{"id":47459,"date":"2017-03-02T09:58:43","date_gmt":"2017-03-02T13:58:43","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=47459"},"modified":"2017-03-02T09:58:43","modified_gmt":"2017-03-02T13:58:43","slug":"gravida-de-22-anos-tem-morte-cerebral-mas-e-mantida-viva-para-gerar-filho-em-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=47459","title":{"rendered":"Gr\u00e1vida de 22 anos tem morte cerebral,  mas \u00e9 mantida viva para gerar filho em MS"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 espera do primeiro filho, um jovem casal campo-grandense teve a vida totalmente transformada h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, quando Renata Souza Sodr\u00e9, de 22 anos e que estava gr\u00e1vida de quase cinco meses, teve morte cerebral constatada. Por decis\u00e3o da fam\u00edlia, a jovem \u00e9 mantida viva por aparelhos para gerar o filho, que s\u00f3 dever\u00e1 ser retirado da m\u00e3e daqui a cinco semanas.<\/p>\n<p>Aos 25 anos, Eduardo Noronha vive o drama de acompanhar a gesta\u00e7\u00e3o da esposa que est\u00e1 internada em um leito de Unidade Terapia Intensiva (UTI), sem chances de sobreviver.<\/p>\n<p>Ele conta que vivia com a esposa no bairro Vivendas do Parque,\u00a0que Renata tinha boa sa\u00fade e trabalhava com servi\u00e7os gerais. H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, a jovem passou mal em casa e foi levada at\u00e9 posto de sa\u00fade do bairro.<\/p>\n<p>O estado de sa\u00fade se agravou e a gestante precisou ser transferida para a Santa Casa de Campo Grande. Depois de dois dias, ela sofreu Acidente Vascular Cerebral (AVC) e teve morte cerebral constatada.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o impacto de saber sobre a morte, a fam\u00edlia foi comunicada pela equipe m\u00e9dica do hospital que Renata poderia ser mantida viva para que o beb\u00ea, um menino que a fam\u00edlia chamar\u00e1 de Iago, ficasse forte o suficiente para ser trazido ao mundo por meio de uma ces\u00e1rea.<\/p>\n<p>Todos aceitaram e desde ent\u00e3o Renata \u00e9 mantida viva por aparelhos. \u201cO que ela mais queria era ter um filho, e eu n\u00e3o ia desistir do sonho dela&#8221;, conta Eduardo, que tomou a decis\u00e3o em companhia da m\u00e3e e irm\u00e3 de Renata.<\/p>\n<p>Atualmente, Renata est\u00e1 com 23 semanas de gravidez e o beb\u00ea s\u00f3 poder\u00e1 ser retirado quando completar 28 semanas. Aos sete meses, daqui a pouco mais de um m\u00eas, Renata dar\u00e1 a luz e ter\u00e1 os aparelhos que a mant\u00eam viva desligados.<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma fatalidade, mas decidimos manter a crian\u00e7a porque por mais que uma vida n\u00e3o troque a outra, teremos\u00a0uma lembran\u00e7a dela&#8221;, completa Eduardo.<\/p>\n<p>Para a fam\u00edlia, que autorizou a doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os da gestante, ficar\u00e1 a lembran\u00e7a de uma jovem que partiu cedo, mas que conseguiu cumprir a miss\u00e3o que mais queria: ser m\u00e3e.<\/p>\n<div class=\"dn_imagemComLegenda full\">\n<figure style=\"width: 661px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.correiodoestado.com.br\/upload\/images\/2017\/mar%C3%A7o\/Familia-Renata%20Souza-Bruno%20Henrique.jpg\" width=\"661\" height=\"441\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Irm\u00e3, m\u00e3e e marido de Renata acompanham gesta\u00e7\u00e3o de jovem que est\u00e1 em UTI\u00a0(Foto: Bruno Henrique\/Correio do Estado)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dn_imagemComLegenda full\"><\/div>\n<div class=\"dn_imagemComLegenda full\"><\/div>\n<div class=\"dn_imagemComLegenda full\">*Correio do Estado<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 espera do primeiro filho, um jovem casal campo-grandense teve a vida totalmente transformada h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, quando Renata Souza Sodr\u00e9, de 22 anos e que estava gr\u00e1vida de quase cinco meses, teve morte cerebral constatada. 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