‘COISA DE DOIDO’: Basta consultar o ‘google’ e sabemos tudo. Aí ficamos sábios, damos show de conhecimento. Esse ‘poço de sabedoria’ ajuda a todos nós: do mecânico ao médico em dúvida. Para arrematar, a fantástica ‘inteligência artificial’ espalha a preguiça para a gente não pensar mais. Onde é que vamos parar?
CONCEITOS: Política é a atividade exercida pelo cidadão quando exerce seus direitos versando sobre assuntos públicos através da sua opinião e do seu voto. A política vai além dos debates parlamentares e das disputas eleitorais. Ela se faz presente em todos aspectos do nosso cotidiano, na família e no grupo social.
UM INSTANTE! É preciso dosar os elogios aos políticos tidos como tecnocratas sob pena de execrarmos o político raiz, responsável pela ação de ouvir as comunidades. Cabe lembrar que os técnicos chegam ao poder tendo os políticos tradicionais como aliados de primeira hora. Mas nem sempre os argumentos técnicos seduzem o eleitor.
COITADINHOS? A União ajuda muito mais os pequenos municípios do que as metrópoles: R$1.816,21 (per capita) e R$ 392,77 respectivamente. Além das transferências obrigatórias como o FPM, o Fundeb na educação e os repasses do SUS na saúde, houve também a explosão de emendas direcionadas as cidades de porte menor.
DISTORÇÕES: Às vezes pequenas localidades ganham recursos e que são aplicados sem o devido planejamento. Exemplo: instalar um posto de saúde sem ter verba para contratar médicos ou adquirir equipamentos sem técnicos para operá-los. Falta análise de como a verba está sendo repassada/aplicada e quais as consequências de tudo isso.
CONCLUSÃO: O sistema federativo acaba sendo prejudicado diante destas distorções na aplicação do dinheiro público. Percebe-se: o olhar político só interessado no retorno eleitoral, não leva em conta vários aspectos. Um deles: a falta de projetos qualificados para atender esse e aquele setor da administração. Aí, gasta-se mal a verba carimbada.
TARCÍSIO DE FREITAS: “…Eu sei eu tudo isso aqui vai passar…os amigos por interesse vão embora…esse glamour de governador vai acabar…morar no palácio vai acabar. E a gente vai voltar a vida que nós tínhamos e nós vamos ser felizes…Eu não me importo em nenhum momento de voltar pra onde a gente veio…” (em 17/junho/2024)
MUDANÇAS: Esse trecho do discurso retrata a posição dele naquele momento. Mas o cenário mudou e ele também. O caso Bolsonaro, sua atuação como gestor e seu nome em destaque nas pesquisas são fatores que influenciam a nova postura de Tarcísio. Suas declarações na Festa do Peão em Barretos mostram bem isso. Portanto…
APEGO AO PODER: Questiona se os filhos de Bolsonaro teriam interesse em fomentar a sobrevivência do bolsonarismo sem o ex-presidente ou alguns deles no comando? Essa situação nos remete a época da conturbada França de Luiz XV e com a pretensiosa frase de sua amante Madame de Pompadour: “Depois de nós, o dilúvio”.
LEMBRETE 1: Em 2026 o tempo poderá ser o maior adversário dos candidatos. Mais letal que os adversários. A tese se aplica aos cenários estadual/nacional. Os políticos são comparáveis aos aviões com tempo fixo de voo: os equipamentos se desgastam e devem ser trocados. Mas os políticos rejeitam a recomendação e são ‘abatidos’ em pleno voo.
LEMBRETE 2: “Nada existe de permanente, a não ser a mudança” – dizia Heráclito bem antes de Cristo. Basta o leitor exercitar a memória e identificará em sua cidade e estado, – a cada eleição – políticos derrotados pelo ‘excesso de horas de voo’. Tem políticos que até tentam maquiar os sinais da fadiga, mas acabam despachados.
LEMBRETE 3: Candidato perfeito? Nem por encomenda no ‘Mercado Livre’. Hoje a internet permite profunda investigação sobre o currículo do político. O eleitor cada vez mais cético, tende adotar outro olhar nas relações com os políticos. Quais os vínculos que o prenderiam? Favores, empregos? Os cabrestos cada vez mais raros.
CONFIANÇA: Pelo que tenho ouvido de deputados na Assembleia, a candidatura de Gerson Claro ao Senado segue firme e forte, com espaço para consolidar. O presidente da Assembleia Legislativa vem se revelando artesão político aplicado nesta fase delicada e decisiva de costuras que exige habilidade e também coragem. É claro!
DÚVIDAS: Não faltam nos papos do saguão da Assembleia, onde os políticos são dissecados um a um. ‘Como Reinaldo será recebido no PL de Bolsonaro? Conseguirá ser o líder como no PSDB? Atravessará sem desgastes o período nebuloso envolvendo seu nome na justiça? O excesso de exposição na mídia não resultará em fadiga eleitoral?
APOSTAS: Apenas duas candidaturas competitivas ao Governo em 2026? O que antes parecia questão resolvida vai apresentando mais dúvidas do que certeza. Essa prisão de Bolsonaro tende a aumentar a ferida eleitoral, dando espaço ao grupo mais identificado com a direita radical. Isso sem contar a animação do PT devido ao fator Lula.
DIVÓRCIO: Nem sempre o termo ‘amigável’ condiz com a realidade das partes. A saída (futura) do PT do Governo Riedel, por mais tranquila que seria na versão petista, deve ter desdobramentos no embate eleitoral. As críticas sutis de hoje dos petistas na Assembleia ganharão outra dimensão em breve. Um ‘casamento’ por interesses.
REAÇÕES: Nos corredores da Assembleia fala-se que o Governo Riedel já estaria preparando munição para se defender das futuras críticas petistas. No fundo, ele sempre soube que essa ‘convivência’ fora por interesses mútuos e que em 2026 terá que medir forças com os apoiadores de Lula. Aliás, até as crianças sabiam.
A PARTILHA: Sem entrar no mérito em respeito ‘in memoriam’ ao saudoso Nelson Trad, ouço observações sutis sobre o uso referencial pelos filhos e a disputa pelo seu espólio político. Cada um deles, por interesse próprio, em cada ocasião, com citações sobre o elogiado currículo do pai. Mas convém lembrar: O Nelson era político.
PILULAS DIGITAIS:
- Garotinho, Eduardo Cunha e José R, Arruda de volta? O Brasil merece!
- Eleições: quem tem dinheiro ganha. Quem não tem, apanha! (internet)
- Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza. (Oscar Wilde)
- Se os porcos votassem, o tratador deles seria eleito, não importa quantos suínos ele já abatera no recinto ao lado. (Orson S. Card)
- Incoerência chamar eleições de festa democrática, se o voto é obrigatório. (internet)
- Todo cego moral se julga um guia dos povos. (Millôr)