{"id":50440,"date":"2017-04-05T08:28:25","date_gmt":"2017-04-05T12:28:25","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=50440"},"modified":"2017-04-05T08:28:25","modified_gmt":"2017-04-05T12:28:25","slug":"maior-cachoeira-de-ms-seca-e-misterio-sera-investigado-por-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=50440","title":{"rendered":"Maior cachoeira de MS &#8216;seca&#8217; e mist\u00e9rio ser\u00e1 investigado por especialistas"},"content":{"rendered":"<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p><a href=\"https:\/\/ocorreionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cachoeira-Boca-da-On\u00e7a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-50445 alignleft\" src=\"https:\/\/ocorreionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cachoeira-Boca-da-On\u00e7a-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cachoeira-Boca-da-On\u00e7a-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cachoeira-Boca-da-On\u00e7a-768x1152.jpg 768w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cachoeira-Boca-da-On\u00e7a-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cachoeira-Boca-da-On\u00e7a.jpg 320w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a>A maior cachoeira de Mato Grosso do Sul, conhecida como Boca da On\u00e7a, est\u00e1 seca h\u00e1 4 meses. Os registros da situa\u00e7\u00e3o de um dos maiores pontos tur\u00edsticos do Estado foram realizadas por propriet\u00e1rios e moradores da regi\u00e3o. As primeiras fotos que mostravam o pico de 156 metros sem vaz\u00e3o de \u00e1gua foram tiradas em 20 de dezembro. Agora, quase 4 meses depois, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma.<\/p>\n<p>\u201cMesmo as chuvas dos \u00faltimos meses n\u00e3o foram suficientes para restabelecer a vaz\u00e3o da \u00e1gua da cachoeira Boca da On\u00e7a (Bodoquena-MS-Brasil), a mais alta de MS e a oitava do Brasil? A preocupa\u00e7\u00e3o continua! Afinal, o que acontece?\u201d, comentou o professor universit\u00e1rio Edson Silva, ao postar as imagens no facebook.<\/p>\n<p>Agora, a quest\u00e3o chegou ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que ir\u00e1 enviar equipes ao local para investigar o motivo dos meses de seca. \u201cA situa\u00e7\u00e3o na cachoeira Boca da On\u00e7a,em Bodoquena ainda n\u00e3o era de conhecimento do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Agora, uma equipe do escrit\u00f3rio regional do Instituto, em Bonito, ser\u00e1 destacada para averiguar a den\u00fancia e tomar as medidas necess\u00e1rias\u201d.<\/p>\n<h3><strong>Estiagem e desmatamento<\/strong><\/h3>\n<p>Pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria) Pantanal, Ivan Bergier explicou sobre uma pesquisa que pode estar relacionada com a quest\u00e3o. Ainda assim, ele afirma que as hip\u00f3teses devem ser confirmadas pelas equipes na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O local estudado pelo pesquisador \u00e9 o entorno do rio Paraguai em Lad\u00e1rio. O que Ivan descobriu \u00e9 a hip\u00f3tese de que o desmatamento pode estar relacionado com a diminui\u00e7\u00e3o das chuvas.<\/p>\n<p>\u201cE por que isso? Provavelmente, a hip\u00f3tese que eu levantei, que \u00e9 a seguinte, quando voc\u00ea remove a cobertura vegetal do planalto, voc\u00ea remove o que a gente chama de esponja. Essa esponja faz o que? O que a gente chama de ciclo de \u00e1gua verde. Tem o ciclo da \u00e1gua verde e o ciclo da \u00e1gua azul. A \u00e1gua azul s\u00e3o os rios, a \u00e1gua verde \u00e9 aquela \u00e1gua que penetra lentamente e abastece os aqu\u00edferos. E, ao mesmo tempo, essa \u00e1gua \u00e9 evapotranspirada pela planta, que formam as nuvens, que faz chover de novo. Ent\u00e3o, assim, que tem sofrido mais de seca no pantanal s\u00e3o as \u00e1reas menos influenciadas pelos rios e mais influenciadas pelas \u00e1guas de chuva, dessa chuva de origem vegetal, de entorno\u201d, relatou.<\/p>\n<p>\u201cAgora na Bodoquena, n\u00e3o sei te dizer o que est\u00e1 acontecendo. \u00c9 menos \u00e1gua chegando no rio, isso com certeza. Agora, essa \u00e1gua em menos quantidade chegando no rio, se estiver seco, deve ser porque est\u00e1 chovendo menos, abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica\u201d, complementou.<\/p>\n<p>O abastecimento dos aqu\u00edferos t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia com o bioma do cerrado, presente em Mato Grosso do Sul. \u00c9 o que mostrou uma reportagem da BBC Brasil. O arque\u00f3logo e antrop\u00f3logo baiano Altair Sales Barbosa, que h\u00e1 quase 50 anos estuda o papel do Cerrado na regula\u00e7\u00e3o de grandes rios da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea arrancar uma dessas plantas, vai contar milhares ou at\u00e9 milh\u00f5es de ra\u00edzes, e quando cortar uma raiz e lev\u00e1-la ao microsc\u00f3pio, ver\u00e1 in\u00fameras outras minirra\u00edzes que se entrela\u00e7am com as de outras plantas, formando uma esp\u00e9cie de esponja.&#8221;<\/p>\n<p>Similar \u00e0 pesquisa de Ivan, o que o arque\u00f3logo explica, \u00e9 o sistema vegetal ret\u00e9m \u00e1gua e alimenta as plantas na esta\u00e7\u00e3o seca. Gra\u00e7as a ele, as \u00e1rvores do Cerrado n\u00e3o perdem as folhas mesmo nem mesmo no auge da estiagem &#8211; diferentemente do que ocorre entre as esp\u00e9cies do Semi\u00e1rido, por exemplo. Barbosa conta que, quando h\u00e1 excesso de \u00e1gua, as ra\u00edzes agem como esponjas encharcadas, vertendo o l\u00edquido n\u00e3o absorvido para len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos no fundo. Dos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos a \u00e1gua passa para os aqu\u00edferos.<\/p>\n<h3><strong>Turismo sem \u00e1gua<\/strong><\/h3>\n<p>Secret\u00e1ria municipal de turismo em Bodoquena, V\u00edvian Barbosa da Cruz, explica que apesar da seca, o local continua atraindo os turistas. Ainda assim, as ag\u00eancias avisam os visitantes sobre a cachoeira.<\/p>\n<p>\u201cNa pr\u00f3pria ag\u00eancia j\u00e1 \u00e9 comunicado que tem pouca \u00e1gua\u201d, conta. Vivian afirma que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a cachoeira que est\u00e1 sofrendo com a seca. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a cachoeira, diminuiu muito o volume de \u00e1gua dos rios, os rios est\u00e3o baixos, devido \u00e0 poucas chuvas nesse per\u00edodo. Esse ano choveu muito abaixo do esperado\u201d, relatou.<\/p>\n<\/div>\n<p>*Midia Max<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maior cachoeira de Mato Grosso do Sul, conhecida como Boca da On\u00e7a, est\u00e1 seca h\u00e1 4 meses. Os registros da situa\u00e7\u00e3o de um dos maiores pontos tur\u00edsticos do Estado foram realizadas por propriet\u00e1rios e moradores da regi\u00e3o. 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