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A tradição de Camapuã atravessou o Atlântico e ganhou um momento especial neste sábado (12), em Braga, Portugal. Os Guardiões da Catira, liderados pelo músico Girsel da Viola, representaram Mato Grosso do Sul durante o 7º Dia do Brasil e transformaram a apresentação em uma verdadeira aula de cultura, envolvendo o público português com o ritmo, as palmas e o tradicional sapateado da Catira.

O que começou como uma apresentação rapidamente virou uma experiência coletiva. Ao som da viola caipira, Girsel da Viola e os catireiros começaram a demonstrar os passos e ensinar os movimentos ao público, que não demorou a entrar no ritmo. O resultado foi uma cena encantadora: portugueses acompanhando a música, batendo palmas e arriscando os passos da Catira, numa demonstração de que a manifestação cultural de Camapuã conseguiu atravessar fronteiras e conquistar novos admiradores.

 

A participação faz parte do projeto Guardiões da Catira, idealizado pela produtora cultural Ariane Rodrigues, selecionado pelo Edital de Intercâmbio Cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc. O grupo foi convidado para participar do evento em Braga, levando ao público europeu uma tradição marcada pela viola caipira, pela sincronia das palmas e pelo sapateado, elementos que ajudam a preservar a identidade cultural do interior sul-mato-grossense.

Mais do que uma apresentação internacional, o momento em Braga representa o propósito dos Guardiões da Catira de manter viva uma tradição transmitida entre gerações e mostrar que a cultura de Camapuã pode dialogar com públicos de diferentes lugares. Em Portugal, a Catira deixou de ser apenas uma manifestação apresentada por brasileiros e passou a ser também experimentada pelos portugueses, que, ao som da viola de Girsel, fizeram Braga sapatear.

Foto/Girsel da Viola

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