A Petrobras aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN3), localizada em Três Lagoas (MS). A previsão é que as obras voltem a ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano. A fábrica de fertilizantes está paralisada desde 2015. O investimento estimado para concluir a estrutura é de cerca de US$ 1 bilhão (quase R$5 bilhões na cotação atual).
Em novembro de 2025, a empresa chegou a projetar a entrega da fábrica para 2029. Conforme o anúncio, o projeto passou por reavaliação criteriosa que confirmou a viabilidade técnica e econômica do empreendimento. A estimativa, agora, é que as operações comerciais iniciem em 2029.
Com a retomada das obras, a estatal espera gerar 8 mil empregos até que a fábrica seja concluída.
Sobre a UFN-3
O projeto prevê a produção anual de cerca de 1,2 milhão de toneladas de ureia e 70 mil toneladas de amônia. A localização da unidade facilita o atendimento a produtores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, regiões com alta demanda por ureia.
A amônia é usada na fabricação de fertilizantes e produtos petroquímicos. A ureia, fertilizante nitrogenado mais consumido no país, deve alcançar demanda próxima de 7 milhões de toneladas em 2024, atualmente atendida apenas por importações. O produto também é usado na pecuária como complemento alimentar para ruminantes.
Histórico do empreendimento
As obras começaram em 2011 e foram interrompidas em dezembro de 2014, quando a Petrobras encerrou o contrato com o consórcio responsável pela construção, alegando descumprimento contratual.
Em fevereiro de 2017, a estatal anunciou a venda da UFN-3 e da Araucária Nitrogenados (ANSA) dentro da estratégia de desinvestimentos e saída do setor de fertilizantes. Em maio de 2018, a empresa informou ao mercado que iniciaria negociações exclusivas por 90 dias com o grupo russo Acron.
O processo, porém, foi suspenso após decisão liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que proibiu a venda de estatais sem aval do Congresso. Em junho de 2018, o plenário manteve a proibição para estatais, mas autorizou a venda de subsidiárias.
Dias depois, a Petrobras retomou a venda da UFN-3 e da ANSA, afirmando que “a operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria da alocação do capital da companhia”.
A UFN-3 foi colocada à venda em 2017. O grupo russo demonstrou interesse, mas desistiu devido a dificuldades no fornecimento de gás natural, previsto para vir da Bolívia.











