{"id":4721,"date":"2015-06-30T15:15:47","date_gmt":"2015-06-30T19:15:47","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=4721"},"modified":"2015-06-30T15:15:47","modified_gmt":"2015-06-30T19:15:47","slug":"o-novo-rei-da-soja-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=4721","title":{"rendered":"O novo Rei da Soja do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Ele n\u00e3o planta milhares de hectares e nem colhe milh\u00f5es de toneladas. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 nenhum Olacyr de Moraes ou ent\u00e3o Blairo Maggi, conhecidos entre os maiores plantadores de soja do planeta. Na \u00faltima semana, ele ficou conhecido n\u00e3o pela extens\u00e3o da sua \u00e1rea ou volume de produ\u00e7\u00e3o, mas pelo rendimento em milhares de quilos por hectares. Com 141,79 sacas ou 8.507,4 quilos por hectare, Alisson Alceu Hilgenberg, de Ponta Grossa (PR), nos Campos Gerais, foi o grande vencedor do Desafio Nacional de M\u00e1xima Produtividade da Soja no ciclo 2014\/15 e se tornou o novo \u2018rei da soja\u2019 do concurso organizado pelo Comit\u00ea Estrat\u00e9gico Soja Brasil (CESB).<\/p>\n<p>Um resultado surpreendente. Tudo bem que foi em um talh\u00e3o monitorado, restrito a uma \u00e1rea de 5 hectares. A marca, no entanto, revela um outro potencial, que se estende pelos 600 hectares em que Alisson \u00e9 respons\u00e1vel t\u00e9cnico e tamb\u00e9m propriet\u00e1rio ao lado do pai, Wilson Hilgenberg. Com certa frustra\u00e7\u00e3o, ele conta que investiu em uma lavoura com potencial para 100 sacas \u2013 equivalente a 6 mil quilos. Mas que conseguiu, de m\u00e9dia, colher apenas 90 sacas ou 5,4 mil quilos\/ha. \u201cChoveu durante 15 dias e faltou luz na fase de enchimento dos gr\u00e3os\u201d, justifica.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 sua segunda participa\u00e7\u00e3o no pr\u00eamio. Na primeira edi\u00e7\u00e3o, no ciclo 2013\/14, a \u00e1rea inscrita rendeu 109,5 sacas e a m\u00e9dia da propriedade foi de 82 sacas\/ha. Ele explica que a t\u00e9cnica que lhe deu o primeiro lugar no concurso vem sendo aprimorada ano a ano. O produtor lembra que, h\u00e1 sete anos, a produtividade m\u00e9dia da fazenda era de pouco mais de 70 sacas\/ha. Um rendimento m\u00e9dio excelente, numa composi\u00e7\u00e3o de talh\u00f5es que rendiam menos e outros que rendiam mais. Foi ent\u00e3o que ele adquiriu uma colheitadeira com monitor de produtividade, equipamento que lhe permitiu mapear as \u00e1reas e identificar aquelas com maior rendimento.<\/p>\n<p>Assim, da tecnologia ao manejo, Alisson diz que n\u00e3o apenas a \u00e1rea monitorada como toda a extens\u00e3o cultivada resulta de v\u00e1rios fatores, como tratos culturais, semente, altitude, temperatura e fotoper\u00edodo. \u201cAlguns s\u00e3o favor\u00e1veis, outros nem tanto. Alguns a gente controla, outros n\u00e3o. O desafio est\u00e1 no equil\u00edbrio\u201d, relata o produtor, que \u00e9 agr\u00f4nomo formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Dois pontos, por\u00e9m, s\u00e3o destaques na estrat\u00e9gia. A aduba\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, que substitui boa parte dos formulados minerais. E o plantio direto, t\u00e9cnica adotada h\u00e1 30 anos pelo pai e que ele aprimorou na UEPG, refer\u00eancia no ensino dessa tecnologia de cultivo.<\/p>\n<p><strong>O segredo<br \/>\n<\/strong><br \/>\nDe toda a aduba\u00e7\u00e3o utilizada na fazenda, 90% s\u00e3o compostos org\u00e2nicos e 10% de origem mineral. Do fertilizante org\u00e2nico, 80% do volume \u00e9 residual do plantio direto e apenas 20% \u00e9 complementar, com adi\u00e7\u00e3o de 10 t\/ha. Segundo o produtor, a preocupa\u00e7\u00e3o com a aduba\u00e7\u00e3o org\u00e2nica \u00e9 porque onde existe mais de 5% de mat\u00e9ria org\u00e2nica o solo responde melhor e produz mais. \u201cA aduba\u00e7\u00e3o org\u00e2nica \u00e9 mais barata que a mineral e o plantio direto \u00e9 ainda mais econ\u00f4mico que comprar esterco\u201d, destaca Alisson, para refor\u00e7ar a contribui\u00e7\u00e3o e o resultado complementar das op\u00e7\u00f5es de manejo.<\/p>\n<p>Volnei Pauletti, professor da disciplina de Fertilidade de Solos e Nutri\u00e7\u00e3o de Plantas da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UPFR), explica que, do ponto de vista nutricional, o efeito do composto org\u00e2nico \u00e9 o mesmo da aduba\u00e7\u00e3o mineral. A diferen\u00e7a \u00e9 que o adubo org\u00e2nico, seja ele adicionado ou residual da palhada do plantio direto, contribui para a estrutura\u00e7\u00e3o do solo e estimula a biodiversidade. Fatores que, por consequ\u00eancia, melhoram a infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e evitam perdas de solo para a eros\u00e3o, diz o professor. O efeito cumulativo, com o uso cont\u00ednuo ao longo dos anos, tamb\u00e9m ajuda a manter e aumentar a presen\u00e7a de mat\u00e9ria org\u00e2nica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Gazeta\u00a0do Povo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele n\u00e3o planta milhares de hectares e nem colhe milh\u00f5es de toneladas. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 nenhum Olacyr de Moraes ou ent\u00e3o Blairo Maggi, conhecidos entre os maiores plantadores de soja do planeta. 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