Um fazendeiro é suspeito de ter mandado incendiar um açougue em Souzalândia, distrito de Barro Alto, na região central de Goiás, por causa de uma dívida de R$ 20 mil da proprietária com ele, de acordo com a Polícia Civil. Imagens de uma câmera de segurança mostram um homem com um galão jogando combustível no estabelecimento comercial e colocando fogo em seguida. Ele e o fazendeiro foram presos.
As identidades do fazendeiro e do executor não foram divulgadas. Por isso, o g1 não conseguiu localizar as suas defesas.
Segundo o delegado Marco Antônio Maia, responsável pelo caso, o crime aconteceu na madrugada do dia 18 de fevereiro, quarta-feira de cinzas. Pelas imagens, é possível ver que a ação começou às 3h20. Naquele momento, a dona do açougue, o companheiro dela e os netos dormiam na residência que fica nos fundos do local.

“Eles escaparam por pouco de se tornarem vítimas fatais do incêndio. A rápida ação da população local foi crucial para conter as chamas antes da chegada das autoridades”, disse o delegado, em nota.
Na ação, foram usados mais de dez litros de gasolina. A maior parte do comércio, incluindo geladeiras, forros, instalações elétricas e equipamentos, ficou destruída. Segundo a polícia, o prejuízo estimado é de R$ 80 mil.
*Objetivo era ‘dar um susto’*
Por meio das imagens, a polícia conseguiu prender o homem que incendiou o açougue. Segundo Marco Antônio, ele confessou ter sido contratado pelo fazendeiro para o crime. “O mandante, por sua vez, admitiu ter pago R$ 5 mil para que o ato fosse executado”, disse.
Segundo o delegado, o fazendeiro alegou que o incêndio era para “dar um susto” na proprietária, que já havia quitado parte da dívida que tinha com ele, mas discordava do restante do valor que estava sendo cobrado.
Segundo a polícia, além das imagens das câmeras de segurança, foram reunidos mensagens, imagens e testemunhos, que fortaleceram a ligação entre os envolvidos e a natureza criminosa do incêndio.
De acordo com o delegado, os dois presos devem responder por incêndio criminoso e outros delitos relacionados à destruição patrimonial e ao risco à vida.
Fonte: G1












