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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago retomam os negócios nesta terça-feira (8) em território positivo, após a pausa de segunda-feira (7), quando os mercados norte-americanos permaneceram fechados em função do feriado do Labor Day nos Estados Unidos. O movimento, porém, é moderado.

Por volta de 7h30 (horário de Brasília), as cotações registravam leves ganhos, de 1,75 a 4,50 pontos nos principais vencimentos, levando o novembro a US$ 13,11 e o março a US$ 13,32 por bushel. O mercado da oleaginosa, mais uma vez, acompanha ganhos do milho e, principalmente, do trigo, que sobe mais de 2% nesta terça.

A retomada acontece depois de uma semana anterior marcada por forte volatilidade. Na sexta-feira (4), antes do feriado, os futuros de soja haviam encerrado em baixa, pressionados por movimentos técnicos de realização de lucros e pelo posicionamento dos investidores antes da pausa prolongada.

Entre os principais fatores acompanhados pelos participantes do mercado está a demanda chinesa. A China continua sendo um elemento importante para a formação das expectativas para as exportações norte-americanas justamente no período em que a nova safra dos Estados Unidos começa a chegar ao mercado.

O cenário é particularmente importante porque os estoques brasileiros disponíveis para exportação estão diminuindo com o avanço da temporada, enquanto a próxima grande oferta sul-americana só estará disponível a partir do início de 2027. Dessa forma, a janela entre o fim da oferta brasileira e a entrada da nova safra sul-americana pode favorecer a demanda pela soja dos Estados Unidos.

Além da demanda, o mercado segue atento às condições das lavouras norte-americanas e ao ritmo de avanço da safra. As previsões climáticas para o Meio-Oeste continuam sendo acompanhadas pelos traders, especialmente em um momento de definição do potencial produtivo da soja. As temperaturas mais elevadas e a disponibilidade de umidade nas próximas semanas podem influenciar o desenvolvimento final das lavouras e, consequentemente, as estimativas para a produção norte-americana.

Ao mesmo tempo, o mercado já começa a direcionar sua atenção para o próximo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será reportado nesta sexta-feira (11),  e poderá trazer novas estimativas para produção, produtividade, estoques e exportações dos Estados Unidos.

Outro elemento que chama atenção nesta terça-feira é o forte avanço do petróleo. O Brent chegou a se aproximar dos US$ 100 por barril, em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com ganhos de quase 2%. A valorização do petróleo pode dar algum suporte indireto ao complexo de oleaginosas por meio da perspectiva para os biocombustíveis, especialmente para o óleo de soja.

Ao mesmo tempo, a forte alta da energia aumenta a volatilidade nos mercados globais e pode influenciar o comportamento dos investidores.

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes, Notícias Agrícolas


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