{"id":51348,"date":"2017-04-19T06:46:57","date_gmt":"2017-04-19T10:46:57","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=51348"},"modified":"2017-04-19T06:46:57","modified_gmt":"2017-04-19T10:46:57","slug":"praga-silenciosa-pode-devorar-parte-da-safrinha-de-milho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=51348","title":{"rendered":"Praga silenciosa pode devorar parte da safrinha de milho"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<h5><strong><em><span class=\"agk-cont-destaque3 noticia-linha-apoio bottommargin\">A cigarrinha do milho tem aparecido em v\u00e1rias regi\u00f5es de clima mais quente, como o Centro-Oeste e o Matopiba, e j\u00e1 come\u00e7ou a provocar estragos<\/span><\/em><\/strong><\/h5>\n<\/blockquote>\n<div class=\"noticia-conteudo agk-cont-destaque3\">\n<div class=\"noticia-corpo-conteudo\">\n<p>Com a safrinha de milho praticamente plantada no Brasil, o que tem preocupado muitos produtores n\u00e3o \u00e9 o clima, nem o mercado &#8211; ainda que as cota\u00e7\u00f5es estejam longe do que eles desejam -, mas uma praga silenciosa que vem atacando as lavouras: a cigarrinha.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>De Minas Gerais \u201cpara cima\u201d no mapa, os relatos s\u00e3o frequentes, conforme acompanhou a Expedi\u00e7\u00e3o Safra. ?Quanto mais calor na \u00e1rea cultivada, mais a cigarrinha e as bact\u00e9rias que ela carrega se multiplicam. O ambiente ideal \u00e9 de temperaturas acima de 17\u00b0C \u00e0 noite e 27\u00b0C durante o dia. Como os \u00faltimos invernos foram mais quentes que o habitual nestas \u00e1reas, o inseto infestou as planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na safra de ver\u00e3o, alguns produtores disseram ter perdido quase toda a produ\u00e7\u00e3o, no entanto, como \u00e9 o milho segunda safra que predomina na regi\u00e3o, n\u00e3o houve um impacto significativo na colheita geral do pa\u00eds. Na safrinha, por\u00e9m, a hist\u00f3ria \u00e9 outra.<\/p>\n<p>\u201cEla est\u00e1 tirando nosso sono e gastando nosso dinheiro\u201d, diz o produtor Silvio Wegener, de Rio Verde, em Goi\u00e1s, que cultivou 900 hectares com o cereal. Ele afirma ter praticamente acabado com a praga, mas, para isso, teve que dobrar o n\u00famero de aplica\u00e7\u00f5es de agroqu\u00edmicos. \u201cEla voa longe e se reproduz muito r\u00e1pido. E a doen\u00e7a s\u00f3 vai se manifestar quando o milho j\u00e1 est\u00e1 \u2018pendoando\u2019. No come\u00e7o voc\u00ea n\u00e3o percebe estrago nenhum, nada\u201d, conta o agricultor.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Se no come\u00e7o n\u00e3o d\u00e1 para enxergar o problema, depois, em compensa\u00e7\u00e3o, eles ficam mais do que evidentes: as folhas v\u00e3o avermelhando pelas margens, a planta n\u00e3o cresce e as espigas mal formam gr\u00e3os, podendo ficar com menos de um ter\u00e7o do tamanho normal.<\/p>\n<div>\n<div id=\"smartintxt\" data-smartplay-instance-id=\"0\">\n<div id=\"smartintxt-backdrop\">\u00a0A pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo, Elizabeth Sabato, explica que a cigarrinha se alimenta exclusivamente da seiva do milho, mas ela em si n\u00e3o causa danos diretos \u00e0 planta. O inseto, na verdade, \u00e9 um vetor, isto \u00e9, carrega bact\u00e9rias que geram as doen\u00e7as conhecidas como enfezamentos. \u201c\u00c9 como se fosse o mosquito da dengue\u201d, diz ela, \u201co mosquito n\u00e3o provoca a doen\u00e7a, mas carrega o v\u00edrus que provoca.\u201d<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Significa que nem toda cigarrinha est\u00e1 infectada, por isso a pesquisadora n\u00e3o recomenda o aumento de aplica\u00e7\u00f5es de inseticidas na lavoura. O ideal, de acordo com ela, \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o antes mesmo do in\u00edcio do plantio. \u201cN\u00e3o h\u00e1 uma medida que seja eficaz para controlar a doen\u00e7a isoladamente\u201d, salienta. \u201cPreconizamos que as sementes sejam tratadas e que eles evitem a semeadura em \u00e1reas pr\u00f3ximas de uma lavoura que esteja infectada, porque sen\u00e3o pode pulverizar o quanto quiser que n\u00e3o vai adiantar\u201d, complementa Elizabeth.<\/p>\n<p>Utilizar variedades diferentes tamb\u00e9m \u00e9 uma sa\u00edda. Al\u00e9m disso, como a cigarrinha se alimenta de plantas jovens, o ideal \u00e9 que n\u00e3o haja muita diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e9pocas de plantio, para que os insetos n\u00e3o tenham for\u00e7a para atacar uma fatia consider\u00e1vel da lavoura. Quando h\u00e1 \u00e1reas muito pr\u00f3ximas e em diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento, o \u201cbando\u201d vai trocando os talh\u00f5es mais antigos pelos mais novos, pouco a pouco, potencializando os estragos.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u201cO produtor tamb\u00e9m tem que eliminar as \u2018tigueras\u2019, aquelas plantas que sobram da safra anterior e podem ser uma ilha para que as cigarrinhas cheguem \u00e0s lavouras ao redor\u201d, completa a pesquisadora da Embrapa. Acesse <a href=\"https:\/\/ainfo.cnptia.embrapa.br\/digital\/bitstream\/item\/152185\/1\/Cenario-manejo-1.pdf\">aqui<\/a> uma cartilha produzida pela Embrapa, com mais informa\u00e7\u00f5es sobre a praga e o manejo para evitar preju\u00edzos.<\/p>\n<p>Por <strong class=\"fn\"><a href=\"http:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/agronegocio\/agricultura\/milho\/praga-silenciosa-pode-devorar-parte-da-safrinha-de-milho-8ro9j7l7gvi7lrk3al0fdrtbn\" target=\"_blank\">Gazeta do Povo<\/a><\/strong> &#8211; <i>Fl\u00e1vio Bernardes<\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cigarrinha do milho tem aparecido em v\u00e1rias regi\u00f5es de clima mais quente, como o Centro-Oeste e o Matopiba, e j\u00e1 come\u00e7ou a provocar estragos Com a safrinha de milho praticamente plantada no Brasil, o que tem preocupado muitos produtores n\u00e3o \u00e9 o clima, nem o mercado &#8211; ainda que as cota\u00e7\u00f5es estejam longe do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":51349,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-51348","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agropecuaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/51348","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=51348"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/51348\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/51349"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=51348"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=51348"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=51348"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}