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InícioAgroMilho tem ajustes técnicos no Brasil e queda externa

Milho tem ajustes técnicos no Brasil e queda externa

O mercado de milho apresentou movimentos distintos entre o Brasil e o exterior, refletindo ajustes técnicos e fatores sazonais que seguem influenciando os preços. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que os contratos futuros negociados na B3 encerraram o pregão de terça-feira em leve alta, contrariando a queda observada em Chicago e a valorização expressiva do real frente ao dólar no dia.

No Mato Grosso do Sul, o recuo nos preços prevalece mesmo com suporte parcial da bioenergia. “Os preços agora variam entre R$ 54,00 e R$ 56,00/saca, refletindo um ambiente ainda cauteloso e negociações pontuais no spot. A maior desvalorização foi observada em Maracaju, enquanto Chapadão do Sul apresentou a menor queda, indicando diferenças regionais na intensidade da pressão, mas sem melhora relevante da liquidez”, informa.

A recuperação registrada na bolsa brasileira foi atribuída a ajustes técnicos após uma sequência de baixas recentes, em um ambiente ainda pressionado por fundamentos internos. O cereal segue impactado pelo avanço da colheita de soja, que aumenta a necessidade de liberação de espaço nos armazéns e reforça a oferta no mercado. Além disso, a entrada do milho da primeira safra amplia a disponibilidade do grão, enquanto compradores continuam priorizando o uso de estoques já adquiridos, o que limita a reação das cotações.

Nesse contexto, os contratos futuros apresentaram comportamento misto. O vencimento março de 2026 fechou a R$ 68,93, com leve baixa no dia e recuo acumulado na semana. Maio de 2026 encerrou a R$ 68,48, com pequena alta diária, mas também registrou perda semanal. Já o contrato de julho de 2026 terminou cotado a R$ 67,45, com avanço marginal no dia e queda no comparativo semanal.

Em Chicago, o milho fechou em baixa diante da frustração do mercado com a política de biocombustíveis e das projeções de uma safra americana recorde, acima de 432 milhões de toneladas, conforme indicado no relatório mensal de oferta e demanda. O veto à venda anual do E15 manteve o mercado interno dos Estados Unidos pressionado, apesar do suporte vindo da demanda externa, com a confirmação de novas vendas pelo USDA. No Brasil, o plantio da safrinha avançou para 5,9% da área, ritmo superior ao do ano anterior, mas ainda abaixo da média histórica.

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