{"id":8733,"date":"2015-08-27T08:40:02","date_gmt":"2015-08-27T12:40:02","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=8733"},"modified":"2015-08-27T08:48:07","modified_gmt":"2015-08-27T12:48:07","slug":"agricultores-do-medio-norte-de-mt-recebem-fertilizantes-adulterados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=8733","title":{"rendered":"Agricultores do m\u00e9dio-norte de MT recebem fertilizantes adulterados"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Segundo dados da Aprosoja-MT, mais de 15% dos fertilizantes entregues no estado sofrem adultera\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um grupo de 40 produtores de Nova Mutum, no m\u00e9dio-norte de Mato Grosso, recebeu uma carga de fertilizantes adulterados produzidos pela empresa Macrof\u00e9rtil, localizada em Paranagu\u00e1 (PR). Ap\u00f3s an\u00e1lise de uma amostra das 9 mil toneladas adquiridas, 31 toneladas estavam com o teor de nutrientes 75% abaixo do n\u00edvel aceit\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O insumo chegou h\u00e1 uma semana. Na hora da aplica\u00e7\u00e3o, um dos agricultores observou que alguns pacotes do material estavam visualmente fora do padr\u00e3o. A empresa se comprometeu a n\u00e3o deixar os consumidores no preju\u00edzo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 A preocupa\u00e7\u00e3o existe, mesmo porque a grande parte desse volume total n\u00e3o foi utilizada ainda e n\u00e3o tem como fazer uma remo\u00e7\u00e3o ou pr\u00e9-utiliza\u00e7\u00e3o para detectar esse problema. Ent\u00e3o n\u00f3s temos o risco de ainda ter alguma carga no meio do volume que pode aparecer. N\u00f3s temos esse risco \u2013 explica o coordenador do grupo de compras dos produtores, Airton Botaro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso semelhante aconteceu em Cl\u00e1udia, no norte do estado. L\u00e1, os propriet\u00e1rios da Fazenda Para\u00edso receberam a carga de fertilizantes, mas perceberam que algo estava errado quando um dos pacotes se rompeu e o material que vazou n\u00e3o parecia adubo, mas, sim, areia. O produto foi adquirido por meio de uma cooperativa local, que intermediou a negocia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m com a Macrof\u00e9rtil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Constatei que todos estavam sem aquele pl\u00e1stico branco por dentro, a\u00ed come\u00e7amos a olhar e cavucar. Vimos que todos tinham uma camada por cima de, aproximadamente, 5 cm de adubo normal e para baixo era tudo um material branco, que n\u00e3o parecia ser fertilizantes. N\u00f3s levamos sorte de termos percebido antes de aplicar, sen\u00e3o poderia ser tarde \u2013 lembra o produtor Ivan Marx Hoffman.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma amostra do conte\u00fado foi analisada por um laborat\u00f3rio contratado pelos pr\u00f3prios produtores e atestou que o material era falso. Dias depois, segundo as v\u00edtimas, um analista da empresa fabricante tamb\u00e9m reconheceu a adultera\u00e7\u00e3o. O material foi substitu\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carga adulterada valia R$ 140 mil. Se os produtores n\u00e3o tivessem visto o problema logo no in\u00edcio, os preju\u00edzos financeiros poderiam chegar a R$ 500 mil. Um boletim de ocorr\u00eancia foi registrado na delegacia do munic\u00edpio, mas a investiga\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o foi conclu\u00edda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pr\u00e1tica comum<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), cerca de 15% dos fertilizantes entregues no estado s\u00e3o adulterados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 N\u00e3o podemos perder, de maneira nenhuma, em um ano desse, que o custo de produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 alto. A produtividade deve ser buscada e fazer um plantio com fertilizantes que n\u00e3o estejam com a qualidade devidamente comprada. Para isso, tem o Procon, h\u00e1 entidades e institui\u00e7\u00f5es que podem ser recorridas. Ent\u00e3o busque informa\u00e7\u00e3o e sempre tenha um profissional ao seu lado \u2013 orienta o diretor-t\u00e9cnico da Aprosoja-MT, Nery Ribas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O delegado da Aprosoja-MT Emerson Zancanaro explica que a <strong>entidade est\u00e1 orientando os produtores rurais como proceder neste caso<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 N\u00f3s estamos alertando os produtores para proceder, na hora do recebimento da carga, uma melhor observa\u00e7\u00e3o, os lacres dos produtos, se as embalagens est\u00e3o coerentes com o que a empresa est\u00e1 fornecendo e que fa\u00e7am a inspe\u00e7\u00e3o visual do produto antes da aplica\u00e7\u00e3o. A gente acredita que o produto deve ter sa\u00eddo corretamente dentro da empresa. N\u00f3s acreditamos que deve ter ocorrido uma adultera\u00e7\u00e3o durante o caminho da f\u00e1brica at\u00e9 o campo \u2013 afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outro lado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por meio de noite, a holding Dreyfrus, propriet\u00e1ria da marca Macrof\u00e9rtil, informou que est\u00e1 ciente do ocorrido e tem total interesse no esclarecimento da situa\u00e7\u00e3o. A empresa refor\u00e7ou que segue colaborando nas investiga\u00e7\u00f5es junto \u00e0s autoridades competentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mana\u00edra Lacerda | Cl\u00e1udia e Nova Mutum (MT)<\/strong> canal rural<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo dados da Aprosoja-MT, mais de 15% dos fertilizantes entregues no estado sofrem adultera\u00e7\u00f5es \u00a0 Um grupo de 40 produtores de Nova Mutum, no m\u00e9dio-norte de Mato Grosso, recebeu uma carga de fertilizantes adulterados produzidos pela empresa Macrof\u00e9rtil, localizada em Paranagu\u00e1 (PR). 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