Um advogado e o irmão dele, comerciante, foram presos nesta quarta-feira (22) com 144 iPhones importados ilegalmente dos Estados Unidos através do Paraguai e introduzidos no mercado brasileiro sem recolhimento de impostos.
A prisão foi feita por policiais rodoviários federais da Delegacia Especializada de Fronteira na rodovia estadual MS-270, entre o distrito de Itahum e a cidade de Dourados, a 251 km de Campo Grande. O advogado fazia o serviço de batedor de estradas para a carga ilegal, que tinha ainda outros eletrônicos, como iPads e um computador portátil também da marca Apple.
De acordo com a PRF, o advogado viajava em um Mitsubishi Outlander e foi o primeiro a ser abordado. Ele informou aos policiais que era advogado residente em Dourados e voltava de Ponta Porã. As rodovias estaduais MS-164 e MS-270 fazem parte da rota bastante utilizada por contrabandistas e traficantes para tentar fugir de fiscalização mais rigorosa na BR-463.
Ao perceber a presença dos policiais na rodovia, o condutor de uma caminhonete S10 tentou fugir por uma estrada de chão, mas foi alcançado e detido. Durante vistoria, os agentes da PRF localizaram os eletrônicos num compartimento oculto no banco traseiro.
Eles informaram que importa os celulares dos EUA e faz a retirada no Paraguai. Depois, os equipamentos são vendidos no mercado nacional, sem recolhimento de impostos.
Diferente do contrabando, os produtos de descaminho são legais, mas entram no país sem recolhimento de impostos. O crime é afiançável. Os dois irmãos já tinham sido presos pelo mesmo crime, em 19 de junho de 2023, no interior de São Paulo.

Além do advogado e do irmão dele, comerciante, o sogro do primeiro também foi autuado na Delegacia da Polícia Federal. Ele viajava com o genro em uma SUV Mitsubishi Outlander. Segundo a polícia, o advogado e o sogro faziam serviço de “batedores” da carga ilegal, que seguia na caminhonete S10 conduzida pelo comerciante.
Os três passaram a noite na carceragem da Polícia Federal em Dourados e ainda hoje devem ser levados para audiência de custódia na Justiça Federal. O delegado plantonista estipulou fiança de R$ 30 mil (R$ 10 mil para cada um deles), mas até agora o valor não foi recolhido.











