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Amplavisão – Janela partidária: surpresas e dúvidas nas filiações

EXPECTATIVA: A velha dúvida que já se desenha: “quais deputados estaduais não terão êxito na tentativa da reeleição?” Não há como tirar a lista do bolso do colete. Trata-se de eleição casada com o pleito nacional – o que pode influenciar de forma positiva ou não. O alcance e efeitos dos ‘ventos’ do Planalto são imprevisíveis.

RETROVISOR: Apenas para ilustrar: no pleito de 2022 para deputado estadual, houve renovação de 29,17%. Deixaram aquela casa:  Eduardo Rocha, Marçal Filho, capitão Contar, Felipe Orro, Evander Vendramini, Herculano Borges, Barbosinha e Paulo Duarte. Uns derrotados, outros se lançaram a diversos projetos políticos.

ATENÇÃO: Não basta que o parlamentar seja atuante ao longo do mandato. Isso até ajuda, mas não é determinante. Será que ele está no partido certo? Como estão suas relações com seus eleitores e com a administração estadual? Tem atendido ao menos parte de seus reclamos? Têm mantido contato com suas bases eleitorais?

FATOR NOVO: Em todas as eleições há surpresas com o desempenho de candidatos vistos no início da campanha como ‘patinhos feios’. Aposto que o leitor já identificou alguns deles nos últimos pleitos. Agora, as federações partidárias poderão prejudicar nomes de grifes e até beneficiando outros de menor porte, às vezes estreantes.

EXEMPLO: Em 2022, vários candidatos se elegeram com menos votos daqueles obtidos por concorrentes de outras siglas. Casos de Rinaldo, Pedrossian Neto, Lia Nogueira e Hashioka. E foram beneficiados pelo sistema da proporção, regras do quociente eleitoral e distribuição de sobras. Candidatos não são eleitos apenas pela votação individual, mas também pelo desempenho do partido ou federação.

PREOCUPA: Em algumas pesquisas temos notado um número expressivo de eleitores pesquisados que se negam a opinar. Pergunto: seria meio caminho andado para deixar de votar no futuro? Lembra aquele cidadão – casado várias vezes sem sucesso – e que não admite repetir a experiência do matrimônio. Trata-se do ressabiado convicto.

QUESTÕES: Candidato não pode se fiar cegamente nos votos que obteve na sua última eleição, como se tratasse de um patrimônio sólido, imune as ‘intempéries’ do tempo. Se cada eleição tem roteiro próprio e personagens diferentes, é preciso saber qual a leitura que o eleitorado – hoje em constante movimento – faz do candidato.

NADA MAIS? Pelo andar da carruagem, o MDB, que deu as cartas por muitos anos, até agora reduzido as candidaturas viáveis de Puccinelli e Junior Mochi. A própria postura do ex-governador talvez tenha ajudado a espantar outros nomes com relativo potencial de ajudar o partido. O MDB prova: partido que não se renova acaba na UTI.

SURPRESAS-1: Elas não faltaram nesta reta final da janela partidária. Cada político fazendo as contas das possibilidades levando em conta a concorrência interna do partido e da federação. Tudo terá sido possível. Ainda é difícil apontar quem acertou ou acertou. Mas o festival de filiações movimentou os bastidores dos partidos. Isso é bom.

SURPRESAS-2: Pretendente à Câmara, Hashioka deixou o União Brasil e ingressou no Republicanos, a exemplo de Jaime Verruck.  Resende recorreu à direção nacional do União Brasil para se filiar. Carlos Bernardo e Rose acolhidos nesta sigla; Dagoberto se filiou ao PP. A Federação União Progressista terá os vereadores Isa Marcondes, de Dourados, Neto Santos, da capital, Beto Pereira, Alan Guedes e Luiz Ovando. Time pesado.

SURPRESAS-3: Vice-governador Barbosinha deixando o PSD rumo ao Republicanos. O mesmo caminho escolhido por Renato Câmara, Pedrossian Neto e Beto Pereira. O objetivo é eleger 4 estaduais e 2 federais.  Antes a sigla tinha apenas Antônio Vaz, agora é vista como sigla de futuro. Aliás, chegaram a vetar o ingresso de Geraldo Resende. Jerson Domingos e Rose – caras novas no União Brasil. Eduardo Rocha – indefinido.

VOLTA POR CIMA: Antes tido em baixa, o PSDB saiu revigorado apesar das perdas de Dagoberto, Resende e Beto. A sigla ganhou Bia Cavassa (vice prefeita de Corumbá), deputado Paulo Duarte, vereador Juari (capital) e Viviane Luiza (Secretária Estadual da Cidadania). Notei um ambiente de otimismo no evento de filiação no ninho tucano. É esperar para conferir.

HIPOCRISIA: O MPE não faz o que prega contra os servidores comissionados no serviço público? Está na mídia: No final de 2025 o órgão dispunha de 507 cargos. Destes, 41 ocupados por servidores efetivos, 2 por membro e 462 por pessoas sem qualquer vínculo, frente a 488 cargos efetivos criados e 448 providos. Haveria apadrinhado ganhando R$ 47,5 mil.

CRIME ORGANIZADO: “Esquemas que surfam nas lacunas e brechas deixadas não só por uma legislação frouxa e uma fiscalização insuficiente, como também por aqueles que deveriam estar julgado os criminosos nos tribunais, mas que na verdade estão ao lado deles…”. (Trecho do artigo “Abastecendo no posto de combustível do crime organizado” – Adriana Fernandes – Folha de São Paulo)

 

 

 

PILULAS DIGITAIS:

 

 

 

  • No Brasil, só o crime é organizado. (na internet)
  • Noventa por cento do que escrevo é invenção, dez por cento é mentira. (Manoel de Barros)
  • Política é a arte de enfiar a mão na merda. Os delicados pedem desculpas, tem dor de cabeça e se retiram. (Otto Lara Resende)
  • Não ter vaidade é a maior de todas. Vaidade – excremento do talento. (Millôr)
  • Gente, como se faz pra ter dinheiro? Me falaram que era trabalhando, mas não é! (internet)
  • Sou contra milionário, mas seria perigoso me oferecerem essa posição. (Mark Twain)
  • Há muita gente que confunde memória curta com consciência tranquila. (Doug Larson)
  • Cheguei à conclusão que 95% das pessoas interrogadas pelo Ibope, não sabem de que é que estão falando. (Millôr)
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