Carregando stories...
Correio News Logo
×
Carregando vídeo...
COMPARTILHE

Os mercados agrícolas iniciam esta quinta-feira (22) atentos à diplomacia internacional, ao avanço das lavouras e ao comportamento da demanda, após movimentos distintos nas bolsas. Segundo a TF Agroeconômica, a perspectiva de avanços nas negociações envolvendo Estados Unidos, Rússia e Ucrânia pressionou o trigo em Chicago, enquanto soja e milho reagiram a fatores próprios de oferta e consumo.

O trigo SRW caiu entre 7,5 e 16,5 centavos de dólar por bushel na quarta-feira (21), após perdas superiores a 20 centavos durante o pregão. A possibilidade de reabertura dos fluxos comerciais pelo Mar Negro estimulou vendas de fundos. Na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário projeta colheita de 23,8 milhões de toneladas, com produtividade média de 3.530 quilos por hectare. Confirmado, o volume será o segundo maior em 17 anos.

A soja também encerrou a quarta-feira em baixa, com perdas de 3 a 10 centavos por bushel, apesar de vendas anunciadas pelos Estados Unidos de 134 mil toneladas à China e 165 mil à Espanha. O processamento argentino chegou a 4 milhões de toneladas em setembro e acumulou 32,3 milhões no ano até aquele mês. No Brasil, o plantio atingiu 30% da área estimada, acima da média de 26% para o período, conforme a Conab.

Já o milho subiu 1,25 centavo por bushel em Chicago, com compras próximas de US$ 4,50 no contrato de dezembro de 2026. Mesmo assim, a posição acumula queda perto de 20% desde a máxima de 2 de setembro. Na abertura desta quinta-feira, o petróleo Brent estava perto de US$ 111,89 por barril, enquanto o dólar futuro no Brasil marcava R$ 5,0440, em alta de 0,30%. Os próximos movimentos devem continuar sensíveis às negociações diplomáticas, à oferta sul-americana e à reação dos compradores.

Agrolink Leonardo


COMPARTILHE