{"id":54581,"date":"2017-05-23T09:05:04","date_gmt":"2017-05-23T13:05:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=54581"},"modified":"2017-05-23T09:05:04","modified_gmt":"2017-05-23T13:05:04","slug":"a-culpa-nao-e-delas-grupos-reflexivos-estimulam-homens-a-romperem-violencia-em-chapadao-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=54581","title":{"rendered":"A culpa n\u00e3o \u00e9 delas \u2013 grupos reflexivos estimulam homens a romperem viol\u00eancia em Chapad\u00e3o do Sul"},"content":{"rendered":"<p>Viol\u00eancia dom\u00e9stica e tr\u00e1fico de drogas s\u00e3o os maiores registros do judici\u00e1rio no interior de Mato Grosso do Sul e, aliadas a pouca estrutura que as regi\u00f5es oferecem, demandam enorme trabalho e boa vontade. Todos esses fatores somados incentivaram a promotora de Justi\u00e7a Fernanda Proen\u00e7a de Azambuja, do MPE-MS (Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual de Mato Grosso do Sul) a desenvolver o projeto Paralelas \u2013 Tra\u00e7ando Novos Caminhos, para possibilitar que os homens autores de viol\u00eancia dom\u00e9stica entendam o sistema no qual est\u00e3o historicamente inseridos e, assim, repensarem seus atos de maneira reflexiva, propiciando mudan\u00e7a de comportamento nos relacionamentos a partir de orienta\u00e7\u00f5es de profissionais.<\/p>\n<div id=\"view-mm-noticias-saiba-mais-view-display-id-saiba_mais_right_block\" class=\"view view-mm-noticias-saiba-mais view-id-mm_noticias_saiba_mais view-display-id-saiba_mais_right_block saiba-mais-right view-dom-id-133b55e159e19f38d91758936825740b\"><\/div>\n<p>Uma hist\u00f3ria espec\u00edfica despertou a ideia de conscientizar os homens, e n\u00e3o apenas puni-los. \u201cUm companheiro bateu na sua mulher e toda a comarca se mobilizou na \u00e9poca para ajudar a esposa, que n\u00e3o queria mais a rela\u00e7\u00e3o, a se mudar de cidade com os filhos. Tr\u00eas meses depois, ele namorava outra mulher quando tamb\u00e9m a agrediu\u201d.<\/p>\n<p>Abordagens como \u201co que voc\u00ea fez desta vez para apanhar de novo?\u201d tamb\u00e9m incentivaram a promotora a colocar em pr\u00e1tica o curso, para que a perspectiva sobre a viol\u00eancia dom\u00e9stica mude.<\/p>\n<p>V\u00e1rios projetos serviram de inspira\u00e7\u00e3o para o Paralelas, que foi aperfei\u00e7oado para a realidade de Mato Grosso do Sul e que existe hoje em quatro comarcas: Rio Verde de Mato Grosso, onde teve in\u00edcio em janeiro de 2015 pela promotora Fernanda e segue com o promotor Matheus Bucker; Chapad\u00e3o do Sul, que \u00e9 a atual comarca da promotora; Corumb\u00e1, onde foi implantado seguindo o mesmo modelo pelo promotor Marcos Brito; e mais recentemente em Pedro Gomes, que inicia um novo grupo nesta quarta-feira (24).<\/p>\n<p>\u201cPara colocar o projeto em pr\u00e1tica, dependemos da boa vontade de psic\u00f3logas e assistentes sociais da cidade, que atuam de forma volunt\u00e1ria, e da parceria do Judici\u00e1rio. Para dar seguran\u00e7a, os encontros acontecem, geralmente, no F\u00f3rum da cidade e nos Creas (Centros de Refer\u00eancia Especializado da Assist\u00eancia Social), explica a promotora.<\/p>\n<p><strong>Como funciona?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o tr\u00eas modalidades de grupos reflexivos. O primeiro, para homens que agrediram as companheiras e t\u00eam uma medida protetiva contra eles. Ao receber a notifica\u00e7\u00e3o da medida, eles s\u00e3o informados sobre os grupos, que s\u00e3o obrigados a frequentar por um m\u00eas, sendo um encontro por semana, com cerca de uma hora e meia de dura\u00e7\u00e3o, sempre ap\u00f3s o expediente.<\/p>\n<p>Outro grupo atende homens em execu\u00e7\u00e3o da pena. Esses precisam frequentar as reuni\u00f5es por doze semanas. O terceiro grupo atende as mulheres que sofreram a viol\u00eancia. \u201cMuitas continuam na rela\u00e7\u00e3o, mas est\u00e3o enfraquecidas, com a auto estima baixa e procuram ajuda das psic\u00f3logas. Outras querem se separar e procuram apoio\u201d, explica Fernanda.<\/p>\n<p>Caso n\u00e3o frequente, a falta \u00e9 considerada um descumprimento \u00e0 ordem judicial para os homens. Em dois anos de projeto, mais de cinquenta homens foram atendidos e somente uma reincid\u00eancia foi registrada. \u201cAntes de frequentar o grupo, eles passam por uma entrevista individual com uma assistente social, que explica para eles a finalidade do projeto. Assim, n\u00e3o se sentem acuados e sempre participam. N\u00e3o costuma faltar\u201d, diz a promotora.<\/p>\n<p>Em uma sala, eles chegam e s\u00e3o recebidos por uma psic\u00f3loga e uma assistente social, que conversam sobre as percep\u00e7\u00f5es deles sobre o mundo. V\u00eddeos e oficinas sobre comportamento s\u00e3o discutidos. O projeto utiliza a\u00e7\u00f5es de reflex\u00e3o de amparo humanizado n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 v\u00edtima, como tamb\u00e9m ao seu agressor, tendo como t\u00e9cnicas a escuta qualificada e a comunica\u00e7\u00e3o interpessoal, buscando a resolu\u00e7\u00e3o de conflitos e, principalmente, a conscientiza\u00e7\u00e3o do ato.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 desde a conversa sobre a vontade de ter filhos, se ela for mulher, o que voc\u00ea vai ensinar e o que vai ter no quarto dela at\u00e9 mesmo sobre conversas sobre como se relacionar. O objetivo principal \u00e9 mostrar que uma rela\u00e7\u00e3o tem que ser feita de afeto, n\u00e3o de medo. Uma mulher tem que estar com ele porque gostam por se sentir bem, n\u00e3o por ser uma imposi\u00e7\u00e3o\u201d, detalha.<\/p>\n<p>O grupo de homens fala mais que o de mulheres. \u201cH\u00e1 quem acredite que as mulheres v\u00edtimas falem mais, mas os homens externam mais o que viveram. Muitos n\u00e3o entendem por que est\u00e3o ali e a gente explica que n\u00e3o \u00e9 a viol\u00eancia que deve conduzir uma rela\u00e7\u00e3o. Muitos viveram vendo os pais batendo nas m\u00e3es, sendo grosseiros, e acham que isso deve nortear uma rela\u00e7\u00e3o\u201d, diz a promotora.<\/p>\n<p>Mais t\u00edmidas e envergonhadas pela viol\u00eancia acometida, as mulheres sofrem para relatar seus casos e compartilhar experi\u00eancias. \u201cElas as vezes querem continuar com os parceiros e t\u00eam medo de serem mal interpretadas. Mas a gente conversa sobre como deve ser uma boa conviv\u00eancia. Elas que decidem sobre suas vidas\u201d, relata.<\/p>\n<h3>\u201cVoc\u00ea gosta de apanhar, n\u00e3o \u00e9?\u201d<\/h3>\n<p>Como a maior parte das comarcas de atua\u00e7\u00e3o do projeto s\u00e3o de cidades entre 8 e 25 mil habitantes, quando um caso de agress\u00e3o acontece, a culpa ainda pode cair sobre a v\u00edtima em um entendimento errado de como funciona o ciclo de viol\u00eancia familiar.<\/p>\n<p>\u201cMuitas mulheres relataram que sofrem, intencionalmente ou n\u00e3o, com algum tipo de advert\u00eancia de quem as atende\u201d, diz a promotora. Muitas j\u00e1 ouviram \u201co que voc\u00ea fez desta vez para apanhar?\u201d ou \u201cvoc\u00ea n\u00e3o cansa de apanhar?\u201d de vizinhos ou mesmo dos policiais que as atendem.<\/p>\n<p>\u201cPor isso, em Chapad\u00e3o do Sul oferecemos capacita\u00e7\u00e3o aos policiais, civis e militares, agentes respons\u00e1veis pelo atendimento prim\u00e1rio \u00e0s v\u00edtimas, para sensibiliz\u00e1-los sobre a import\u00e2ncia do acolhimento nessas horas\u201d.<\/p>\n<h3>Pr\u00eamio CNMP<\/h3>\n<p>O projeto Paralelas foi escolhido entre mais de mil projetos inscritos no CNMP (Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico) como um dos cinco finalistas na categoria Diminui\u00e7\u00e3o da Criminalidade. Na segunda reuni\u00e3o da Comiss\u00e3o Julgadora do Pr\u00eamio CNMP 2017, que ser\u00e1 realizada no dia 25 de maio, os julgadores definir\u00e3o os tr\u00eas finalistas de cada categoria.<\/p>\n<p>Os vencedores ser\u00e3o conhecidos no dia 2 de agosto, durante a solenidade de abertura do 8\u00ba Congresso Brasileiro de Gest\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>\u201cA gente fica muito feliz. \u00c9 um projeto que demanda tempo e depende do comprometimento dos profissionais envolvidos, que s\u00e3o as assistentes sociais e psic\u00f3logas, que se dedicam sem nenhuma remunera\u00e7\u00e3o, mas que tem um efeito muito positivo na sociedade. Todo mundo acaba percebendo a import\u00e2ncia do projeto na diminui\u00e7\u00e3o da criminalidade, por conta da baix\u00edssima reincid\u00eancia ap\u00f3s esses grupos de orienta\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o\u201d, finaliza.<\/p>\n<figure id=\"attachment_54583\" aria-describedby=\"caption-attachment-54583\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/ocorreionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/grupo_a-culpa-nao-e-delas-04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-54583 size-full\" src=\"https:\/\/ocorreionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/grupo_a-culpa-nao-e-delas-04.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/grupo_a-culpa-nao-e-delas-04.jpg 650w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/grupo_a-culpa-nao-e-delas-04-300x222.jpg 300w, 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