A professora de biologia Isa Lucia de Morais, de 52 anos, desapareceu dentro do Parque Nacional das Emas, em Chapadão do Céu, no sudoeste de Goiás. Segundo o Corpo de Bombeiros, Isa Lucia estava com duas alunas quando se perdeu na quinta-feira (2).
As buscas começaram na noite, quando os militares foram acionados. A professora é moradora de Quirinópolis-GO, mas estava no parque com duas alunas que realizavam a catalogação de plantas na região. Segundo elas, o grupo usava um GPS para se deslocar na mata.
Por volta das 16h30, a professora teria se afastado do grupo durante o trajeto de retorno ao carro. Segundo os bombeiros, as alunas tentaram encontrar a professora por conta própria antes de entrar em contato com a direção do parque.
As buscas se estenderam até a madrugada. Os militares usaram drones equipados com câmeras térmicas, mas nenhum vestígio da professora foi encontrado.
Pela manhã, as buscas foram retomadas e a corporação acionou uma equipe com cães de busca para intensificar o trabalho. Após quase um dia perdida, Isa foi encontrada às 12h desta sexta-feira (3), em bom estado de saúde, apenas debilitada pelo cansaço.
Em nota à TV Anhanguera, o Instituto Chico Mendes, responsável pela administração do parque, afirmou que a ocorrência aconteceu em uma área de acesso restrito, onde são realizadas atividades autorizadas de pesquisa científica e manejo técnico.

A professora disse que estava sem água e comida durante as mais de 20 horas em que ficou desaparecida.
“Fiquei andando em círculos o resto da tarde, sem água e sem comida. Quando escureceu, eu deitei embaixo de uma árvore porque estava chovendo. Eu passei muito frio à noite, uma situação desesperadora”, contou ela em um vídeo gravado após o resgate.
A professora conta que sentiu um “alívio gigantesco” quando escutou os gritos dos bombeiros na mata. O Parque Nacional das Emas é uma unidade de conservação com uma área de 132 mil hectares, que abrange os municípios de Mineiros-GO, Chapadão do Céu-GO e parte em Costa Rica, que fica em Mato Grosso do Sul.
Durante a noite, ela conta que escolheu uma árvore com folhas largas para se abrigar e que sentia cãibras pela desidratação.











