O mercado de milho apresentou comportamento firme nas negociações recentes, com oscilações positivas sustentadas por fatores climáticos e logísticos na América do Sul e por sinais de recuperação da demanda internacional. Segundo análise da TF Agroeconômica, o ambiente de atenção ao clima no Brasil e na Argentina tem dado suporte aos preços no curto prazo.
Na B3, os contratos futuros fecharam de forma mista nesta terça-feira, mas com predominância de altas entre os principais vencimentos. As dificuldades logísticas e as incertezas climáticas em regiões produtoras brasileiras seguem no radar dos agentes, reforçando a percepção de que as cotações podem ter encontrado uma linha de suporte no curto prazo. A situação climática da Argentina também ganhou destaque, especialmente pela seca que ameaça o potencial produtivo do país, frequentemente utilizado como alternativa de abastecimento pelas indústrias do Sul do Brasil.
Dentro desse contexto, o contrato com vencimento em março de 2026 encerrou o dia cotado a R$ 70,20, com valorização diária de R$ 0,91 e ganho semanal de R$ 1,27. O vencimento de maio de 2026 foi negociado a R$ 69,95, com alta de R$ 0,67 no dia e avanço de R$ 1,47 na semana. Já o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 67,90, acumulando elevação de R$ 0,61 no dia e de R$ 0,45 no comparativo semanal.
No mercado internacional, o milho negociado na Bolsa de Chicago também fechou em alta, apoiado pela demanda ligada aos biocombustíveis e por movimentações no comércio global. O contrato março avançou 0,65%, encerrando a US$ 428,50 por bushel, enquanto o maio subiu 0,52%, a US$ 435,75 por bushel. A recuperação das cotações ocorreu após dados históricos do setor de etanol, com o processamento de milho em dezembro atingindo recorde de 12,4 milhões de toneladas.













