O mercado de milho apresentou movimento de recuperação nos preços, impulsionado por fatores climáticos e pelo desempenho das exportações ao longo de abril. Segundo a TF Agroeconômica , o avanço das cotações na bolsa brasileira reflete a preocupação com o atraso no plantio da safrinha e a persistência de clima seco em importantes regiões produtoras.
Na B3, os contratos futuros encerraram o dia e a semana em alta, em meio à busca de proteção por parte dos compradores domésticos. O contrato para maio de 2026 fechou em R$ 68,92, enquanto julho atingiu R$ 69,67 e setembro chegou a R$ 72,02, todos com ganhos acumulados no período. No cenário externo, os embarques brasileiros cresceram de forma expressiva, com volume já estimado em 443 mil toneladas em abril, frente a 178 mil no mesmo mês do ano anterior.
Apesar desse ambiente mais positivo na bolsa, o mercado físico segue travado em diversas regiões do país. No Rio Grande do Sul, a baixa liquidez predomina, com preços entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca e leve alta semanal, sustentada por fatores pontuais como recomposição de estoques e disputa por fretes. Ainda assim, a comercialização encontra dificuldades diante da postura cautelosa dos compradores.
Em Santa Catarina, o cenário é semelhante, com negociações restritas e divergência entre valores pedidos e ofertados, mantendo o ritmo lento. No Paraná, a pressão recente sobre os preços e a expectativa de boa safrinha reforçam o comportamento seletivo da demanda, enquanto o clima mais seco favorece a colheita, mas acende alerta sobre o desenvolvimento da segunda safra.
No Mato Grosso do Sul, os preços mostram reação após semanas de queda, mas o mercado permanece com baixa fluidez. A oferta confortável e o dólar abaixo de R$ 5,00 continuam limitando a competitividade e restringindo avanços mais consistentes nas cotações, mesmo com expectativa mais positiva para o segundo semestre.
Agrolink – Leonardo Gottems











