A infraestrutura logística e seus efeitos sobre a competitividade das exportações brasileiras de algodão estarão em debate no III Congresso Nacional de Usuários dos Transportes de Cargas, marcado para 12 de agosto, em Brasília. O encontro reunirá representantes do setor produtivo, autoridades e especialistas para discutir investimentos, segurança jurídica, eficiência operacional e modernização regulatória.
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão participará como apoiadora institucional e levará ao evento preocupações sobre os gargalos que ainda limitam o comércio exterior. Entre os principais pontos estão a concentração dos embarques no Porto de Santos, a necessidade de novos terminais, ferrovias e hidrovias, além da burocracia nos processos aduaneiros e fitossanitários.
O debate ocorre após o Brasil se tornar, em 2024, o maior exportador mundial de algodão. Para a entidade, manter essa posição exige ampliar a capacidade logística, diversificar os portos utilizados e fortalecer a multimodalidade. Mais de 95% das exportações brasileiras da fibra passam por Santos, cenário que eleva custos e aumenta a dependência de uma única rota.
associação também defenderá maior diálogo entre o setor produtivo e o poder público para acelerar investimentos e aperfeiçoar regras. A avaliação é que decisões alinhadas à realidade das operações podem reduzir o Custo Brasil, dar previsibilidade aos embarques e preservar a competitividade do algodão nacional.
“Quem está diariamente na operação conhece os impactos das ineficiências e pode contribuir para decisões mais alinhadas à realidade das exportações brasileiras. A Anea defende um diálogo permanente para que o país continue ampliando sua competitividade e preservando sua posição de liderança no mercado internacional”, conclui presidente do Comitê de Logística da entidade, Brenno Queiroz.
Agrolink – Leonardo Gottems
