Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com estabilidade na manhã desta segunda-feira (20) na Bolsa de Chicago. O mercado tenta se equilibrar entre forças altistas e baixistas, em meio a um cenário de forte influência externa e atenção redobrada aos fundamentos. Assim, por volta de 7h (horário de Brasília), as cotações subiam de 0,50 a 1 ponto nos principais vencimentos, levando o maio a US$ 11,67 e o julho a US$ 11,83 por bushel.
Apesar do comportamento lateral do grão, o complexo soja mostra movimentos distintos entre seus derivados. O óleo de soja registra altas expressivas, de mais de 1% nesta manhã de segunda-feira, sustentado principalmente pelo avanço do petróleo no mercado internacional, o que reforça a competitividade dos biocombustíveis e eleva a demanda por óleos vegetais.
Por outro lado, o farelo de soja atua como fator limitante para ganhos mais consistentes do grão. Com desempenho mais pressionado, o derivado impede que as cotações avancem de forma mais significativa, contribuindo para o atual quadro de estabilidade em Chicago.
O ambiente macroeconômico e geopolítico segue no radar dos investidores. Oscilações no petróleo, incertezas comerciais e o comportamento da demanda global continuam ditando o ritmo dos negócios, mantendo o mercado sensível a qualquer nova informação.
Os EUA atacaram um navio cargueiro iraniano por avanço no estreito de Ormuz e o Irã já ameaça a retaliação aos EUA. E assim, começa mais uma semana de escalada nos conflitos.
No campo dos fundamentos, as atenções se voltam para os números de plantio que serão divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ao final do dia, às 17h (Brasília). Atenção também ao clima no Meio-Oeste americano para os próximos dias e semanas.
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
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