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Após sucessivas solicitações sem atendimento, segundo seu relato, morador da Rua Vinte colocou os resíduos na própria Hilux e fez o serviço; episódio levanta questionamentos sobre a eficiência da limpeza urbana

Um morador da Rua Vinte, em Chapadão do Sul, procurou nossa reportagem para reclamar da demora na retirada de entulhos e cobrar mais eficiência da Administração Municipal na prestação dos serviços de limpeza urbana.

Segundo o morador, foram 45 dias de espera. Durante esse período, ele afirma ter realizado vários contatos com o poder público solicitando a retirada do material, mas o serviço não teria sido executado.

Cansado de esperar, o próprio cidadão decidiu resolver o problema. Fotos encaminhadas à reportagem mostram sua caminhonete Toyota Hilux carregada com os entulhos para que ele mesmo realizasse o transporte e a destinação do material.

A situação chama atenção porque a Prefeitura mantém oficialmente um cronograma para o serviço de limpeza de entulhos e “bota-fora”. Para setembro, a própria Administração informou que a região compreendida entre a Rua Dez, Avenida Dezesseis e até a Rua Vinte e Dois seria atendida nos dias 18, 21 e 22.

O Município também afirma que o cronograma de limpeza urbana busca manter a cidade organizada e evitar o acúmulo de resíduos nas vias públicas.

Diante disso, o relato do morador levanta um questionamento: se existe cronograma e estrutura destinada ao recolhimento, por que um contribuinte afirma ter aguardado 45 dias e precisou colocar os entulhos na própria caminhonete para fazer a retirada?

O episódio reforça a necessidade de a Administração Municipal verificar se o cronograma divulgado está sendo efetivamente cumprido em todas as regiões e, principalmente, se as solicitações feitas pelos moradores estão recebendo resposta dentro de prazo razoável.

Vale esclarecer ainda que, conforme informações oficiais recentes da Prefeitura, o recolhimento de entulhos e o serviço de bota-fora estão atualmente vinculados à Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos (SESOP), e não à SEDEMA.

ESPAÇO ABERTO

Nossa reportagem deixa espaço aberto para que a Prefeitura de Chapadão do Sul e a secretaria responsável pelo serviço esclareçam o caso, informem se houve solicitação registrada pelo morador e expliquem os motivos pelos quais, segundo ele, o material permaneceu por aproximadamente 45 dias sem recolhimento.


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