Segundo a polícia, vítimas foram ameaçadas por facção antes do crime, que teria sido transmitido ao vivo. Ação contou com apoio do Grupo de Operações e Investigações (GOI) em parceria com o Tático do 11º Batalhão da Polícia Militar.
As execuções das duas mulheres encontradas carbonizadas, em Rochedo, foram transmitidas ao vivo para os membros da organização criminosa que ordenou os crimes, conforme a Polícia Civil.
Dois suspeitos foram presos e um terceiro morreu em confronto em ação dos policiais do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e do 11º Batalhão da Polícia Militar de Campo Grande, nesta quarta-feira (23).
Segundo a Polícia Civil, o crime está ligado a um desacerto entre as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
Antes das mortes, Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 21, receberam ameaças relacionadas aos grupos criminosos, segundo uma testemunha ouvida pela polícia.
O delegado Valmir de Moura Fé disse que a testemunha contou que as duas guardavam drogas para uma facção e foram pressionadas por integrantes de outro grupo para deixar de trabalhar para a rival. Um interlocutor por celular ameaçou matar as mulheres caso elas continuassem. A ameaça também envolvia familiares.
Ainda segundo o relato, homens foram até a casa para pressionar as vítimas. Houve uma briga e as duas foram mortas com golpes de faca e chutes.
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Suspeito morto em confronto
O homem morto durante o confronto foi identificado como Luís Carlos, conhecido como “Bob Esponja”. Segundo a polícia, ele era da disciplina do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação que terminou com a morte de Luís Carlos e a prisão dos outros dois suspeitos foi realizada pelo GOI (Grupo de Operações e Investigações) em conjunto com o Tático do 11º Batalhão da Polícia Militar.
A polícia também informou que as execuções das duas mulheres foram transmitidas ao vivo. O conteúdo é analisado pelos investigadores.
A Polícia Civil continua investigando a participação de cada suspeito e a atuação das facções no crime.
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*Fonte: Gabi Cenciarelli, g1-MS.
