{"id":66221,"date":"2017-10-17T09:51:53","date_gmt":"2017-10-17T12:51:53","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=66221"},"modified":"2017-10-17T10:08:25","modified_gmt":"2017-10-17T13:08:25","slug":"rodovias-do-mato-grosso-do-sul-estao-entre-as-piores-do-pais-aponta-dnit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=66221","title":{"rendered":"Rodovias do Mato Grosso do Sul est\u00e3o entre as piores do Pa\u00eds, aponta DNIT"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (\u00a0DNIT)\u00a0apontou as rodovias federais que cruzam o Mato Grosso do Sul como as piores para se dirigir no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o, chamada de Indicador de Qualidade das Rodovias Federais, levou em conta o quadro geral das vias de responsabilidade do governo federal. Foram checados itens como condi\u00e7\u00f5es do pavimento, quantidade de falhas como buracos, trincamentos e remendos, qualidade da sinaliza\u00e7\u00e3o e altura da vegeta\u00e7\u00e3o no entorno.<\/p>\n<p>Segundo esses crit\u00e9rios, as vias federais que cruzam Mato Grosso do Sul possuem 53% de itens aprovados, ficando \u00e0 frente apenas de Acre (32%) e S\u00e3o Paulo (43%), atr\u00e1s de estados como Amap\u00e1 (98% de aprova\u00e7\u00e3o), Roraima (82%) e Piau\u00ed (83%).<\/p>\n<p>De acordo com a avalia\u00e7\u00e3o, 12% das rodovias federais que atendem o Estado est\u00e3o em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es, 13% em estado ruim e 21% est\u00e3o boas.<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a entre estados, no entanto, n\u00e3o significa desempenho melhor das diretorias regionais do DNIT.<\/p>\n<p>Rodrigo Portal, coordenador de Programa\u00e7\u00e3o e Servi\u00e7os do \u00f3rg\u00e3o, pondera que \u00e9 preciso considerar nos dados por estados a diferen\u00e7a no n\u00famero de quil\u00f4metros de rodovias em cada um deles.<\/p>\n<p>&#8220;O Amap\u00e1 est\u00e1 na frente, mas grande parte da malha deles n\u00e3o \u00e9 pavimentada (asfaltada). S\u00e3o Paulo tem pouco mais de 100 quil\u00f4metros e, se tiver um trecho, o ICM (indicador) vai l\u00e1 para baixo. Estados maiores, como Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, apesar de estarem na frente, a extens\u00e3o de trechos com problema \u00e9 maior do que a de S\u00e3o Paulo&#8221;, apontou.<\/p>\n<p><strong>PROBLEMAS<\/strong><\/p>\n<p>Com pelo menos 20 acidentes registrados somente at\u00e9 aqui no m\u00eas, a BR-262, via que liga Tr\u00eas Lagoas a Campo Grande e \u00e9 o principal acesso do Estado ao Sudeste, ganhou o nada nobre apelido de &#8216;rodovia da morte.&#8217;<\/p>\n<p>As mortes acumuladas no per\u00edodo obrigaram o DNIT a agir. E as obras para restaura\u00e7\u00e3o da BR-262 no trecho que liga Tr\u00eas Lagoas a Campo Grande devem come\u00e7ar em at\u00e9 seis meses. Ess\u00e9 \u00e9 o prazo, segundo Milton Rocha Marinho, superindentende regional do Dnit, para que a empresa escolhida na licita\u00e7\u00e3o entregue o projeto da restaura\u00e7\u00e3o da via no trecho citado e se inicie as obras que prometem revitalizar um ponto classificado como cr\u00edtico e com alta incid\u00eancia de acidentes.<\/p>\n<p>At\u00e9 que a refome ao menos se inicie, o Dnit espera que os servi\u00e7os emergenciais atendam a demanda. Desde o \u00faltimo dia 4, o trecho entre as cidades de Tr\u00eas Lagoas e \u00c1gua Clara passa por opera\u00e7\u00e3o tapa-buraco. Ser\u00e3o dez dias de trabalho, incluindo tamb\u00e9m servi\u00e7os de limpeza e manuten\u00e7\u00e3o do entorno da pista no trecho destacado.<\/p>\n<p>H\u00e1 pelo menos cinco anos usu\u00e1rios da BR-262 pediam obras de melhorias. O custo da recupera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de R$ 149,9 milh\u00f5es. O contrato prev\u00ea melhorias em 187 quil\u00f4metros da pista entre Tr\u00eas Lagoas e Ribas do Rio Pardo. Segundo o Dnit, entre as obras a serem realizadas est\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o da terceira pista e de acostamento em 49 quil\u00f4metros da rodovia na sa\u00edda de Tr\u00eas Lagoas.<\/p>\n<p><strong>INVESTIMENTOS<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o Indicador de Qualidade das Rodovias Federais, 67% da malha est\u00e3o em boas condi\u00e7\u00f5es. Do restante, 20% est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o regular, 7% em situa\u00e7\u00e3o ruim e 5% em estado p\u00e9ssimo. O resultado \u00e9 relativo ao quadro geral das rodovias no primeiro semestre de 2017.<\/p>\n<p>O levantamento foi elaborado por uma equipe de 80 engenheiros, divididos em 35 equipes. Foram analisados os 52 mil quil\u00f4metros que comp\u00f5em a malha vi\u00e1ria federal. N\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddas as estradas estaduais e as rodovias federais concedidas a outros entes p\u00fablicos ou privados para explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As vias consideradas &#8220;boas&#8221; precisam apenas de manuten\u00e7\u00e3o rotineira. As &#8220;regulares&#8221; demandam conserva\u00e7\u00e3o leve, enquanto as &#8220;ruins&#8221; e &#8220;p\u00e9ssimas&#8221; necessitam de ajustes pesados.<\/p>\n<p>De acordo com o DNIT, atualmente s\u00e3o 281 contratos de conserva\u00e7\u00e3o (reparos mais pontuais, como tapar buracos), 113 de restaura\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o (restaura\u00e7\u00e3o inicial maior com manuten\u00e7\u00e3o posterior) e nove de restaura\u00e7\u00e3o (manuten\u00e7\u00e3o mais pesada).<\/p>\n<p>Dos 52 mil quil\u00f4metros de rodovias federais analisados, 4,8 mil n\u00e3o est\u00e3o cobertos por contratos de manuten\u00e7\u00e3o. Nesse total est\u00e3o vias e trechos em boas e p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es. O DNIT n\u00e3o soube informar quantos trechos considerados ruins ou p\u00e9ssimos est\u00e3o sem servi\u00e7o de manuten\u00e7\u00e3o contratada.<\/p>\n<p>Para, a redu\u00e7\u00e3o de investimentos t\u00eam limitado a garantia da conserva\u00e7\u00e3o de parte dos trechos. &#8220;Como estamos com restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias, temos de diminuir as obras. N\u00e3o \u00e9 por falta de contrato, mas de or\u00e7amento. \u00c0s vezes ficamos de m\u00e3os atadas&#8221;, afirmou Portal.<\/p>\n<p>Essa foi a primeira edi\u00e7\u00e3o da pesquisa. A segunda est\u00e1 prevista para o in\u00edcio de 2018. A expectativa \u00e9 que, a partir do ano que vem, as edi\u00e7\u00f5es passem a ser produzidas trimestralmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Correio\u00a0 do Estado &#8211;\u00a0<span class=\"autorNoticia\"><big>RAFAEL RIBEIRO<\/big><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (\u00a0DNIT)\u00a0apontou as rodovias federais que cruzam o Mato Grosso do Sul como as piores para se dirigir no Pa\u00eds. A avalia\u00e7\u00e3o, chamada de Indicador de Qualidade das Rodovias Federais, levou em conta o quadro geral das vias de responsabilidade do governo federal. 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