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Primeiro dia terá chuva intensa, raios e rajadas acima de 70 km/h, com frente fria derrubando as temperaturas.

 

Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), a frente fria avança por Mato Grosso do Sul e deixa o tempo mais instável em todo o Estado. A previsão indica chuvas mais abrangentes e persistentes, com possibilidade de acumulados superiores a 40 milímetros em 24 horas. Algumas tempestades podem ser mais intensas, com chuva forte, raios, rajadas de vento superiores a 70 km/h e eventual queda de granizo, provocando transtornos pontuais.

Chuva na região da Avenida Afonso Pena, Centro da Capital (Foto: Juliano Almeida)

No Cone-Sul, Leste e Grande Dourados, regiões que abrangem municípios como Ponta Porã, Naviraí, Mundo Novo, Dourados, Nova Andradina e Três Lagoas, as mínimas devem ficar entre 14°C e 16°C, enquanto as máximas variam de 23°C a 25°C.

Já nas regiões Pantaneira e Sudoeste, que incluem Corumbá, Aquidauana, Miranda, Porto Murtinho e Bonito, as temperaturas ficam entre 18°C e 20°C pela manhã e podem chegar a 26°C a 30°C.

Nas regiões Bolsão e Norte, com municípios como Paranaíba, Aparecida do Taboado, Chapadão do Sul, Coxim e Sonora, as mínimas variam de 21°C a 23°C, enquanto as máximas ficam entre 28°C e 33°C.

No sul de Mato Grosso do Sul, os termômetros podem marcar entre 14°C e 16°C. Os ventos atuam inicialmente do quadrante norte e giram para o quadrante sul, com velocidades entre 50 km/h e 70 km/h e, pontualmente, rajadas superiores a 80 km/h.

A combinação do forte aquecimento durante o dia com o retorno gradual do ar quente e úmido da região amazônica favorece a formação de instabilidades. Conforme o Cemtec, a primavera está entre os períodos com maior frequência de tempestades severas em Mato Grosso do Sul. Os episódios podem provocar destelhamentos, quedas de árvores, alagamentos e enxurradas, além de danos à infraestrutura urbana e rural e prejuízos à agropecuária.

Apesar da volta das chuvas, o período não deve representar alívio constante do calor. O prognóstico do Cemtec aponta que, entre outubro e dezembro, Mato Grosso do Sul deve ter temperaturas elevadas, risco de ondas de calor e tendência de chuva acima da média histórica, principalmente na região Centro-Sul.

As precipitações, no entanto, poderão ocorrer de forma irregular, com intervalos de estiagem e diferenças entre os municípios. Mesmo em um trimestre mais chuvoso, a população poderá enfrentar dias abafados e períodos prolongados sem chuva.

Influência do El Niño – O prognóstico aponta o fenômeno como um fator capaz de intensificar condições favoráveis a eventos extremos. Com base nas projeções da NOAA/CPC (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional/Centro de Previsão Climática) emitidas em setembro e reproduzidas no documento, a probabilidade de ocorrência do El Niño entre outubro e dezembro é de 100%, com cerca de 98% de chance de intensidade classificada como “muito forte”.

Os percentuais se referem à ocorrência e à intensidade do fenômeno, e não à chance de tempestades em Mato Grosso do Sul. O Cemtec ressalta que os efeitos no Estado dependem da interação com outros sistemas meteorológicos regionais e locais.

Calor e chuva irregular – Os modelos analisados apresentam sinal consistente de temperaturas acima da média. Outubro costuma registrar algumas das maiores máximas do ano em diversos municípios, pela combinação entre forte incidência de radiação solar e chuvas ainda irregulares.

Isso não impede a ocorrência de dias mais amenos. A passagem de frentes frias e o aumento da nebulosidade e das chuvas poderão reduzir as temperaturas em determinados períodos.

Para as precipitações, a tendência de volumes acima da média é mais destacada no Centro-Sul. Como Mato Grosso do Sul está em uma zona de transição climática, a distribuição das chuvas pode variar bastante dentro do Estado.

Historicamente, os acumulados entre outubro e dezembro ficam entre 400 e 500 milímetros na maior parte do território. No Sul e no Nordeste, variam de 500 a 600 milímetros; no Noroeste, de 300 a 400 milímetros. Esses números são referências históricas, não os volumes previstos para este ano.

Risco de incêndios continua – Mesmo com a retomada das chuvas, o perigo de fogo permanece. A projeção para setembro, outubro e novembro coloca a maioria de Mato Grosso do Sul nas categorias “Atenção” e “Alerta”, conforme análise do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) apresentada no boletim.

A primeira corresponde a risco moderado e exige preparação para possíveis focos de calor. A segunda indica risco alto e demanda ações coordenadas de prevenção e mobilização de equipes.

O prognóstico climático aponta tendências para o trimestre, mas não permite definir quando nem onde haverá tempestades severas. Para acompanhar situações de risco, é necessário consultar as previsões de curto prazo e os avisos meteorológicos atualizados.

 

campograndenews  Guilherme Cavalcante e Bruna Marques


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