O mercado de soja registrou movimentos distintos entre as regiões, enquanto o avanço do plantio mantém a atenção sobre o caixa das propriedades. Segundo a TF Agroeconômica, as cotações da soja subiram no Rio Grande do Sul e no Paraná, mas recuaram em Santa Catarina e Mato Grosso eMS.
Em Mato Grosso, as cinco praças acompanhadas pelo Imea caíram entre R$ 0,10 e R$ 0,25. Os valores variaram de R$ 132,90 em Lucas do Rio Verde a R$ 139,35 em Rondonópolis. Campo Verde fechou a R$ 137,80, Primavera do Leste a R$ 137,25 e Sorriso a R$ 133,45. A implantação chegou a 75,81% da área.
No Rio Grande do Sul, a alta de R$ 1 levou a saca a R$ 159 em Rio Grande, R$ 152 em Passo Fundo e R$ 153 em Santa Rosa, recuperando a perda anterior mesmo com Chicago em baixa. A semeadura alcança 3% da área, conforme a Emater/RS-Ascar.
Em Santa Catarina, Abelardo Luz recuou R$ 1, para R$ 153 por saca, na referência FOB. O plantio atingiu 17,2%, segundo a Conab. No Paraná, Paranaguá e Cascavel ganharam R$ 1,50, chegando a R$ 159 e R$ 148, respectivamente. O Deral aponta 62% da área semeada, ante 71% há um ano, com 88% das lavouras em boas condições. Excesso de água e baixa luminosidade exigiram replantios pontuais.
Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande perdeu R$ 1 e ficou em R$ 142 por saca, na condição CIF. Dourados permaneceu em R$ 142. A Conab informa que 60% da área está semeada.
As altas iguais no porto e no interior preservaram os diferenciais no RS e no Paraná, sem ampliar o espaço para cobrir frete. Segundo a Safras, a melhora nos portos ainda veio com negócios pontuais. Transporte, entrega e prazo de pagamento seguem decisivos para a receita líquida
Agrolink Leonardo Gutemms
