{"id":56287,"date":"2017-06-06T08:19:41","date_gmt":"2017-06-06T12:19:41","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=56287"},"modified":"2017-06-06T08:19:41","modified_gmt":"2017-06-06T12:19:41","slug":"aumento-de-geracao-de-energia-por-consumidor-pode-mudar-perfil-de-distribuidoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=56287","title":{"rendered":"Aumento de gera\u00e7\u00e3o de energia por consumidor pode mudar perfil de distribuidoras"},"content":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio da distribui\u00e7\u00e3o de energia no Brasil vem sofrendo uma revolu\u00e7\u00e3o silenciosa. Uma das faces que provocam essas mudan\u00e7as \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica pelo pr\u00f3prio consumidor. Desde que a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) modernizou a Resolu\u00e7\u00e3o 482\/2012 \u2013 que regulamenta o setor \u2013 e flexibilizou algumas normas, o n\u00famero desse tipo de liga\u00e7\u00e3o \u00e0s redes de distribui\u00e7\u00e3o cresceu consideravelmente: em dezembro de 2015 eram 1.731 conex\u00f5es. O n\u00famero passou para quase 10,5 mil em maio de 2017.<\/p>\n<p>Para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Investidores em Autoprodu\u00e7\u00e3o de Energia (Abiap), M\u00e1rio Menel, esse crescimento logo vai se destacar na matriz el\u00e9trica, e, por essa raz\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio um debate desde agora, para que haja tempo de desenvolver um planejamento para as mudan\u00e7as que est\u00e3o por vir. Ele acredita, por exemplo, que o monop\u00f3lio de comercializa\u00e7\u00e3o de energia pelas empresas de distribui\u00e7\u00e3o deixar\u00e1 de existir. \u201cA evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica vai levar para que a gente tenha uma separa\u00e7\u00e3o. A parte de comercializa\u00e7\u00e3o fica com uma determinada empresa, ou v\u00e1rias empresas, e a parte de fio, para voc\u00ea n\u00e3o ter dois postes concorrendo, vai continuar com um monop\u00f3lio\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energ\u00e9tico do Minist\u00e9rio de Minas e Energias, Carlos Alexandre Pires, \u00e9 necess\u00e1rio associar o est\u00edmulo para gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda a mecanismos legais que garantam a manuten\u00e7\u00e3o do sistema de distribui\u00e7\u00e3o, inclusive para que a complementa\u00e7\u00e3o da energia gerada pelo consumidor chegue at\u00e9 ele. \u201cIsso est\u00e1 acontecendo em todos os lugares do mundo, onde a energia e\u00f3lica e a solar est\u00e3o ganhando import\u00e2ncia, porque ao extremo voc\u00ea n\u00e3o teria distribuidora de energia.\u201d<\/p>\n<p>M\u00e1rio Menel explica que em pa\u00edses como Portugal esse modelo que separa distribui\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de eletricidade j\u00e1 \u00e9 uma realidade. \u201cMesmo que voc\u00ea n\u00e3o queira colocar energia no seu telhado, voc\u00ea escolhe o seu fornecedor de energia. E esse fornecedor, que \u00e9 uma empresa com expertise em colocar, olha para o seu caso e diz: eu vou botar o painel em cima do teu telhado e voc\u00ea vai comprar energia de mim, mas essa energia \u00e9 minha\u201d, projeta. Para ele, o caminho \u00e9 inevit\u00e1vel. \u201cS\u00e3o arranjos comerciais que v\u00e3o surgindo em fun\u00e7\u00e3o do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, que n\u00e3o tem como voc\u00ea ser contra\u201d, afirma.<\/p>\n<p>No Brasil, grandes consumidores como redes de hotelaria e ind\u00fastrias j\u00e1 escolhem seus fornecedores de eletricidade. O presidente da Abiap explica que em cerca de cinco anos esse modelo chegar\u00e1 ao consumidor residencial. Para que a transi\u00e7\u00e3o entre os modelos ocorra de forma tranquila, ele explica, que \u00e9 necess\u00e1rio haver planejamento desde agora. \u201cN\u00e3o podemos esquecer que quem lastreou a expans\u00e3o do sistema como n\u00f3s conhecemos hoje, em contratos de longo prazo, foram as distribuidoras, o mercado cativo. Agora v\u00e3o deixar de lastrear, ent\u00e3o, o sistema financeiro vai ter que entrar no setor el\u00e9trico e oferecer produtos que nos deem capacidade para financiar essa expans\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Atualmente, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) \u00e9 o \u00fanico que financia o setor el\u00e9trico brasileiro, com linhas de cr\u00e9dito de at\u00e9 80% para energia fotovoltaica (solar), por exemplo. Devido a projetos de efici\u00eancia energ\u00e9tica no Minist\u00e9rio de Minas e Energia e na Aneel, desde o ano passado, a gera\u00e7\u00e3o de energia a partir de fontes n\u00e3o renov\u00e1veis n\u00e3o est\u00e1 mais entre as op\u00e7\u00f5es de financiamento para o setor. No entanto, para M\u00e1rio \u00e9 necess\u00e1rio ir al\u00e9m e atrair outros bancos, criando um funding, ou seja, uma capta\u00e7\u00e3o de recursos para investimento, que poder\u00e1 ser saud\u00e1vel para o setor. \u201cNaturalmente, isso vai implicar em custos reais. Pode ter um aumento no come\u00e7o? Pode. Mas a competi\u00e7\u00e3o acaba diminuindo os custos.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio da distribui\u00e7\u00e3o de energia no Brasil vem sofrendo uma revolu\u00e7\u00e3o silenciosa. Uma das faces que provocam essas mudan\u00e7as \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica pelo pr\u00f3prio consumidor. 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