{"id":50279,"date":"2017-04-03T08:39:56","date_gmt":"2017-04-03T12:39:56","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=50279"},"modified":"2017-04-03T08:39:56","modified_gmt":"2017-04-03T12:39:56","slug":"novas-regras-para-o-rotativo-do-cartao-de-credito-comecam-a-valer-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=50279","title":{"rendered":"Novas regras para o rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito come\u00e7am a valer hoje"},"content":{"rendered":"<p>A mudan\u00e7a nas regras para o uso do rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito come\u00e7am a valer nesta segunda-feira (3). A partir de agora, os clientes ter\u00e3o restri\u00e7\u00f5es para fazer o pagamento m\u00ednimo da fatura e acessar o cr\u00e9dito rotativo.\u00a0A determina\u00e7\u00e3o foi divulgada pelo Banco Central no dia 26 de janeiro. A principal mudan\u00e7a \u00e9 que, ao contr\u00e1rio do que acontecia antes, quem optar por fazer o pagamento m\u00ednimo da fatura n\u00e3o poder\u00e1 fazer essa op\u00e7\u00e3o por v\u00e1rios meses consecutivos.<\/p>\n<p>A novas regras foram criadas para coibir o uso do rotativo e obrigar os bancos a oferecer uma solu\u00e7\u00e3o de parcelamento para o cart\u00e3o de cr\u00e9dito com juros mais baratos.\u00a0A taxa de juro do rotativo encerrou 2016 em 484,6% ao ano, segundo dados do Banco Central que considera a m\u00e9dia de todas as institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p><strong>Como funcionou at\u00e9 agora?<\/strong><br \/>\nAntes da mudan\u00e7a, para n\u00e3o ficar inadimplente, o consumidor precisava pagar ao menos 15% do valor da fatura de seu cart\u00e3o de cr\u00e9dito (pagamento m\u00ednimo) at\u00e9 o vencimento da fatura. O restante da d\u00edvida ficava para o m\u00eas seguinte, sujeito aos juros do cart\u00e3o considerados proibitivos.<\/p>\n<p>No m\u00eas seguinte, o cliente receberia a fatura com o saldo da d\u00edvida do m\u00eas anterior acrescido dos juros. Se n\u00e3o conseguisse pagar o valor integral, ele poderia, ent\u00e3o, fazer novamente o pagamento m\u00ednimo de 15%, no mesmo processo anterior, e assim sucessivamente. Da\u00ed surge a met\u00e1fora da \u201cbola de neve\u201d associada frequentemente ao uso do rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p><strong>O que muda?<\/strong><br \/>\nA partir desta segunda (3), o consumidor que n\u00e3o conseguir fazer o pagamento integral de sua fatura do cart\u00e3o de cr\u00e9dito poder\u00e1 fazer o pagamento m\u00ednimo de 15% apenas por um m\u00eas. Na fatura seguinte, ele n\u00e3o poder\u00e1 repetir o processo, pois o banco \u00e9 obrigado a oferecer uma linha de cr\u00e9dito para que o consumidor parcele a sua d\u00edvida.<\/p>\n<p>O cliente negocia ent\u00e3o um prazo e uma taxa de juros para pagar a pend\u00eancia. Entre os grandes bancos brasileiros, quatro j\u00e1 anunciaram as taxas que v\u00e3o ser oferecidas \u2013 todas menores que os atuais juros do cart\u00e3o, variando de 1,99% a 9,99% ao m\u00eas.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, em vez de alongar indefinidamente sua d\u00edvida fazendo o pagamento m\u00ednimo da fatura por v\u00e1rios meses consecutivos, o cliente ter\u00e1 de assumir o financiamento de sua d\u00edvida com prazo determinado e juros menores.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que, pelas novas regras, o cliente ainda pode fazer o pagamento integral de sua d\u00edvida a qualquer momento, mesmo antes do vencimento da pr\u00f3xima parcela.<\/p>\n<p><strong>Na ponta do l\u00e1pis<\/strong><br \/>\nCom taxas menores, o valor final pago pelos consumidores ao fim do parcelamento acaba ficando mais baixo do que seriam com juros rotativos do cart\u00e3o. No entanto, o cliente pode ficar sujeito a parcelas maiores do que pagaria caso fizesse o pagamento m\u00ednimo da fatura por v\u00e1rios meses.<\/p>\n<p>O economista\u00a0Samy Dana, colunista do\u00a0G1,\u00a0fez a simula\u00e7\u00e3o de uma d\u00edvida de R$ 1 mil paga em 1 ano. Pelo rotativo do cart\u00e3o, considerando os juros m\u00e9dios de 4 grandes bancos do Brasil (16,4% ao m\u00eas), o cliente que optasse por pagar o valor m\u00ednimo da fatura por 11 meses arcaria com parcelas de R$ 134 a R$ 148. Pagando o saldo devedor restante de R$ 885,42 no 12\u00ba m\u00eas, a d\u00edvida de R$ 1 mil teria se tornado R$ 2.588. Para compara\u00e7\u00e3o: considerando os juros m\u00e9dios j\u00e1 anunciados pelos bancos nas novas regras, a d\u00edvida final somaria R$ 1.872, com 12 parcelas iguais de R$ 143.<\/p>\n<p><strong>O que dizem os especialistas<\/strong><br \/>\nMarcos Crivelaro, especialista em finan\u00e7as pessoais e professor da FIAP, avalia que as pessoas que t\u00eam o costume de, equivocadamente, \u201cusar o rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito como complemento do sal\u00e1rio\u201d podem sentir agora que \u201co est\u00e3o privando dessa liberdade\u201d. No entanto, o educador acredita que a nova regra defende o consumidor, j\u00e1 que o valor da d\u00edvida final \u00e9 menor.<\/p>\n<p>Crivelaro tamb\u00e9m estima que as novas regras inibam o descontrole financeiro. \u201cCom rotativo o cart\u00e3o, aquele \u2018algo a mais\u2019 que o sal\u00e1rio n\u00e3o cobria estava sempre l\u00e1, pronto, pr\u00e9-aprovado, sem burocracia\u201d, descreve. \u201cAgora, financiar a sim mesmo vai dar trabalho\u201d, diz ele sobre as negocia\u00e7\u00f5es dos parcelamentos.<\/p>\n<p>Para o economista Samy Dana, a solu\u00e7\u00e3o encontrada pelos bancos ainda \u00e9 uma\u00a0op\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito cara\u00a0e que deve ser evitada pelo brasileiro.<\/p>\n<p>Reinaldo Domingos, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Educadores Financeiros e da DSOP, acredita que, apesar de o parcelamento a juros menores diminu\u00edrem o valor final da d\u00edvida, as novas condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem ter um impacto grande nos \u00edndices de inadimpl\u00eancia. \u201cSe uma pessoa n\u00e3o consegue pagar o m\u00ednimo de 15%, tamb\u00e9m n\u00e3o vai conseguir pagar a parcela financiada.\u201d<\/p>\n<p>Para Domingos, a nova medida que permite financiar o valor total \u201cn\u00e3o est\u00e1 dando nenhum tipo de benef\u00edcio para o devedor\u201d. \u201cEssa d\u00edvida vai acabar se tornando objeto de negativa\u00e7\u00e3o do nome desse consumidor.\u201d<\/p>\n<p><strong>O que fazer?<\/strong><br \/>\nPara quem j\u00e1 est\u00e1 endividado, os educadores financeiros recomendam a procura de cr\u00e9dito mais barato antes de ficar sujeitos aos juros do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, mesmo considerando as taxas mais baixas das novas regras. Entre os exemplos est\u00e3o cr\u00e9ditos pessoais a juros menores, como o consignado, al\u00e9m da procura do banco ou institui\u00e7\u00e3o financeira que ofere\u00e7a as condi\u00e7\u00f5es mais vantajosas para liquidar as pend\u00eancias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 prestar aten\u00e7\u00e3o ao or\u00e7amento familiar, identificando as despesas que podem ser cortadas para que os gastos n\u00e3o ultrapassem os ganhos. \u201cQuando a gente fala em cortar gastos, a pessoa n\u00e3o consegue visualizar onde est\u00e1 gastando. Reduzir padr\u00e3o \u00e9 adequar a realidade do que eu ganho comparado com o que eu gasto. E eu n\u00e3o tenho como descobrir aonde est\u00e1 indo cada centavo do meu dinheiro se n\u00e3o fizer um acompanhamento minucioso\u201d, ensina Domingos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mudan\u00e7a nas regras para o uso do rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito come\u00e7am a valer nesta segunda-feira (3). A partir de agora, os clientes ter\u00e3o restri\u00e7\u00f5es para fazer o pagamento m\u00ednimo da fatura e acessar o cr\u00e9dito rotativo.\u00a0A determina\u00e7\u00e3o foi divulgada pelo Banco Central no dia 26 de janeiro. 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