O mercado de milho combina negociações pontuais e cautela nas compras, enquanto o avanço do plantio mantém as atenções voltadas às condições climáticas. Segundo a TF Agroeconômica, a comercialização permanece limitada pela cautela da demanda, pelo ritmo mais lento das exportações e pela distância entre os preços de compra e venda.
No Rio Grande do Sul, as cotações variam entre R$ 60,00 e R$ 69,00 por saca. O preço médio estadual apurado pela Emater caiu 0,37%, para R$ 62,44, enquanto Cruz Alta mantém referência de R$ 75,00. As indústrias compram para reposição, e os produtores restringem a oferta. A semeadura da safra 2026/27 atingiu 79% da área, mas granizo, vendavais e chuvas intensas causaram danos pontuais às lavouras.
Em Santa Catarina, as referências próximas de R$ 60,00 por saca contrastam com indicações de demanda de R$ 55,00, restringindo os negócios. O estado depende do abastecimento de outras regiões e registra 79,9% da área semeada. A umidade beneficia lavouras bem drenadas, mas as chuvas recorrentes dificultam o manejo fitossanitário.
No Paraná, os preços recuaram na maioria das praças. Cascavel caiu 1,74%, para R$ 56,03 por saca, enquanto Londrina subiu 0,33%, para R$ 63,61. O plantio chegou a 78%, com a maior parte das lavouras em boas condições. Em algumas regiões, o excesso de umidade e a baixa luminosidade podem prolongar o ciclo e alterar a janela da segunda safra.
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