{"id":97847,"date":"2018-10-03T08:17:59","date_gmt":"2018-10-03T12:17:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ocorreionews.com.br\/?p=97847"},"modified":"2018-10-03T08:17:59","modified_gmt":"2018-10-03T12:17:59","slug":"prefeitura-de-chapadao-do-sul-apoia-o-outubro-rosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=97847","title":{"rendered":"Prefeitura de Chapad\u00e3o do Sul apoia o Outubro Rosa"},"content":{"rendered":"<p>Para o Brasil, estimam-se 59.700 casos novos de c\u00e2ncer de mama, para cada ano do bi\u00eanio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres (Tabela 1). Sem considerar os tumores de pele n\u00e3o melanoma, esse tipo de c\u00e2ncer tamb\u00e9m \u00e9 o primeiro mais frequente nas mulheres das Regi\u00f5es Sul (73,07\/100 mil), Sudeste (69,50\/100 mil), Centro-Oeste (51,96\/100 mil) e Nordeste (40,36\/100 mil). Na Regi\u00e3o Norte, \u00e9 o segundo tumor mais incidente (19,21\/100 mil).<\/p>\n<p>Em termos globais, excluindo-se os c\u00e2nceres de pele n\u00e3o melanoma, o c\u00e2ncer de mama constitui-se no mais frequente e comum tumor maligno entre as mulheres, com uma estimativa, para o ano de 2012, de 1,67 milh\u00e3o de casos novos diagnosticados, o que corresponde a 25,2% de todos os tumores malignos femininos e a uma taxa de incid\u00eancia de 43,3\/100 mil. \u00c9 a primeira causa de morte por c\u00e2ncer entre as mulheres, sendo estimadas 522 mil mortes para 2012, o que representa 14,7% de todos os \u00f3bitos. Embora tenha uma taxa de mortalidade maior do que qualquer outro c\u00e2ncer (12,9\/100 mil), o c\u00e2ncer de mama tem letalidade relativamente baixa, dado que a taxa de mortalidade \u00e9 menor que um ter\u00e7o da taxa de incid\u00eancia. \u00c9 tamb\u00e9m o mais prevalente, com aproximadamente 8,7 milh\u00f5es de sobreviventes previstos em 2012.<\/p>\n<p>Observa-se uma variabilidade na incid\u00eancia segundo as Regi\u00f5es do mundo, com taxas variando de 27,0\/100 mil na \u00c1frica Central e \u00c1sia Oriental a 92,0\/100 mil na Am\u00e9rica do Norte. Em virtude da sobrevida mais favor\u00e1vel nas Regi\u00f5es desenvolvidas, a variabilidade das taxas de mortalidade \u00e9 menor, 6,0\/100 mil na \u00c1sia Oriental a 20,0\/100 mil na \u00c1frica Ocidental.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia da incid\u00eancia tem aumentado na maioria das Regi\u00f5es do mundo. Entretanto, nos pa\u00edses altamente desenvolvidos, a incid\u00eancia atingiu uma estabilidade seguida de queda na \u00faltima d\u00e9cada. Ainda nesses pa\u00edses, as taxas de mortalidade apresentaram uma tend\u00eancia de decl\u00ednio desde o final da d\u00e9cada de 1980 e in\u00edcio de 1990, refletindo uma combina\u00e7\u00e3o de melhoria na detec\u00e7\u00e3o precoce, por meio de rastreamento populacional, e interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas mais eficazes.<\/p>\n<p>Em 2015, no Brasil, ocorreram 15.403 \u00f3bitos por c\u00e2ncer de mama. M\u00faltiplos fatores est\u00e3o envolvidos na etiologia do c\u00e2ncer de mama: idade da primeira menstrua\u00e7\u00e3o menor do que 12 anos; menopausa ap\u00f3s os 55 anos; mulheres que nunca engravidaram ou nunca tiveram filhos (nuliparidade); primeira gravidez ap\u00f3s os 30 anos; uso de alguns anticoncepcionais e terapia de reposi\u00e7\u00e3o hormonal (TRH) na menopausa, especialmente se por tempo prolongado; exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante; consumo de bebidas alco\u00f3licas; dietas hipercal\u00f3ricas; sedentarismo; e predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica (pelas muta\u00e7\u00f5es em determinados genes transmitidos na heran\u00e7a gen\u00e9tica familiar \u2013 principalmente por dois genes de alto risco, BRCA1 e BRCA2.<\/p>\n<p>Nos pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia rendas, o diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de mama ocorre em est\u00e1gios mais avan\u00e7ados da doen\u00e7a, aumentando a morbidade relacionada ao tratamento, 34 comprometendo a qualidade de vida e reduzindo a sobrevida dos pacientes. No intuito de modificar esse cen\u00e1rio, o controle do c\u00e2ncer de mama tem sido uma das prioridades na agenda da Pol\u00edtica Nacional de Sa\u00fade do Brasil.<\/p>\n<p>Assim, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, por meio da publica\u00e7\u00e3o \u201cDiretrizes para a Detec\u00e7\u00e3o Precoce do C\u00e2ncer de Mama no Brasil\u201d, recomenda a identifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em est\u00e1gios iniciais por interm\u00e9dio das estrat\u00e9gias de detec\u00e7\u00e3o precoce, pautadas nas a\u00e7\u00f5es de rastreamento e diagn\u00f3stico precoce. A mamografia bienal para as mulheres na faixa et\u00e1ria de 50 a 69 anos \u00e9 a estrat\u00e9gia de rastreio indicada, enquanto o diagn\u00f3stico precoce \u00e9 formado pelo trip\u00e9: popula\u00e7\u00e3o alerta para os sinais e sintomas suspeitos; profissionais de sa\u00fade capacitados para avaliar os casos suspeitos; e sistemas e servi\u00e7os de sa\u00fade preparados para garantir a confirma\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica oportuna e com qualidade.<\/p>\n<p>Frente as indica\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a Secretaria Municipal de Sa\u00fade, pensando em facilitar e tornar mais pr\u00e1tico o processo de realiza\u00e7\u00e3o dose exames de mamografias, fornece atrav\u00e9s das Unidades de Sa\u00fade as solicita\u00e7\u00f5es de exames de Mamografias onde juntamente com a c\u00f3pia dos documentos pessoais da mulher s\u00e3o enviados para o setor de regula\u00e7\u00e3o para as formula\u00e7\u00f5es devidas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o Brasil, estimam-se 59.700 casos novos de c\u00e2ncer de mama, para cada ano do bi\u00eanio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres (Tabela 1). 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