{"id":51293,"date":"2017-04-18T08:34:04","date_gmt":"2017-04-18T12:34:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=51293"},"modified":"2017-04-18T08:34:04","modified_gmt":"2017-04-18T12:34:04","slug":"delacao-indica-que-puccinelli-e-giroto-cobraram-propina-para-campanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=51293","title":{"rendered":"Dela\u00e7\u00e3o indica que Puccinelli e Giroto cobraram propina para campanha"},"content":{"rendered":"<p>O ex-governador de Mato Grosso do Sul Andr\u00e9 Puccinelli (PMDB) e o ex-deputado federal Edson Giroto foram citados em dela\u00e7\u00e3o de executivo da Odebrecht por ter supostamente cobrado e recebido dinheiro de propina\u00a0para a campanha de 2010.<\/p>\n<p>O executivo da empreiteira, Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Pac\u00edfico Ferreira, relatou o pagamento com detalhes, em dela\u00e7\u00e3o premiada. Foi dado, inclusive, datas e ele assegurou\u00a0que h\u00e1 planilha para comprovar o esquema. O empreiteiro Jo\u00e3o Alberto Amorim Krampe dos Santos tamb\u00e9m foi citado como intermedi\u00e1rio na negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O caso consta em documentos levados ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas nenhum dos tr\u00eas responde a inqu\u00e9rito.<\/p>\n<p>Na dela\u00e7\u00e3o, Pac\u00edfico afirmou\u00a0que para a empresa conseguir receber um cr\u00e9dito milion\u00e1rio, precisava pagar 10% do valor a t\u00edtulo de &#8220;aux\u00edlio de campanha&#8221;. O saldo do cr\u00e9dito era de R$ 79 milh\u00f5es, valor corrigido em 2010, mas na negocia\u00e7\u00e3o com o Governo do Estado, a Odebrecht concedeu desconto de 70%, o que equivalia a um pagamento de R$ 23,4 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O executivo comentou que essa quantia arrastava-se h\u00e1 mais de quatro anos e em uma das tentativas de receber, um contato da empresa, chamado\u00a0Pedro Augusto Carneiro Le\u00e3o, procurou Puccinelli\u00a0entre 2006 e 2007 (o per\u00edodo n\u00e3o ficou claro na dela\u00e7\u00e3o, apenas menciona que Andr\u00e9 tinha sido eleito quando foi requisitado). As tratativas s\u00f3 surtiram efeito em 2010, no ano de elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Somente em 2010 (&#8230;), ap\u00f3s contatos com o governador Andr\u00e9 Puccinelli e com Edson Giroto, Pedro Le\u00e3o, com a minha ci\u00eancia e autoriza\u00e7\u00e3o, conseguimos formalizar um novo acordo para quita\u00e7\u00e3o do saldo (que era devido pelo Estado \u00e0 empreiteira)&#8221;, disse Pac\u00edfico em sua dela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante as tratativas, Puccinelli mencionou sobre a elei\u00e7\u00e3o. &#8220;O governador Andr\u00e9 Puccinelli lhe disse (a Pedro Le\u00e3o), expressamente, que estava buscando reelei\u00e7\u00e3o e precisava de apoio financeiro&#8221;, detalhou Pac\u00edfico.<\/p>\n<p><strong>TOMA L\u00c1 DA C\u00c1<\/strong><\/p>\n<p>O delator explicou que depois dessa conversa sobre candidatura,\u00a0o ex-governador pediu que Pedro Le\u00e3o tratasse diretamente com Edson Giroto.<\/p>\n<p>&#8220;Condicionou a assinatura do acordo (para pagamento de cr\u00e9ditos a Odebrecht) ao pagamento a pretexto de aux\u00edlio de campanha de 10% sobre o valor a ser recebido (R$ 23,4 milh\u00f5es), equivalente a R$ 2,34 milh\u00f5es&#8221;, explicou o delator sobre a propina a ser repassada para a campanha de Puccinelli, que se reelegeu.<\/p>\n<p>Pac\u00edfico alegou que foi obrigado a fazer esse pagamento para que houvesse o recebimento dos cr\u00e9ditos. &#8220;N\u00e3o deveria ter pago. O certo era n\u00e3o pagar, mas para n\u00e3o deixar de receber os cr\u00e9ditos, eu autorizei o pagamento (da propina)&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Questionado se esse acordo foi formalizado, o executivo sinalizou que houve documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>INTERMEDI\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<p>A negocia\u00e7\u00e3o ainda envolveu o nome do empreiteiro Jo\u00e3o Alberto Krampe Amorim dos Santos. Ele fora indicado para conversar com Pedro Le\u00e3o depois que a proposta tinha sido feita.<\/p>\n<p>O retorno sobre o &#8220;sim&#8221; para a propina foi dado a Amorim, classificado pelo executivo da Odebrecht como &#8220;pessoa de confian\u00e7a do governador Andr\u00e9 Puccinelli&#8221;.<\/p>\n<p>Durante a dela\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Pac\u00edfico disse que a primeira parcela recebida pela empresa foi em 23 de agosto de 2010. Por outro lado, os R$ 2,34 milh\u00f5es foram quitados em parcelas nos dias 1, 2 e 3 de setembro de 2010. O delator mencionou\u00a0que houve pagamento em quatro parcelas, mas n\u00e3o citou expressamente uma quarta data.<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito da Odebrecht de R$ 23,4 milh\u00f5es continuou a ser pago nos dias 28 de setembro de 2010, 25 de outubro de 2010 e em 14 de janeiro de 2011.<\/p>\n<p>A propina teria sido repassada em dinheiro e paga em S\u00e3o Paulo. N\u00e3o fica apontado claramente quem viajou para receber. Ao mesmo tempo, a negocia\u00e7\u00e3o sobre o acordo foi feita no Parque dos Poderes, na sede do Governo do Estado.<\/p>\n<p><strong>EXCEDENTE<\/strong><\/p>\n<p>Como estava em campanha para deputado federal, Edson Giroto tamb\u00e9m recebeu dinheiro da empreiteira. Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Pac\u00edfico afirmou que foram pagos R$ 300 mil a ele.<\/p>\n<p>Nas planilhas da empresa, o nome do ex-deputado \u00e9 &#8220;Carrossel&#8221; e o valor foi quitado em 15 de outubro de 2010, segundo o executivo. O pagamento aconteceu em S\u00e3o Paulo e n\u00e3o estava condicionado ao acordo.<\/p>\n<p><strong>PRESTA\u00c7\u00c3O DE CONTAS<\/strong><\/p>\n<p>Nos documentos que constam na presta\u00e7\u00e3o de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2010, n\u00e3o constam ambos os pagamentos a Puccinelli e Giroto. A pesquisa foi feita tanto a partir do filtro &#8220;Odebrecht&#8221;, como pelos valores mencionados na dela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>OUTRO LADO<\/strong><\/p>\n<p>Andr\u00e9 Puccinelli\u00a0defendeu-se que toda a negocia\u00e7\u00e3o foi acompanhada da Procuradoria Geral do Estado. Ele tamb\u00e9m afirma, categoricamente, que n\u00e3o pediu vantagem pessoal nas tratativas. Veja a nota.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Sobre not\u00edcias de doa\u00e7\u00e3o de campanha envolvendo meu nome, tenho a esclarecer que:<\/em><\/p>\n<p><em>1 \u2013 O governo do estado negociou com o\u00a0ACOMPANHAMENTO\u00a0 da\u00a0PGE\u00a0 (Procuradoria Geral do Estado ) uma d\u00edvida do governo do PT de 79 milh\u00f5es por 24 milh\u00f5es em quatro parcelas fixas e mensais.<\/em><\/p>\n<p><em>2 \u2013\u00a0EU\u00a0n\u00e3o pedi qualquer vantagem pessoal mesmo porque tendo exigido junto com a\u00a0PGE\u00a0(SETENTA\u00a0 POR\u00a0 CENTO\u00a0 DE\u00a0 DESCONTO), seria inveross\u00edmil acreditar que contribu\u00edssem para minha campanha.<\/em><\/p>\n<p><em>3 \u2013 Estou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, como sempre estive, e sou pol\u00edtico que sempre abriu m\u00e3o dos sigilos banc\u00e1rio e fiscal desde o primeiro mandato eletivo, at\u00e9 hoje.<\/em>&#8221;<\/p>\n<p>A reportagem n\u00e3o conseguiu contato com Edson Giroto at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria.<\/p>\n<aside class=\"grid_4 maisLidasBox\">\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<\/aside>\n<p><strong>V\u00cdDEO DA DELA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IgrpUME2FnQ\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Correio do Estado &#8211;\u00a0<span class=\"autorNoticia\">Rodolfo C\u00e9sar<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ex-governador de Mato Grosso do Sul Andr\u00e9 Puccinelli (PMDB) e o ex-deputado federal Edson Giroto foram citados em dela\u00e7\u00e3o de executivo da Odebrecht por ter supostamente cobrado e recebido dinheiro de propina\u00a0para a campanha de 2010. 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