Carregando stories...
Correio News Logo
×
Carregando vídeo...
COMPARTILHE

O mercado de milho começou a semana pressionado nos contratos futuros, enquanto o físico manteve baixa liquidez e oferta limitada em diferentes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 acompanhou a forte queda de Chicago e do petróleo, encerrando a segunda-feira em baixa, apesar do descolamento ainda existente entre os preços futuros e os valores praticados no mercado interno.

O Cepea apontou que, mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, o volume disponível para negociação segue restrito. Produtores permanecem afastados das vendas, atentos à valorização internacional e à possibilidade de melhora na paridade de exportação. Na outra ponta, compradores priorizam o consumo dos estoques e aguardam uma oferta maior com a evolução dos trabalhos no campo.

Na B3, o contrato setembro de 2026 fechou a R$ 69,21 por saca, queda diária de R$ 1,37. Novembro encerrou a R$ 73,36, recuo de R$ 1,54, enquanto janeiro de 2027 terminou a R$ 76,30, baixa de R$ 1,00 no dia.

No Rio Grande do Sul, as indicações variaram entre R$ 57,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 59,04. Em Santa Catarina, as referências ficaram próximas de R$ 60,00, enquanto a demanda girou ao redor de R$ 55,00. No Paraná, as negociações também foram pontuais, com oferta crescendo de forma gradual e colheita em 29% da área, abaixo da média histórica de 41,8%.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 48,00 e R$ 50,05 por saca. A colheita chegou a 20% da área, ainda abaixo da média histórica, mas a demanda da indústria de bioenergia ajudou a absorver parte da produção e a limitar uma pressão mais forte sobre os preços.

Agrolink – Leonardo Gottems


COMPARTILHE