico como um todo. N\u00e3o somente de sua base de situa\u00e7\u00e3o interna,\u00a0 mas tamb\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o de fora do Brasil, pelos\u00a0 pa\u00edses lim\u00edtrofes e toda a situa\u00e7\u00e3o regional. \u00c9 uma complexidade, porque tem o sucesso que pelos anos vem sendo alcan\u00e7ado pelo Brasil e que outros pa\u00edses almejam.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 um dos primeiros entre os exportadores de carne. Pa\u00edses como Paraguai avan\u00e7aram, superou at\u00e9 a Argentina, um mercado muito importante, economicamente. Por tudo isso, retirar a obrigatoriedade da vacina tem que ser um processo muito bem fundamentado e combinado internamente no Pa\u00eds, mas tamb\u00e9m com outros pa\u00edses, como os lim\u00edtrofres\u201d, lembra Ottorino Cosivi, diretor do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa \u2013 Panaftosa, que esteve em Campo Grande participando de evento promovido pelo Conselho Regional de Medicina Veterin\u00e1ria \u2013 CRMV\/MS.<\/p>\n<p>E prosseguiu afirmando que \u201ca situa\u00e7\u00e3o regional \u00e9 muito positiva, n\u00e3o temos d\u00favida, temos muita confian\u00e7a\u201d, referindo-se a Mato Grosso do Sul e ao Brasil.<\/p>\n<p><em>Iagro \u2013 Ag\u00eancia Estadual de Defesa Sanit\u00e1ria Vegetal e Animal.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em novembro de 2016, na segunda etapa de vacina\u00e7\u00e3o contra a febre aftosa em Mato Grosso do Sul, foram vacinados 9.341.401 bovinos e bubalinos, o que corresponde a 99,47% do rebanho envolvido nessa etapa (9.390.820 milh\u00f5es). 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