{"id":63502,"date":"2017-09-09T07:55:19","date_gmt":"2017-09-09T11:55:19","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=63502"},"modified":"2017-09-09T07:55:19","modified_gmt":"2017-09-09T11:55:19","slug":"embrapa-imamt-e-abrapa-firmam-parceria-para-desenvolver-algodao-resistente-ao-bicudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=63502","title":{"rendered":"Embrapa, IMAmt e Abrapa firmam parceria para desenvolver algod\u00e3o resistente ao bicudo"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto-noticia\">\n<p>Foi assinado\u00a0 na sede da Embrapa, em Bras\u00edlia, um acordo de coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de algod\u00e3o transg\u00eanico resistente ao bicudo do algodoeiro (<em>Anthonomus grandis<\/em>), principal praga do cultivo. A pesquisa envolver\u00e1 duas Unidades da Embrapa \u2013 Algod\u00e3o e Recursos Gen\u00e9ticos e Biotecnologia &#8211; e o Instituto Mato-grossense do Algod\u00e3o (IMAmt), com financiamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Algod\u00e3o (Abrapa), atrav\u00e9s do Instituto Brasileiro do Algod\u00e3o (IBA). A praga afeta todas as regi\u00f5es produtoras do Brasil e representa um custo adicional de US$ 250 por hectare, al\u00e9m das perdas de produtividade e impactos sobre a sa\u00fade humana e meio ambiente. Nesta primeira fase do projeto, ser\u00e3o investidos aproximadamente R$ 18 milh\u00f5es ao longo de 5 anos.<\/p>\n<p>O chefe-geral da Embrapa Algod\u00e3o, Sebasti\u00e3o Barbosa, explica que a Unidade j\u00e1 vem trabalhando no desenvolvimento de plantas resistentes ao bicudo, mas a inje\u00e7\u00e3o de recursos externos vai acelerar as atividades nesse projeto. \u201cJ\u00e1 estamos trabalhando na modifica\u00e7\u00e3o de plantas do algodoeiro, introduzindo genes da bact\u00e9ria <em>Bacillus thuringiensis<\/em>, que produz toxinas letais para alguns insetos. O trabalho vem sendo realizado em laborat\u00f3rios e casas de vegeta\u00e7\u00e3o, havendo ainda muitas etapas a serem percorridas at\u00e9 que uma planta resistente possa ser cultivada comercialmente. Nossa expectativa \u00e9 de que em 10 anos possamos ter a semente desse algod\u00e3o resistente ao bicudo dispon\u00edvel ao produtor\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Denominado Plataforma do Algod\u00e3o, o projeto ter\u00e1 componentes de curto, m\u00e9dio e longo prazos que permitir\u00e3o o desenvolvimento de tecnologias diversificadas para combate ao bicudo. Entre as etapas do projeto est\u00e3o a prospec\u00e7\u00e3o de genes e promotores moleculares, a transforma\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de plantas de algod\u00e3o e estudos da efici\u00eancia das plantas transg\u00eanicas no controle do bicudo em laborat\u00f3rio, casa de vegeta\u00e7\u00e3o e a campo.<\/p>\n<p>O chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Algod\u00e3o, Liv Severino, revela que nos trabalhos pr\u00e9vios j\u00e1 est\u00e3o sendo obtidas plantas que impedem a sobreviv\u00eancia do bicudo. \u201c\u00c9 apenas o primeiro passo, mas nos deixa otimistas de que conseguiremos desenvolver plantas que propiciem controle eficaz dessa praga. A Plataforma do Algod\u00e3o pretende ser um trabalho continuado que desenvolver\u00e1 novas op\u00e7\u00f5es de combate ao bicudo al\u00e9m da tecnologia Bt que est\u00e1 sendo considerada nessa primeira fase\u201d, declara.<\/p>\n<p>O coordenador da Plataforma do Algod\u00e3o na Embrapa, pesquisador Jaime Cavalcanti, conta que as a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o executadas em Campina Grande e Goi\u00e2nia, onde as plantas transformadas por todos os parceiros ser\u00e3o avaliadas quanto a transforma\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para resist\u00eancia ao bicudo do algodoeiro. \u201cInicialmente ser\u00e3o conduzidos bioensaios em casa de vegeta\u00e7\u00e3o com as plantas que j\u00e1 haviam sido transformadas pela equipe da Embrapa Algod\u00e3o e, posteriormente, com as novas plantas desenvolvidas ao longo do projeto. Para isto, essas plantas ser\u00e3o desafiadas contra o bicudo em diferentes fases de desenvolvimento do inseto. As plantas selecionados ser\u00e3o avaliados por meio de diversas t\u00e9cnicas moleculares para confirmar a presen\u00e7a e a express\u00e3o dos transgenes e suas toxicidades\u201d, informa.<\/p>\n<p><strong>Bicudo do algodoeiro<\/strong><\/p>\n<p>Mais de tr\u00eas d\u00e9cadas ap\u00f3s a sua chegada ao Brasil, o bicudo do algodoeiro permanece como o maior problema fitossanit\u00e1rio do cultivo e encontra-se disseminado por todas as regi\u00f5es produtoras de algod\u00e3o. \u201cA grande disponibilidade de alimento e abrigo causada principalmente pela destrui\u00e7\u00e3o ineficiente dos restos de plantas da safra anterior permite ao bicudo alta capacidade de sobreviv\u00eancia e reprodu\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o pesquisador da Embrapa Algod\u00e3o, entomologista Jos\u00e9 Ednilson Miranda.<\/p>\n<p>Apesar de j\u00e1 existirem no mercado v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de algod\u00e3o geneticamente modificado resistentes a lagartas, ainda n\u00e3o existe algodoeiro resistente ao bicudo, o qual sozinho \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 10% dos custos totais de produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o. Os produtores de algod\u00e3o fazem cerca de 15 aplica\u00e7\u00f5es de inseticida numa \u00fanica safra e h\u00e1 casos em que esse n\u00famero chega a 40 aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<div class=\"unidade\">\n<p class=\"autor\"><span class=\"autor negrito\">Edna Santos <\/span> <span class=\"codigo negrito\">(MTb 01700\/CE)<\/span><br \/>\n<span class=\"unidade\">Embrapa Algod\u00e3o<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi assinado\u00a0 na sede da Embrapa, em Bras\u00edlia, um acordo de coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de algod\u00e3o transg\u00eanico resistente ao bicudo do algodoeiro (Anthonomus grandis), principal praga do cultivo. 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