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O mercado de milho nos estados do Sul e em parte do Centro-Oeste mantém negociações pontuais, com compradores cautelosos e produtores seletivos na oferta. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a demanda concentrada na reposição de estoques e o ritmo mais lento das exportações limitam a movimentação em diferentes praças.

Em Mato Grosso do Sul, os preços variam de R$ 53 a R$ 56 por saca, após sequência de valorizações. Dourados teve a maior queda entre as praças acompanhadas, enquanto Maracaju registrou leve alta. A indústria de bioenergia segue absorvendo parte da oferta, mas os demais compradores priorizam a reposição, sem ampliar estoques.

No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60 e R$ 69 por saca. Dados da Emater apontam alta de 1,84% no preço médio estadual, de R$ 61,54 para R$ 62,67. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o milho disponível segue a R$ 75. As indústrias priorizam compras de reposição, enquanto os produtores restringem novos lotes.

Em Santa Catarina, as referências ficam próximas de R$ 60 por saca, mas a demanda gira em torno de R$ 55, diferença que dificulta acordos. O déficit recorrente de milho mantém o estado dependente do abastecimento de outras regiões, em um cenário de maior importância do consumo interno para o escoamento.

No Paraná, as indicações de compra ficam próximas de R$ 60, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55 por saca CIF. Mesmo com a retenção dos produtores, houve recuos em várias regiões. No Oeste, a cotação caiu 1,90%, para R$ 53,12, enquanto no Norte Central recuou 1,01%, para R$ 63,39. Cascavel teve baixa de 1,74%, a R$ 56,03. Londrina contrariou o movimento, com alta de 0,33%, para R$ 63,61.

Agrolink – Leonardo Gottems

 


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