R. V. A. C., 25 anos, e E. S., 22 anos, conhecido como “Japa”, foram condenados pelo assassinato do pintor Elias Nascimento de Souza. O crime ocorreu em outubro de 2024 em Chapadão do Sul, alguns dias após o filho da vítima ter sido assassinado.
Os acusados foram a júri popular na segunda-feira (30). O juiz Sílvio Cezar do Prado sentenciou R. V. A. C., a 18 anos e nove meses de prisão, e E. S. a 16 anos, 4 meses e 21 dias, ambos em regime fechado.
Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o crime aconteceu no dia 8 de outubro daquele ano. A vítima seguia de bicicleta pela Rua dos Lírios quando os dois rapazes, que estavam em uma motocicleta, efetuaram os disparos contra Elias.

A vítima foi atingida na cabeça e no tórax e morreu no local. A polícia foi acionada e recolheu cinco estojos de arma de fogo calibre .45 perto do corpo do pintor. A dupla foi reconhecida por imagens de câmera de segurança. A motocicleta usada no crime foi encontrada em frente a uma residência.
Eduardo era quem dirigia a bicicleta e Rian estava na garupa e efetuou os cinco tiros.
Além da prisão, o juiz determinou o pagamento de R$ 50 mil a título de reparação por danos morais em favor da família da vítima. O montante deve ser pago de forma solidária pelos dois condenados.
Os réus tiveram o direito de recorrer em liberdade negado para garantir a execução imediata das decisões do Tribunal do Júri, permanecendo presos. A decisão cabe recurso, mas ambos seguem em regime fechado.
O júri foi presidido pelo juiz Dr. Sílvio Prado. Na acusação esteve a Dra. Juliana Pellegrino Vieira da 1ª Promotoria de Justiça. A Defensoria Pública foi conduzida pela Dra. Gabriela Pereira Schechter. O corpo de jurados foi composto por uma mulher e seis homens.
Filho assassinado – Luan Felipe Novaes de Souza, filho de Elias, foi assassinado com tiros e facadas na noite do dia 31 de agosto, dentro da casa em que morava, no Bairro Flamboyant, em Chapadão do Sul. Foi morto uma semana antes do pai.
Na época do crime, a delegada Bianca informou que a casa fica na Avenida São Paulo. Testemunhas acionaram a Polícia Militar ao ouvirem os tiros; contudo, a autoria do assassinato ainda é desconhecida. “A causa da morte foi múltiplas lesões provocadas por disparos de arma de fogo e facadas, com perfurações na região do tórax”, disse.
No imóvel foram recolhidos, pela perícia, objetos e vestígios pertinentes para a investigação, além de uma caixa contendo aproximadamente 30 munições de calibre 9 milímetros e uma porção de maconha.











