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Enquanto a vítima registrava ocorrência na delegacia, o suspeito já deixava o local em liberdade. Mulher que é esposa do jornalista César Rodrigues, do site o chapadensenews ficou com o prejuízo, o medo e uma pergunta que precisa de resposta: a quem pedir socorro?

Um episódio de violência registrado na tarde desta quinta-feira (8), em Chapadão do Sul, provoca indignação e levanta questionamentos sobre a segurança da população e a efetividade das medidas de fiscalização de pessoas que cumprem pena fora do regime fechado.

Por volta das 14 horas, um homem que, segundo as informações relatadas, cumpre pena em regime semiaberto e utiliza tornozeleira eletrônica protagonizou momentos de agressividade na Rua Aquidauana, deixando moradores assustados.

Conforme o relato, o indivíduo apresentava sinais aparentes de estar sob efeito de entorpecentes, condição que não foi confirmada por exame, e passou a atacar violentamente o veículo particular de uma assistente social da Prefeitura de Chapadão do Sul.

A violência foi tamanha que o teto do automóvel ficou destruído. O carro, além de pertencer à vítima, também é utilizado por ela em suas atividades profissionais.

Não satisfeito, o homem ainda teria avançado contra um segundo veículo, conduzido por outra mulher, que conseguiu escapar sem sofrer danos materiais.

A Polícia Militar foi acionada e realizou a detenção do suspeito, enquanto moradores acompanhavam, assustados, a movimentação na rua.

DETIDO PELA POLÍCIA, MAS LIBERADO ENQUANTO A VÍTIMA REGISTRAVA A OCORRÊNCIA

O que já era uma situação revoltante ganhou um novo capítulo que merece esclarecimentos das autoridades.

Enquanto a assistente social estava na Delegacia de Polícia Civil registrando a ocorrência e relatando os prejuízos sofridos, o homem que havia sido conduzido pela Polícia Militar deixava a unidade policial em liberdade.

A liberação pode ter fundamento nas circunstâncias jurídicas do caso, uma vez que o uso de tornozeleira eletrônica e o cumprimento de pena em regime semiaberto não determinam, automaticamente, uma nova prisão.

Entretanto, é justamente essa situação que desperta questionamentos: quais providências serão adotadas diante de um episódio de tamanha agressividade, envolvendo uma pessoa que já se encontra sob monitoramento judicial?

Cabe às autoridades esclarecer os fundamentos da liberação, a eventual comunicação ao Juízo da Execução Penal e as medidas que poderão ser tomadas para evitar novos episódios.

VÍTIMA FICA COM O PREJUÍZO E O MEDO DE NOVOS ATAQUES

Além dos danos materiais, existe uma consequência ainda mais preocupante: o medo.

A assistente social, que utiliza o próprio automóvel também para trabalhar, agora terá de enfrentar os custos dos reparos e a insegurança provocada pela situação.

O agravante é que, segundo as informações recebidas, a vítima reside nas proximidades da casa do homem envolvido na ocorrência.

Ou seja, além de ter seu patrimônio danificado, ela teme voltar a encontrar o responsável pelo ataque nas ruas do próprio bairro.

Quem garante a tranquilidade dessa trabalhadora? Quem responde pelos prejuízos? E quais medidas serão tomadas para proteger a vítima de uma possível nova agressão?

São perguntas legítimas que precisam de respostas.

TORNOZELEIRA ELETRÔNICA: MONITORAMENTO É SUFICIENTE PARA GARANTIR SEGURANÇA?

O episódio também reacende uma discussão importante sobre o acompanhamento de pessoas submetidas ao monitoramento eletrônico.

A tornozeleira permite fiscalizar determinadas condições impostas judicialmente, mas não impede fisicamente que uma pessoa pratique atos de violência.

É necessário esclarecer se houve descumprimento das condições do regime semiaberto e se o ocorrido será comunicado à Justiça para avaliação das providências cabíveis.

A população tem o direito de cobrar fiscalização efetiva, responsabilização pelos danos e medidas de proteção para quem foi vítima de violência.

A QUEM PEDIR SOCORRO?

O caso deixa uma reflexão preocupante para Chapadão do Sul.

Uma trabalhadora teve seu veículo atacado em plena luz do dia. Moradores presenciaram momentos de tensão. A Polícia Militar foi acionada, realizou a detenção, mas o suspeito acabou liberado.

Enquanto isso, a vítima permaneceu com o prejuízo e com o receio de novos episódios.

Não se trata de questionar o cumprimento da lei ou de exigir prisão sem fundamento jurídico. Trata-se de cobrar que a legislação também assegure proteção efetiva às vítimas e responsabilização pelos atos praticados.

A sociedade sul-chapadense merece esclarecimentos sobre o ocorrido e sobre as providências que serão adotadas.

Porque, diante de situações como essa, uma pergunta permanece:

SE UMA CIDADÃ TEM SEU PATRIMÔNIO DESTRUÍDO, PROCURA A POLÍCIA E VOLTA PARA CASA COM MEDO, A QUEM ELA DEVE PEDIR SOCORRO?

Nota da reportagem: as informações sobre o regime de cumprimento da pena, as circunstâncias da liberação e o estado do suspeito são provenientes do relato apresentado e ainda dependem de confirmação oficial. O espaço permanece aberto para esclarecimentos .


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