O mercado da soja apresentou comportamento misto nesta quinta-feira, refletindo fatores distintos entre demanda externa, derivados e condições produtivas. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário foi marcado por pressão nas cotações do grão e sustentação nos preços do óleo.
Na Bolsa de Chicago, os contratos mais curtos da soja recuaram diante do desempenho fraco das exportações semanais, que somaram 247,9 mil toneladas, queda de 16% frente à semana anterior. A participação chinesa chamou atenção negativamente, com apenas 15,8 mil toneladas adquiridas, muito abaixo do esperado. Ao mesmo tempo, a redução da área sob seca nos Estados Unidos favoreceu o plantio, contribuindo para a pressão sobre os preços.
Em sentido oposto, o óleo de soja avançou com força, impulsionado pelo esmagamento recorde e estoques apertados, o que ajudou a limitar perdas nos contratos mais longos. No Brasil, a projeção de exportações para abril foi elevada para 16,67 milhões de toneladas.
No campo, o avanço da colheita ocorre de forma desigual entre os estados. No Rio Grande do Sul, os trabalhos atingem metade da área, com produtividade média de 2.871 kg por hectare, mas com forte variação regional devido ao clima irregular. A logística segue pressionada pelo custo do diesel e pela necessidade de secagem dos grãos.
Em Santa Catarina, a colheita avança mais lentamente e enfrenta limitações de armazenagem e escoamento. No Paraná, apesar da produção recorde de 22 milhões de toneladas, os produtores lidam com margens apertadas, influenciadas pelo câmbio e pelos custos logísticos.No Centro-Oeste, os recordes de produção em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso evidenciam déficits estruturais de armazenagem, que forçam a venda imediata e elevam os custos de transporte. Esse cenário limita a rentabilidade, mesmo diante de produtividades elevadas.











