{"id":51290,"date":"2017-04-18T08:24:29","date_gmt":"2017-04-18T12:24:29","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=51290"},"modified":"2017-04-18T08:24:29","modified_gmt":"2017-04-18T12:24:29","slug":"jogo-da-baleia-azul-e-seus-desafios-cinco-dicas-para-a-prevencao-de-pais-e-alunos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=51290","title":{"rendered":"Jogo da &#8216;Baleia Azul&#8217; e seus desafios: cinco dicas para a preven\u00e7\u00e3o de pais e alunos"},"content":{"rendered":"<div>O jogo da &#8216;Baleia Azul&#8217;, que prop\u00f5e 50 desafios aos adolescentes e sugere o suic\u00eddio como \u00faltima etapa, preocupa pais, alunos e professores no Brasil. H\u00e1 pelo menos dois casos de morte sob investiga\u00e7\u00e3o policial, em Mato Grosso e na Para\u00edba, al\u00e9m de uma tentativa de suic\u00eddio, no Rio de Janeiro, que supostamente podem ter rela\u00e7\u00e3o com o jogo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O que atualmente est\u00e1 sendo conhecido como &#8220;jogo&#8221; na verdade \u00e9 uma sequ\u00eancia de troca de mensagens em redes sociais e tarefas a serem cumpridas.<\/div>\n<div>Nas conversas, um grupo de organizadores, chamados &#8220;curadores&#8221;, prop\u00f5e 50 desafios macabros aos adolescentes, como fazer fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se desenhando baleias com instrumentos afiados em partes do corpo e ficar doente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo o presidente da Safernet, Thiago Tavares, o jogo foi um \u201cfake news\u201d (not\u00edcia falsa) divulgada por um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o estatal da R\u00fassia que se espalhou a partir de 2015. \u201cEra um \u2018fake news\u2019, mas existe um efeito que, sendo verdadeira ou n\u00e3o, a not\u00edcia gera um cont\u00e1gio, principalmente entre os jovens. O jogo n\u00e3o existia, mas com a grande repercuss\u00e3o da not\u00edcia, pode ter passado a existir.\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Era um \u2018fake news\u2019, mas existe um efeito que sendo verdadeira ou n\u00e3o, a not\u00edcia gera um cont\u00e1gio, principalmente entre os jovens. &#8211; Thiago Tavares, Safernet<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tavares lembra que o &#8220;efeito cont\u00e1gio&#8221; tem suas consequ\u00eancias reais, e n\u00e3o virtuais. \u201cO efeito cont\u00e1gio \u00e9 um fen\u00f4meno muito anterior \u00e0 internet, e particularmente comum entre adolescentes e jovens.\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O G1 ouviu especialistas que d\u00e3o dicas de como lidar com o tema:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>1. Fique atento \u00e0 mudan\u00e7a de comportamento<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Uma mudan\u00e7a brusca de comportamento pode ser sinal de que a crian\u00e7a ou o adolescente esteja sofrendo com algo que n\u00e3o saiba lidar, segundo Elizabeth dos Reis Sanada, doutora em psicologia escolar e docente no Instituto Singularidades.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cIsolamento, mudan\u00e7a no apetite, o fato de o adolescente passar muito tempo fechado no quarto ou usar roupas para se esquivar de mostrar o corpo s\u00e3o pistas de que sofre algo que n\u00e3o consegue falar\u201d, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2. Compartilhe projetos de vida<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para entender se a crian\u00e7a ou adolescente est\u00e1 com problemas \u00e9 fundamental que os pais se interessem por sua rotina. Elizabeth refor\u00e7a que este deve ser um desejo genu\u00edno, e n\u00e3o moment\u00e2neo por conta da repercuss\u00e3o do \u201cJogo da Baleia\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cOs pais devem conhecer a rotina dos filhos, entender o que fazem, conhecer os amigos\u201d, afirma a Elizabeth. Ela lembra que muitos adolescentes \u201cfalam\u201d abertamente sobre a falta de motiva\u00e7\u00e3o de viver nas redes sociais. Aos pais cabe incentivar que os filhos tenham projetos para o futuro, tracem metas como uma viagem, por exemplo, e at\u00e9 algo mais simples, como definir a programa\u00e7\u00e3o do fim de semana.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>3. Abra espa\u00e7o para di\u00e1logo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Filhos devem se sentir acolhidos no \u00e2mbito familiar, por isso, Elizabeth refor\u00e7a que \u00e9 necess\u00e1rio que os pais revertam suas expectativas em rela\u00e7\u00e3o a eles.<\/div>\n<div>\u201c\u00c9 preciso que o adolescente se sinta \u00e0 vontade para falar de suas frusta\u00e7\u00f5es e se sinta apoiado. Se ele tiver um espa\u00e7o para dividir suas ang\u00fastias e for escutado, tem um fator de prote\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Elizabeth.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Angela Bley, psic\u00f3loga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Pr\u00edncipe, diz que o adolescente com autoestima baixa, sem v\u00ednculo familiar fortalecido \u00e9 mais vulner\u00e1vel a cair neste tipo de armadilha. \u201cO que tem di\u00e1logo em casa, n\u00e3o \u00e9 criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, \u00e9 um momento de di\u00e1logo entre a fam\u00edlia.\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Angela refor\u00e7a que muitas vezes o adolescente n\u00e3o tem capacidade de discernir sobre todo o conte\u00fado ao qual \u00e9 exposto. \u201cPor isso \u00e9 importante o di\u00e1logo franco. N\u00e3o pode fingir que esse tipo de coisa n\u00e3o existe porque ele sabe que existe.\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div>4. Adolescentes devem buscar aliados<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O adolescente precisa buscar as pessoas em que confia para compartilhar seus anseios, seja no ambiente escolar ou familiar, segundo as especialistas. \u201cQue ele n\u00e3o ceda \u00e0s amea\u00e7as de quem j\u00e1 est\u00e1 em contato com o jogo e entenda que quem est\u00e1 a frente deles s\u00e3o manipuladores\u201d, diz Elizabeth.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>5. Escolas podem criar iniciativas pela vida<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Assim como a fam\u00edlia, as escolas podem ajudar a identificar situa\u00e7\u00f5es de risco entre os alunos. \u201cN\u00e3o \u00e9 qualquer crian\u00e7a que vai responder ao chamado de um jogo como esse, s\u00e3o os que t\u00eam situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade. A escola ajuda a construir la\u00e7os e tem papel fundamental de perceber como os alunos se desenvolvem\u201d, afirma Elizabeth.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Alguns col\u00e9gios, j\u00e1 cientes da viraliza\u00e7\u00e3o do jogo, come\u00e7aram a pensar em alternativas para aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de cuidade da\u00a0vida. No Col\u00e9gio Fecap, que fica na Regi\u00e3o Central de S\u00e3o Paulo, essa ideia virou projeto escolar: a turma de alunos do ensino m\u00e9dio t\u00e9cnico de programa\u00e7\u00e3o de jogos digitais come\u00e7ou a criar uma esp\u00e9cie de \u201ccontra-jogo\u201d da Baleia Azul. \u201cO jogo ainda est\u00e1 sendo produzido pelos alunos. Eles est\u00e3o se reunindo e debatendo a quest\u00e3o. Ser\u00e3o 15 desafios de como desfrutar melhor da vida e celebr\u00e1-la\u201d, conta o professor Marcelo Krokoscz, diretor do col\u00e9gio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Durante o curso, os estudantes aprender a aplicar linguagens de programa\u00e7\u00e3o para criar jogos para computadores, videogame, internet e celulares, trabalhando desde a forma\u00e7\u00e3o de personagens, roteiros e cen\u00e1rios at\u00e9 a programa\u00e7\u00e3o do jogo em si. Segundo Krokoscz, a ideia \u00e9 que o jogo, ainda sem prazo de lan\u00e7amento, esteja dispon\u00edvel on-line para o p\u00fablico em geral.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ele afirma que o objetivo \u00e9 a ajudar os jovens a verem o lado bom da vida. \u201cImpacta mais fortemente nossos alunos a partir do momento que eles mesmos criam um jogo a favor da vida.\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div>*G1<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jogo da &#8216;Baleia Azul&#8217;, que prop\u00f5e 50 desafios aos adolescentes e sugere o suic\u00eddio como \u00faltima etapa, preocupa pais, alunos e professores no Brasil. 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