A China decidiu flexibilizar as regras que dizem respeito à presença de ervas daninhas nas cargas de soja importadas do Brasil. O anúncio ocorre após algumas das principais tradings do país suspenderem a importação do grão ao país asiático devido à mudança nas inspeções das cargas.
Documento da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura, afirma que “não é possível atestar a ausência absoluta de sementes de plantas daninhas em soja, dado as características de produção”.
Diante disso, segue o documento, “as autoridades chinesas entenderam e aceitaram que não será adotado o critério de tolerância zero para a presença de plantas daninhas, em carregamentos de soja importados do Brasil e destinados ao consumo interno para fins de processamento industrial”.
A SDA acrescenta que como ainda não há parâmetro estabelecido para tolerância de plantas daninhas, o percentual permitido será tema de debates entre dirigentes chineses e brasileiros. Nesta sexta (20), os secretários de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, viajaram à China para tratar do tema.
Conforme apurou a reportagem, a intenção do governo brasileiro no encontro com os chineses é ser o mais transparente possível para evitar ruídos com o maior comprador de soja do Brasil.
Por fim, o documento ressalta que conforme acordado com as autoridades chinesas, “fica determinada a certificação de navios cujos respectivos laudos laboratoriais vierem a comprovar presença de plantas daninhas, […] desde sejam cumpridos demais requisitos para ausência de sementes tratadas e de insetos vivos, até que o nível de tolerância de plantas daninhas seja estabelecido”.
Desde que começou o impasse das tradings brasileiras com o mercado chinês, as vendas do de soja brasileira caíram drasticamente. Além disso, segundo analistas, com compradores ainda mais ausentes nas negociações, houve acomodação dos preços no mercado interno.
Por Paulo Santos
Globo rural












