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Disputa envolvendo a herança de uma chácara terminou com uma idosa de 68 anos sendo agredida e ameaçada de morte pelo próprio filho, em Aparecida do Taboado

Conforme o boletim de ocorrência, a mulher vive em uma chácara que ficou em usufruto dela após a morte do marido, há cerca de três anos. A propriedade foi partilhada entre a idosa e os três filhos, mas ela permaneceu com o direito de usufruir do imóvel, onde mora.

Segundo o relato, após a morte do pai, um dos filhos passou a maltratar a mãe e a pressioná-la para deixar a residência. A situação teria se agravado a ponto de a idosa ficar sem comida e água quando precisava de ajuda.

Na quarta-feira, a mulher havia ido à casa da filha para passar por consulta médica e realizar exames cardíacos. Por volta das 18h30, ao retornar para a chácara, teria sido impedida pelo filho de entrar na propriedade.

Durante a discussão, segundo a vítima, o homem a empurrou, fazendo com que ela caísse no chão. A filha precisou intervir para proteger a mãe e chegou a pegar um pedaço de pau para impedir que a situação evoluísse para uma nova agressão.

Ainda conforme o registro, o filho teria chamado a mãe de “desgraçada” e “vagabunda” e afirmado que ela não deveria mais voltar para a residência, dizendo que o imóvel pertencia a ele. Na sequência, teria ameaçado matá-la e afirmado que não teria dó dela.

O homem também teria filmado a mãe e a irmã dentro da propriedade, alegando que havia sido orientado por um advogado a registrar as imagens para impedir que elas retornassem ao local.

A idosa relatou à polícia que os conflitos são antigos. Há cerca de dois meses, durante uma crise de reumatismo, ela chegou a utilizar cadeira de rodas e afirmou que, mesmo pedindo, não recebia comida do filho. Também disse que passava sede e que a filha precisava ir até a propriedade para ajudá-la.

Segundo a vítima, nessas ocasiões o filho costumava criar conflitos com a irmã e, em determinado episódio, teria agredido a própria filha.

O boletim também registra que a família já havia procurado a polícia em 2018 para denunciar ameaças atribuídas ao homem. Apesar disso, conforme o relato da mãe, os problemas continuaram.

A idosa contou ainda que portas da residência foram quebradas e que o filho teria tentado danificar a porta do quarto onde ela dorme. Ela afirmou não saber se ele possui arma de fogo, pois, segundo o relato, ele não permite que outras pessoas entrem no quarto dele.

Apesar da queda, a mulher disse não ter sofrido ferimentos, mas afirmou estar emocionalmente abalada diante dos episódios de violência e ameaças.

A vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra o filho e solicitou medidas protetivas de urgência, principalmente para que ele seja retirado da residência. Ela informou que pretende continuar morando na chácara e não aceitou ser encaminhada para abrigo provisório.

A mulher também foi orientada sobre os serviços de assistência social e psicológica oferecidos pelo município e sobre o atendimento jurídico gratuito da Defensoria Pública.

campograndenews Bruna Marques

(Foto: Direto das Ruas)


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