{"id":52674,"date":"2017-05-03T15:08:40","date_gmt":"2017-05-03T19:08:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=52674"},"modified":"2017-05-03T15:30:12","modified_gmt":"2017-05-03T19:30:12","slug":"preco-da-soja-nao-deve-se-manter-em-alta-afirmam-analistas-de-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=52674","title":{"rendered":"Pre\u00e7o da soja n\u00e3o deve se manter em alta, afirmam analistas de mercado"},"content":{"rendered":"<p>Problemas clim\u00e1ticos nos Estados Unidos n\u00e3o d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o para as cota\u00e7\u00f5es da oleaginosa.<\/p>\n<p>Os problemas clim\u00e1ticos enfrentados no \u00faltimo final de semana no cintur\u00e3o produtivo de soja e milho dos Estados Unidos acenderam um sinal de alerta sobre os pre\u00e7os futuros da soja. A alta registrada nas cota\u00e7\u00f5es animou alguns produtores brasileiros. Mas, ser\u00e1 que existe espa\u00e7o para novas altas? Alguns analistas de mercado respondem esta pergunta.<\/p>\n<p>O clima nos Estados Unidos atra\u00eddo a aten\u00e7\u00e3o do mercado de commodities internacional nesta semana. No final de semana, as baixas temperaturas e chuvas interferiram no desejo de plantar a nova safra de milho e soja. O resultado? Altas dos pre\u00e7os dos gr\u00e3os na Bolsa de Chicago nesta segunda, que fechou a sess\u00e3o com altas pr\u00f3ximas a 15 pontos.<\/p>\n<p>Os efeitos do clima na cota\u00e7\u00e3o j\u00e1 era percept\u00edvel durante o dia, como ressaltou o analista de mercado, Vlamir Brandalizze. \u201c\u00c9 um come\u00e7o de semana positivo para os produtores brasileiros e ruim para os americanos. Teve geada em trigo e temperatura muito baixa para milho e soja plantada, al\u00e9m de \u00e1reas inundadas no cintur\u00e3o, com grande chance para replantio. Com isso, temos um fator novo que precisava para dar uma animada no mercado, que estava um pouco calmo demais\u201d, disse.<\/p>\n<p>O analista de mercado, Pedro Dejneka, s\u00f3cio da consultoria americana MD Commodities, explica que realmente n\u00e3o \u00e9 comum, neste momento, ter um clima t\u00e3o \u00famido. Entretanto ressalta que os problemas clim\u00e1ticos n\u00e3o afetaram todo o pa\u00eds e, onde aconteceu, foi pontual. \u201cPor aqui ainda \u00e9 come\u00e7o de safra, n\u00e3o tem como garantir quais problemas teremos. Esse tempo com certeza atrasou um pouco os trabalhos, mas eles devem voltar a todo o vapor nas pr\u00f3ximas semanas. Pode ser que algumas \u00e1reas precisem ser replantadas sim, mas nada como a imprensa brasileira tem apontado. N\u00e3o tem caos por aqui\u201d, afirma Dejneka.<\/p>\n<p>Ele destaca que ainda h\u00e1 muita soja no mundo, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil e sem uma amea\u00e7a real a safra dos Estados Unidos fica dif\u00edcil prever ou ter altas sustent\u00e1veis nos pre\u00e7os da soja. \u201cO produtor brasileiro tem que ficar atento e vender ao menor sinal de alta. N\u00e3o pode ficar esperando altas que podem nem vir, como fizeram antes.\u201d, diz o consultor.<\/p>\n<p>Brandalizze concorda com Dejneka sobre esta alta expressiva n\u00e3o ser cont\u00ednua. \u201cNormalmente, quando h\u00e1 essa alta, pode haver uma liquida\u00e7\u00e3o. Mas, o fundamento clim\u00e1tico \u00e9 positivo e pode dar patamares para soja e milho nos pr\u00f3ximos dias. Aquele n\u00edvel pr\u00f3ximo de US$ 9,40 da soja, j\u00e1 est\u00e1 pr\u00f3ximo de R$ 9,60 e caminha para se consolidar a R$ 9,50 a R$ 9,80 e, dependendo como for a chuva nos pr\u00f3ximos dias, nos meses futuros pode \u2018beliscar\u2019 os US$ 10\u201d, falou o analista.<\/p>\n<p>Outro analista que concorda que os pre\u00e7os n\u00e3o tem raz\u00e3o para subir \u00e9 o analista da Safras &amp; Mercado, Luiz Gutierrez. Para ele os pre\u00e7os tendem a ficar no patamar de US$ 9,50 por bushel. \u201cOs valores de maio est\u00e3o na casa dos US$ 9,56 e os de julho em 9,67. Com o passar do tempo a tend\u00eancia \u00e9 que os valores de julho recuem e fiquem mais parecidos com os de maio\u201d, explica ele.<\/p>\n<p>Gutierrez relembra que ao menor sinal de problemas mais s\u00e9rios com o clima nos Estados Unidos os produtores de l\u00e1 tendem a migrar do milho para a soja, que tem uma janela de plantio maior. Esta informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi confirmada por Dejneka. \u201cSe isso acontecer, esse poss\u00edvel aumento de \u00e1rea poder\u00e1 acarretar em queda nos pre\u00e7os, mais uma vez\u201d, diz o analista da Safra &amp; Mercado. \u201cS\u00f3 se o clima americano for um desastre \u00e9 que poderemos ver pre\u00e7os aumentarem.\u201d<\/p>\n<p>Outra possibilidade para o produtor brasileiro \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2mbio, que segundo Gutierrez poder\u00e1 ser impactado pelo desenrolar das mudan\u00e7as na reforma da Previd\u00eancia e Trabalhista. \u201cSe for aprovada as mudan\u00e7as, possivelmente teremos um cambio mais baixo. Caso contr\u00e1rio h\u00e1 perspectiva de alta e o produtor deve ficar atento para aproveitar\u201d, finaliza ele.<\/p>\n<div class=\"autorBannerArtigo\">FONTE: Canal Rural<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Problemas clim\u00e1ticos nos Estados Unidos n\u00e3o d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o para as cota\u00e7\u00f5es da oleaginosa. Os problemas clim\u00e1ticos enfrentados no \u00faltimo final de semana no cintur\u00e3o produtivo de soja e milho dos Estados Unidos acenderam um sinal de alerta sobre os pre\u00e7os futuros da soja. A alta registrada nas cota\u00e7\u00f5es animou alguns produtores brasileiros. 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