{"id":7454,"date":"2015-08-10T12:10:37","date_gmt":"2015-08-10T16:10:37","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=7454"},"modified":"2015-08-10T12:10:37","modified_gmt":"2015-08-10T16:10:37","slug":"expansao-da-agricultura-brasileira-desafia-agronomos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=7454","title":{"rendered":"Expans\u00e3o da agricultura brasileira desafia agron\u00f4mos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Mais do que a amplia\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de plantio e uma dose extra de investimentos, o pr\u00f3ximo ciclo de expans\u00e3o da agricultura brasileira amplia a demanda por m\u00e3o de obra qualificada no campo. Num momento em que novas tecnologias de produ\u00e7\u00e3o e manejo criam uma nova onda de transforma\u00e7\u00e3o nas fazendas, crescem as exig\u00eancias sobre profissionais como os agr\u00f4nomos, que passam a se reinventar para garantir uma atua\u00e7\u00e3o alinhada as \u00faltimas novidades do setor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mudan\u00e7as na atividade ficam evidentes em eventos que mobilizam profissionais de todo o pa\u00eds, como o 29\u00ba Congresso Brasileiro de Agronomia, que reuniu mais de 2 mil pessoas na semana passada, em Foz do Igua\u00e7u (Oeste do Paran\u00e1). A pauta incluiu t\u00f3picos muito al\u00e9m do trabalho de campo, como forma\u00e7\u00e3o profissional, legisla\u00e7\u00e3o, meio ambiente e log\u00edstica. \u201cA agronomia \u00e9 a ci\u00eancia que det\u00e9m a teoria da agricultura e, atualmente, todos esses temas s\u00e3o pertinentes a atividade\u201d, resume o coordenador geral do encontro, Luiz Antonio Lucchesi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os debates ganham for\u00e7a em um momento de efervesc\u00eancia no setor. Dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) \u2014 entidade que regulamenta o setor \u2014 mostram que atualmente existem mais de 84 mil agr\u00f4nomos em atividade no Brasil. Deste total, 56 mil ingressaram na atividade desde 2001, confirmando que houve um ciclo de renova\u00e7\u00e3o recente no setor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crescimento \u00e9 paralelo ao ciclo de expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o nacional, e se reflete na presen\u00e7a geogr\u00e1fica dos agr\u00f4nomos. A metade de cima do Brasil j\u00e1 concentra um ter\u00e7o de todos os profissionais do pa\u00eds, no lastro das novas fronteiras agr\u00edcolas. \u201cAtualmente existem muitos profissionais que se graduam no Sul e v\u00e3o atuar no Norte e Nordeste, por exemplo, onde est\u00e1 havendo um forte crescimento\u201d, aponta o consultor e conselheiro do Confea, M\u00e1rio Amorim.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/agro.gazetadopovo.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/LQORDI6A.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-89457\" title=\"Agr\u00f4nomo Roderik Wouter Van Der Meer, que atua em uma fazenda em Carambe\u00ed, nos Campos Gerais, diz que atualiza\u00e7\u00e3o profissional precisa ser constante.\" src=\"http:\/\/agro.gazetadopovo.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/LQORDI6A-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amorim tamb\u00e9m avalia que a populariza\u00e7\u00e3o da carreira est\u00e1 ligada a diversifica\u00e7\u00e3o nos ramos de atua\u00e7\u00e3o dos profissionais. \u201cHoje o agr\u00f4nomo n\u00e3o trabalha apenas no lado de dentro da fazenda. Da produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 o consumo de alimentos existem agr\u00f4nomos participando de todo o processo, muitas vezes em temas n\u00e3o relacionados a agricultura. \u201d Entre os principais campos de atua\u00e7\u00e3o est\u00e3o a economia, o direito e a engenharia, destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quadro for\u00e7a o setor a reavaliar sua forma de atua\u00e7\u00e3o. \u201cA agronomia foi a primeira atividade vinculada ao Confea que foi regulamentada, em 1933. Mas desde ent\u00e3o o segmento ficou muito din\u00e2mico, e isso exige aten\u00e7\u00e3o\u201d, pontua o coordenador da C\u00e2mara de Agronomia do Confea, Kleber Santos. Isso inclui o uso de novas tecnologias, como os drones, e m\u00e9todos, como a agricultura de precis\u00e3o. \u201cAl\u00e9m disso, \u00e9 preciso entender as diferentes vis\u00f5es da agricultura, desde o aspecto social da produ\u00e7\u00e3o familiar at\u00e9 os fatores que envolvem a produ\u00e7\u00e3o em escala\u201d, salienta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A necessidade de renova\u00e7\u00e3o \u00e9 reconhecida por quem atua na linha de frente. \u201cA cada safra surge um novo desafio, uma nova doen\u00e7a, um novo inseto. \u00c9 preciso sempre estar atualizado. O agr\u00f4nomo \u00e9 um profissional que n\u00e3o desliga nunca\u201d, conta o agr\u00f4nomo Roderik Wouter Van Der Meer, que atua em uma fazenda em Carambe\u00ed, nos Campos Gerais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica segue em renova\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong><br \/>\nAs novidades que mudam o rumo da agronomia tamb\u00e9m exigem renova\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. \u201cAtualmente o agr\u00f4nomo \u00e9 um profissional valorizado. Para isso precisa ter uma forma\u00e7\u00e3o ampla para acompanhar a velocidade das mudan\u00e7as\u201d, aponta o Norberto Ortigara, secret\u00e1rio da Agricultura do Paran\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O setor monitora com aten\u00e7\u00e3o a \u00e1rea acad\u00eamica, sobretudo em aspectos como a carga hor\u00e1ria dos cursos e os temas ensinados aos estudantes. \u201cA forma\u00e7\u00e3o \u00e9 uma prioridade, temos que buscar mais qualidade do que quantidade. A qualifica\u00e7\u00e3o tem que ser hol\u00edstica, ecl\u00e9tica, pois a atua\u00e7\u00e3o dentro agronomia \u00e9 assim\u201d, aponta o coordenador da C\u00e2mara de Agronomia do Confea, Kleber Santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa necessidade contempla at\u00e9 mesmo ambientes tradicionais. Completando um s\u00e9culo neste ano, o curso de Agronomia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) j\u00e1 formou mais de 4,3 mil agr\u00f4nomos desde a primeira turma formada, em 1915. Neste ano a gradua\u00e7\u00e3o passou por uma reformula\u00e7\u00e3o na grade de ensino, incluindo mat\u00e9rias que trata sobre temas como biotecnologia, georreferenciamento, manejo de alimentos e energia. Al\u00e9m disso, a forma\u00e7\u00e3o passou a permitir que o estudante fa\u00e7a est\u00e1gio obrigat\u00f3rio em outras regi\u00f5es do Brasil ou no exterior, sem preju\u00edzo aos estudos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autor: Igor Castanho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Colaborou Carlos Guimar\u00e3es Filho<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais do que a amplia\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de plantio e uma dose extra de investimentos, o pr\u00f3ximo ciclo de expans\u00e3o da agricultura brasileira amplia a demanda por m\u00e3o de obra qualificada no campo. 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