{"id":5496,"date":"2015-07-15T15:02:50","date_gmt":"2015-07-15T19:02:50","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=5496"},"modified":"2015-07-15T15:02:50","modified_gmt":"2015-07-15T19:02:50","slug":"estudo-aponta-alto-consumo-de-drogas-para-erecao-por-jovem-uso-pode-viciar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=5496","title":{"rendered":"Estudo aponta alto consumo de drogas para ere\u00e7\u00e3o por jovem; uso pode viciar"},"content":{"rendered":"<p>A preocupa\u00e7\u00e3o em se garantir na hora do sexo tem levado muitos brasileiros a usar rem\u00e9dios que estimulam a ere\u00e7\u00e3o, como Viagra, Levitra e Cialis. Se a curiosidade por experimentar o &#8220;doping sexual&#8221; n\u00e3o \u00e9 nova, uma pesquisa recente mostra um alto consumo entre jovens, uma faixa et\u00e1ria em que s\u00e3o raras as indica\u00e7\u00f5es de uso. E o consumo frequente pode levar \u00e0 depend\u00eancia.<\/p>\n<p>Entre os homens de 22 a 30 anos que experimentaram os estimuladores nos \u00faltimos seis meses, um em cada cinco passou a us\u00e1-los em todas as rela\u00e7\u00f5es sexuais. J\u00e1 entre aqueles que t\u00eam de 41 a 50 anos, 44% passaram a usar o medicamento em todas as rela\u00e7\u00f5es ap\u00f3s experimentarem a droga.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o os resultados de um levantamento feito entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015 com consumidores brasileiros pelo instituto GFK, sob encomenda da fabricante de medicamentos Medley.<\/p>\n<p>O urologista Sidney Glina conta que\u00a0todos os meses recebe jovens que querem parar de tomar o rem\u00e9dio. Um dos pacientes foi um adolescente de 16 anos que relatou ao m\u00e9dico que ele e seus amigos transavam com as mesmas meninas e ele n\u00e3o poderia &#8220;falhar&#8221;. &#8220;H\u00e1 uma press\u00e3o para os homens mostrarem sua masculinidade, &#8216;comparecer'&#8221;, diz.<\/p>\n<p>\u00c9 exatamente a ansiedade e o medo de falhar que fazem com que muitos comprem o medicamento, e passem a acreditar que n\u00e3o v\u00e3o conseguir uma ere\u00e7\u00e3o sem essa &#8220;ajudinha&#8221;. Quando chegam ao consult\u00f3rio, a tarefa do m\u00e9dico \u00e9 procurar algum problema f\u00edsico que justifique a indica\u00e7\u00e3o do medicamento que trata a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til.<\/p>\n<p>E, na maioria dos casos, n\u00e3o h\u00e1 nada al\u00e9m da inseguran\u00e7a e de uma depend\u00eancia que faz com que o paciente acredite que precisa da droga para conseguir transar &#8211;e essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que deve ser tratada com ajuda psicol\u00f3gica profissional.<\/p>\n<p>Para o terapeuta sexual Amaury Mendes J\u00fanior, o fato de esses medicamentos serem encontrados em lugares t\u00e3o distantes das farm\u00e1cias quanto mot\u00e9is e baladas, faz com que seu uso seja considerado normal.. &#8220;Virou uma droga necess\u00e1ria para noitada, uma vez que o \u00e1lcool inibe o desempenho sexual&#8221;.<\/p>\n<h3>Rela\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres mudou, mas n\u00e3o justifica uso excessivo das drogas<\/h3>\n<p>Mendes J\u00fanior tem recebido um n\u00famero cada vez maior de pacientes com dificuldade de ere\u00e7\u00e3o por motivos psicol\u00f3gicos, e entre as principais queixas est\u00e1 a nova postura das mulheres, sexualmente mais experientes, al\u00e9m da caracter\u00edstica das rela\u00e7\u00f5es afetivas, cada vez mais r\u00e1pidas.<\/p>\n<p>A coordenadora do Programa de Sexualidade da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo), Carmita Abdo, concorda que houve mudan\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres. &#8220;Antes as parceiras eram menos experientes sexualmente, e diante dessa parceira com mais experi\u00eancia eles n\u00e3o querem parecer menos experientes ou ter um desempenho pior do que outros homens&#8221;.<\/p>\n<p>Abdo destaca ainda que a depend\u00eancia do rem\u00e9dio n\u00e3o permite que os jovens aprendam a fazer sexo naturalmente. &#8220;Ao iniciar o uso [dos estimulantes de ere\u00e7\u00e3o] sem necessidade, o homem n\u00e3o ganha experi\u00eancia para ter uma rela\u00e7\u00e3o sexual espont\u00e2nea. Ele acaba atribuindo sua compet\u00eancia ao medicamento e n\u00e3o a si mesmo&#8221;.<\/p>\n<p>A ansiedade pode levar o corpo a produzir e liberar adrenalina &#8211;o horm\u00f4nio\u00a0que provoca a contra\u00e7\u00e3o dos vasos&#8211;, e a\u00ed a ere\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai acontecer. Glina afirma que muitas vezes o rem\u00e9dio atua apenas como uma &#8220;muleta&#8221; psicol\u00f3gica, sem efeitos f\u00edsicos imediatos. &#8220;Muitos jovens tomam pouco antes de transar, mas o rem\u00e9dio demora pelo menos uma hora para fazer efeito&#8221;.<\/p>\n<h3>Drogas podem provocar diversos efeitos colaterais; funcionamento se baseia<\/h3>\n<p>Al\u00e9m da depend\u00eancia, alguns dos efeitos colaterais f\u00edsicos que podem atingir os pacientes s\u00e3o dores de cabe\u00e7a, vista emba\u00e7ada, dores nas costas e nas pernas, e sensa\u00e7\u00e3o de nariz entupido.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que pregam os mitos populares, de acordo com os m\u00e9dicos ouvidos pelo<strong> UOL,<\/strong> n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o direta entre o uso desses medicamentos e o aparecimento de doen\u00e7as card\u00edacas &#8211;a \u00fanica contraindica\u00e7\u00e3o \u00e9 para aqueles que fazem uso de rem\u00e9dio para o cora\u00e7\u00e3o feitos \u00e0 base de nitratos.<\/p>\n<p>As drogas que combatem a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til funcionam a partir da inibi\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia que regula a produ\u00e7\u00e3o de uma enzima que facilita o relaxamento da musculatura e circula\u00e7\u00e3o do sangue, mecanismo que ajuda a provocar a ere\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O p\u00eanis fica muito sens\u00edvel com o rem\u00e9dio, [mas] isso n\u00e3o significa que necessariamente exista a vontade de fazer sexo ou facilitar o orgasmo&#8221;, afirma Glina.<\/p>\n<p>O homem s\u00f3 conseguir\u00e1 ter e manter uma ere\u00e7\u00e3o mais facilmente, o que pode prolongar a rela\u00e7\u00e3o sexual, ou mesmo\u00a0possibilitar um maior n\u00famero de rela\u00e7\u00f5es e diminuir o tempo de recupera\u00e7\u00e3o entre uma rela\u00e7\u00e3o e outra. Ali\u00e1s, prolongar o prazer foi o motivo indicado por 40% dos homens que disseram usar os medicamentos.<\/p>\n<p>Segundo pesquisas norte-americanas, a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til atinge aproximadamente 10% dos homens de 40 a 70 anos, que n\u00e3o conseguem ter ou manter uma ere\u00e7\u00e3o suficientemente para ter rela\u00e7\u00f5es sexuais. Entre esses, 25% t\u00eam disfun\u00e7\u00f5es moderadas ou intermitentes. J\u00e1 entre os mais jovens, a disfun\u00e7\u00e3o atinge de 5% a 10% dos homens com menos de 40 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal UOL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A preocupa\u00e7\u00e3o em se garantir na hora do sexo tem levado muitos brasileiros a usar rem\u00e9dios que estimulam a ere\u00e7\u00e3o, como Viagra, Levitra e Cialis. 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