A soja valorizou em importantes portos do Sul, mas os preços no interior mostraram movimentos distintos, entre estabilidade, avanços e recuos. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a alta do dólar sustentou referências de exportação, mesmo com a queda das cotações em Chicago.
No Rio Grande do Sul, a saca disponível em Rio Grande passou de R$ 160 para R$ 161, aumento de 0,63%. A diferença representa R$ 1 mil a mais na receita bruta de mil sacas, antes de frete e descontos. O plantio gaúcho segue em fase inicial, com umidade mais favorável que no Centro-Oeste, conforme avaliação do Itaú BBA.
Em Santa Catarina, Abelardo Luz permaneceu em R$ 154 por saca, na condição FOB, enquanto São Francisco do Sul manteve R$ 161. As chuvas e o solo saturado dificultam a retirada do trigo e a entrada das máquinas para semear soja.
No Paraná, Paranaguá avançou para R$ 160 por saca, enquanto Maringá permaneceu em R$ 151. O Deral informa que 71% da área foi plantada, ritmo inferior ao das três safras anteriores. A parcela de lavouras em boas condições caiu de 88% para 85%, diante da umidade elevada, temperaturas amenas e menor luminosidade. Atrasos também podem apertar a janela do milho de segunda safra.
Em Mato Grosso do Sul, a indicação CIF em Campo Grande recuou para R$ 139, queda de 0,71%. Dourados ficou em R$ 143, Maracaju em R$ 142 e Sidrolândia em R$ 141, sem novas alterações nas referências acompanhadas.
Já em Mato Grosso, quatro praças registraram ganhos. Rondonópolis chegou a R$ 141, com alta de R$ 0,80, e Sorriso avançou para R$ 134,55. Primavera do Leste alcançou R$ 139,15 e Lucas do Rio Verde, R$ 134. As diferenças reforçam a importância de comparar as cotações da soja com os custos e as condições de entrega.
Leonardo Gottems agrolink
