{"id":5952,"date":"2015-07-20T10:22:14","date_gmt":"2015-07-20T14:22:14","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=5952"},"modified":"2015-07-20T10:23:52","modified_gmt":"2015-07-20T14:23:52","slug":"falta-de-boi-para-abate-e-o-problema-da-pecuaria-de-ms-hoje-diz-secretario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=5952","title":{"rendered":"Falta de boi para abate \u00e9 o problema da pecu\u00e1ria de MS hoje, diz secret\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>A falta de bovinos prontos para o abate \u00e9 o grande problema do setor frigor\u00edfico atualmente em Mato Grosso do Sul e um dos principais fatores que levaram ao fechamento de 16 plantas em todo o estado nos \u00faltimos dois anos. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do secret\u00e1rio de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econ\u00f4mico do estado, Jaime Verruck.<\/p>\n<p>Verruck lembrou que em 2008 houve um grande abate nas matrizes do estado, o que fez com que os produtores tivessem dificuldades para recompor o rebanho e trouxe como reflexo a falta de animais em condi\u00e7\u00f5es de serem abatidos para abastecer a ind\u00fastria frigor\u00edfica local. \u201cTodas as plantas do estado est\u00e3o trabalhando como ociosidade. Em 2014 foram 300 mil animais a menos em condi\u00e7\u00f5es de serem abatidos no estado e este ano o n\u00famero deve cair ainda mais\u201d, comentou.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio apontou ainda que o fechamento de unidades frigor\u00edficas nos \u00faltimos anos, sendo a mais recente a planta do Marfrig em Parana\u00edba neste fim de semana, que ocasionou a demiss\u00e3o de mais de 500 funcion\u00e1rios, n\u00e3o tem, em sua avalia\u00e7\u00e3o, correla\u00e7\u00e3o com a queda de demanda e citou como exemplos a abertura de novos mercados externos para a carne brasileira e sul-mato-grossense, como os Estados Unidos e a China e a amplia\u00e7\u00e3o dos j\u00e1 existentes, como o da R\u00fassia, por exemplo.<\/p>\n<div class=\"saibamais componente_materia\">\u201cA quest\u00e3o central \u00e9 realmente a falta de mat\u00e9ria-prima para essas ind\u00fastrias. Demanda tem. O governo est\u00e1, inclusive, conversando com o setor para saber se poderia adotar alguma medida que poderia auxili\u00e1-los e as informa\u00e7\u00f5es que recebemos \u00e9 que o problema n\u00e3o tem nada a ver com carga tribut\u00e1ria, que neste aspecto somos muito competitivos. Que o problema \u00e9 realmente falta de boi e de vaca para o abate\u201d, reiterou.<\/div>\n<p>O secret\u00e1rio disse que neste cen\u00e1rio, em que ocorre falta de animais prontos para o abate e que o pre\u00e7o da arroba se valoriza cada vez mais, os criadores t\u00eam retido as matrizes, em raz\u00e3o do valor dessas f\u00eameas e para fazer a recomposi\u00e7\u00e3o dos rebanhos e que a tend\u00eancia no segundo semestre deste ano \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do setor n\u00e3o melhorar.<\/p>\n<p>\u201cEstamos com uma capacidade instalada de abates muito superior a capacidade de fornecimento de animais para estes abates. Ent\u00e3o vai haver a m\u00e9dio e longo prazo um ajuste. O estado n\u00e3o deve retomar os volumes de abates nos patamares anteriores. A tend\u00eancia hoje \u00e9 de uma realocamento desses abates, da concentra\u00e7\u00e3o em algumas unidades. Estamos conversando com algumas empresas e quando a quantidade de animais a disposi\u00e7\u00e3o aumentar a tend\u00eancia \u00e9 que algumas delas at\u00e9 mesmo retomem as atividades, mas n\u00e3o todas\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p><strong>Momento de recupera\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nSegundo o economista Aldo Barrigosse, neste momento de valoriza\u00e7\u00e3o da arroba, os criadores do estado est\u00e3o se recuperando dos preju\u00edzos que acumularam nos \u00faltimos anos. Ele destacou que al\u00e9m do abate de f\u00eameas que ocorreu no estado em 2008, outro fator que foi preponderante para a redu\u00e7\u00e3o do rebanho do estado foi o aumento do custo de produ\u00e7\u00e3o da atividade, o que fez com que muitos pecuaristas mudassem totalmente de atividade, investindo no cultivo de soja, de cana-de-a\u00e7\u00facar ou mesmo de florestas plantadas, ou reduzissem a \u00e1rea dedicada a produ\u00e7\u00e3o de bovinos.<\/p>\n<p>\u201cVai haver naturalmente uma recomposi\u00e7\u00e3o do rebanho, mas isso vai ocorrer com uma menor \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel. Desse modo o produtor vai ter que investir mais em tecnologia para produzir mais, em menor espa\u00e7o e quantidade de tempo\u201d, analisou.<\/p>\n<p><strong>Consumidor<\/strong><br \/>\nNa outra ponta da cadeia, o consumidor do estado sente os reflexos deste momento do setor. Segundo o comerciante Telcio Imada Leal, que \u00e9 propriet\u00e1rio de um a\u00e7ougue em Corumb\u00e1, munic\u00edpio que tem o maior rebanho bovino do estado, em raz\u00e3o da alta nos pre\u00e7os da carne as vendas no seu estabelecimento ca\u00edram cerca de 40% nos \u00faltimos 12 meses. \u201cA carne hoje \u00e9 um produto caro. Descontada a infla\u00e7\u00e3o de cerca de 9% nesse per\u00edodo, o produto subiu em m\u00e9dia em torno de 30%. Como reflexo disso o consumidor est\u00e1 deixando de consumir os cortes mais nobres, como o cox\u00e3o mole e o contra fil\u00e9, por exemplo, para comprar cortes mais baratos, como a costela, a ponta de peito, o m\u00fasculo e a agulha\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>TV Morena<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A falta de bovinos prontos para o abate \u00e9 o grande problema do setor frigor\u00edfico atualmente em Mato Grosso do Sul e um dos principais fatores que levaram ao fechamento de 16 plantas em todo o estado nos \u00faltimos dois anos. 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