{"id":70632,"date":"2017-12-07T08:21:04","date_gmt":"2017-12-07T11:21:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=70632"},"modified":"2017-12-07T08:21:04","modified_gmt":"2017-12-07T11:21:04","slug":"copom-reduz-juros-basicos-para-7-ao-ano-o-menor-nivel-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=70632","title":{"rendered":"Copom reduz juros b\u00e1sicos para 7% ao ano, o menor n\u00edvel da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Pela d\u00e9cima vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros b\u00e1sicos da economia. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) reduziu\u00a0ontem (06) a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, de 7,5% ao ano para 7% ao ano. A decis\u00e3o era esperada pelos analistas financeiros.<\/p>\n<p>Com a redu\u00e7\u00e3o, a Selic atinge o menor n\u00edvel desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, anteriormente o n\u00edvel mais baixo da hist\u00f3ria, e passou a ser reajustada gradualmente at\u00e9 alcan\u00e7ar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros b\u00e1sicos da economia.<\/p>\n<p>Apesar do corte, o Banco Central est\u00e1 afrouxando menos a pol\u00edtica monet\u00e1ria. De abril a setembro, o Copom havia reduzido a Selic em 1 ponto percentual. O ritmo de corte caiu para 0,75 ponto em outubro e 0,5 ponto na reuni\u00e3o de ontem. Em nota, o BC informou que a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 se comportando como o esperado e indicou que pode continuar a cortar os juros b\u00e1sicos na pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Copom, no fim de janeiro.<\/p>\n<p>\u201cPara a pr\u00f3xima reuni\u00e3o, caso o cen\u00e1rio b\u00e1sico evolua conforme esperado, e em raz\u00e3o do est\u00e1gio do ciclo de flexibiliza\u00e7\u00e3o, o Comit\u00ea v\u00ea, neste momento, como adequada uma nova redu\u00e7\u00e3o moderada na magnitude de flexibiliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Essa vis\u00e3o para a pr\u00f3xima reuni\u00e3o \u00e9 mais suscet\u00edvel a mudan\u00e7as na evolu\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio e seus riscos que nas reuni\u00f5es anteriores. Para frente, o Comit\u00ea entende que o atual est\u00e1gio do ciclo recomenda cautela na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o IPCA ficou em 0,42% em outubro. Nos 12 meses terminados em outubro, o \u00edndice acumula 2,7%, abaixo do piso da meta de infla\u00e7\u00e3o, que \u00e9 de 3%.<\/p>\n<p>At\u00e9 o ano passado, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) estabelecia meta de infla\u00e7\u00e3o de 4,5%, com margem de toler\u00e2ncia de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para este ano, o CMN reduziu a margem de toler\u00e2ncia para 1,5 ponto percentual. A infla\u00e7\u00e3o, portanto, n\u00e3o poder\u00e1 superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.<\/p>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>No Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria estima que o IPCA encerrar\u00e1 2017 em 3,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em 3,03%, mesmo com os aumentos recentes nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis.<\/p>\n<p>At\u00e9 agosto do ano passado, o impacto de pre\u00e7os administrados, como a eleva\u00e7\u00e3o de tarifas p\u00fablicas; e o de alimentos como feij\u00e3o e leite contribuiu para a manuten\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de pre\u00e7os em n\u00edveis altos. De l\u00e1 para c\u00e1, no entanto, a infla\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a cair por causa da recess\u00e3o econ\u00f4mica e da queda do d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Cr\u00e9dito mais barato<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o cr\u00e9dito e incentivam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo em um cen\u00e1rio de baixa atividade econ\u00f4mica. Segundo o boletim Focus, os analistas econ\u00f4micos projetam crescimento de 0,89% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos pelo pa\u00eds) em 2017. A estimativa est\u00e1 superior \u00e0 do \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, divulgado em setembro, no qual o BC projetava expans\u00e3o da economia de 0,7% este ano.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__22640 img__view_mode__node_gallery_file_display attr__format__node_gallery_file_display\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/node_gallery_display\/public\/infografia_selic.png\" alt=\"infografia_selic\" width=\"100%\" height=\"100%\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela d\u00e9cima vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros b\u00e1sicos da economia. 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