Trabalhadores de empresas do Polo Empresarial relatam náuseas, vômitos e dores de cabeça devido ao forte odor. Empresários acionaram a Vigilância Sanitária e órgãos municipais para cobrar providências.
Uma situação preocupante vem causando transtornos e revolta entre empresários e trabalhadores do Polo Empresarial de Chapadão do Sul. O armazenamento de soja em uma área localizada nos fundos dos armazéns da multinacional Bunge estaria provocando um forte mau cheiro, que, segundo relatos, tem afetado diretamente as atividades de empresas vizinhas.
No início da tarde desta segunda-feira (19), nossa reportagem foi acionada para acompanhar de perto o problema e verificar as reclamações de trabalhadores que convivem com o odor desagradável.
De acordo com as informações recebidas, a Bunge utiliza uma área para armazenar soja coberta por lonas, sendo a retirada do produto normalmente realizada por meio de um equipamento conhecido como Tatu, utilizado na movimentação de grãos.
Entretanto, segundo os relatos, nos últimos dias a retirada da soja teria sido realizada com uma pá carregadeira, ocasionando o rompimento da lona e o derramamento de parte dos grãos diretamente sobre o solo.
Com as chuvas registradas recentemente, a soja espalhada teria entrado em processo de deterioração, provocando um odor extremamente desagradável que se espalha pelas empresas instaladas nas proximidades.
Antes
Uma das empresas mais prejudicadas é a Agrovia, localizada nas proximidades da área de armazenamento.
Segundo informações repassadas à reportagem, funcionários vêm enfrentando dificuldades para permanecer no ambiente de trabalho devido ao mau cheiro, com relatos de náuseas, vômitos e fortes dores de cabeça.
A situação teria se agravado nesta segunda-feira (19), quando uma funcionária da Agrovia precisou receber atendimento médico após apresentar problemas de saúde relatados em meio à exposição ao odor.
O episódio aumentou a preocupação dos empresários, que cobram uma solução urgente para evitar novos transtornos e possíveis riscos à saúde dos trabalhadores.
EMPRESÁRIOS ACIONAM ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO
Diante da situação, os proprietários das empresas prejudicadas já acionaram a Vigilância Sanitária, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (SEDEMA) e a Secretaria Municipal de Obras.
A expectativa é de que os órgãos competentes realizem uma fiscalização no local, identifiquem as causas do problema e determinem as medidas necessárias para eliminar o mau cheiro.
A situação também levanta questionamentos sobre as condições de armazenamento dos grãos e os cuidados ambientais necessários para evitar que resíduos de soja fiquem expostos ao solo e à chuva.
NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE A BUNGE É ALVO DE RECLAMAÇÕES
O que chama a atenção é que esta não seria a primeira ocorrência envolvendo problemas sanitários nas instalações da empresa.
Há alguns anos, nossa reportagem também foi acionada para verificar uma área da Bunge onde, conforme denúncias recebidas na época, existiam condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor da dengue.
Agora, as reclamações envolvem o forte odor atribuído à deterioração de grãos, trazendo novamente à discussão a necessidade de fiscalização e manutenção adequada das áreas utilizadas pela empresa.
EMPRESÁRIOS COBRAM SOLUÇÃO IMEDIATA
O Polo Empresarial é um importante espaço de geração de empregos e desenvolvimento econômico de Chapadão do Sul. Entretanto, os trabalhadores e empresários instalados na região não podem ter suas atividades comprometidas por problemas que, segundo os relatos, poderiam ser evitados com procedimentos adequados de armazenamento e limpeza.
A pergunta que fica é: até quando os trabalhadores das empresas vizinhas terão que conviver com o mau cheiro e os transtornos relatados?
Cabe agora aos órgãos de fiscalização apurar a situação e exigir, caso sejam constatadas irregularidades, as providências necessárias.
A reportagem ressalta que a origem do odor, as condições do armazenamento e a eventual relação entre o mau cheiro e os sintomas apresentados pelos trabalhadores ainda dependem de verificação técnica. O espaço permanece aberto para que a Bunge apresente esclarecimentos sobre as reclamações e informe quais medidas estão sendo adotadas.
Obs; Ligamos varias vezes em um celular que aparece como da empresa em Chapadão do Sul e nao foi atendido
